Percepção das aulas de T’ai Chi no Bosque Rodrigues Alves
Belém 17 de Outubro de 2009
O uso da movimentação na pratica do T’ai Chi é o que o difere das outras artes meditativas e das artes marciais é a sua filosofia meditativo-espiritual,
Do principio meditativo utilizado no T’ai Chi pode-se retirar parcelas muito importantes para o treinamento do psicofísico do atuante.
Tais importâncias obse4rvadas é o uso da atenção, mesmo sua filosofia sendo a busca de um nível espiritual mais elevado (T’ai Chi significa “o supremo”), o praticante não deixa por nenhum momento de estar conectado ou manter-se conectado (corpo-mente), por tanto, estimulado o aperfeiçoamento da sua percepção, já que um dos princípios do T’ai Chi é a utilização do tempo e do espaço, este tempo entende-se como o fluxo dos movimentos que visam a suavidade, ritmando a execução dos exercícios que necessitam de deslocamento ou simplesmente parado.
O segundo aspecto abordado é a utilização do foco. No T’ai Chi o foco pode ser periférico ou objetivo.
O foco periférico permite ao praticante o aguçar da sua percepção, deixando por tanto a sua energia não anulada, mas sim em suspensão, já quando utilizamos o “foco objetivo”, canalizamos nossa intenção para poder ter melhor uso da nossa energia na ação a qual o foco foi estimulado.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
ANOTAÇÕES PESSOAIS DECODIFICAÇÃO DO T’AI CHI PRATICADO NO BOSQUE
AULAS DE T’AI CHI NO BOSQUE
1. Flexionar os joelhos, sendo que o pé esquerdo fica em meia ponta.
2. Depois abrir as pernas, sendo que a perna que se move é a esquerda, para o lado esquerdo.
3. Fazer o movimento “Padrão inicial do T’ai Chi” que é o subir e descer as mãos terminando com elas na altura do peito e voltadas para cima.
4. A mão direita se move para o lado direto até ficar paralela ao corpo, enquanto a esquerda permanece na frente, a cabeça fica no meio das duas mãos.
5. A mão direita vem em direção a orelha direita e segue para frente, enquanto e esquerda vem para ficar junto da costela, as duas mãos passam uma rente a outra, a direita fica com a palma para frente.
6. Agora faz-se o mesmo movimento com o lado esquerdo, a mão esquerda sobe esticada pela lateral, passa pela orelha e vai para frente passando rente a mão direita e terminando com a palma da mão para frente.
7. A mão esquerda vem na direção do cotovelo direito enquanto que a perna esquerda se une á direita.
8. Quando a mão esquerda passa pelo cotovelo direito a perna esquerda vai para o lado e o tronco volta-se para o lado esquerdo, então a mão direita vem rente a orelha e espalma para frente, já a mão esquerda fica colada na cintura.
9. Transfere-se o peso para a perna direita, o pé esquerdo volta-se para onde antes era a frente.
10. Transfere-se mais uma vez o peso do corpo, só que agora para a perna esquerda, o braço esquerdo sobe em movimento circular e a perna direita se junta á esquerda. O braço direito continua no mesmo lugar, enquanto o braço esquerdo vê subindo.
11. Quando o cotovelo do braço esquerdo chegar na mão direita a perna direita vai para a frente e a mão esquerda vem em direção á orelha seguindo empurrando para frente, enquanto a mão direita vai e fica na cintura.
12. O pé direito fira-se para onde antes era a frente, transfere-se o peso para a perna direita, juntando a perna esquerda, ao mesmo tempo as mão em movimentos circulares (sempre amplos), fazendo uma grande “bola” de energia na frente da parte superior do corpo, a mão direita na altura do peito e a esquerda na altura da cintura.
13. O pé esquerdo move-se para a lateral esquerda, e logo após a mão esquerda sobe e a direita desce, elas passam bem juntas, a mão esquerda pára na altura do ombro e a direita na direção da cintura.
14. O pé esquerdo vira-se para onde era a frente antes, transfere-se o peso para a perna esquerda enquanto a perna direita junta-se com a esquerda, a mão vem em movimento circular, fazendo uma grande “bola” de energia, só que desta vez, a mão esquerda vem para cima, na altura do peito e a direita na altura da cintura.
15. O pé direito move-se para a lateral direita, e logo após a mão esquerda desce e a direita sobe, elas passam bem juntas, a mão direita pára na altura do ombro e a esquerda na direção da cintura.
1. Flexionar os joelhos, sendo que o pé esquerdo fica em meia ponta.
2. Depois abrir as pernas, sendo que a perna que se move é a esquerda, para o lado esquerdo.
3. Fazer o movimento “Padrão inicial do T’ai Chi” que é o subir e descer as mãos terminando com elas na altura do peito e voltadas para cima.
4. A mão direita se move para o lado direto até ficar paralela ao corpo, enquanto a esquerda permanece na frente, a cabeça fica no meio das duas mãos.
5. A mão direita vem em direção a orelha direita e segue para frente, enquanto e esquerda vem para ficar junto da costela, as duas mãos passam uma rente a outra, a direita fica com a palma para frente.
6. Agora faz-se o mesmo movimento com o lado esquerdo, a mão esquerda sobe esticada pela lateral, passa pela orelha e vai para frente passando rente a mão direita e terminando com a palma da mão para frente.
7. A mão esquerda vem na direção do cotovelo direito enquanto que a perna esquerda se une á direita.
8. Quando a mão esquerda passa pelo cotovelo direito a perna esquerda vai para o lado e o tronco volta-se para o lado esquerdo, então a mão direita vem rente a orelha e espalma para frente, já a mão esquerda fica colada na cintura.
9. Transfere-se o peso para a perna direita, o pé esquerdo volta-se para onde antes era a frente.
10. Transfere-se mais uma vez o peso do corpo, só que agora para a perna esquerda, o braço esquerdo sobe em movimento circular e a perna direita se junta á esquerda. O braço direito continua no mesmo lugar, enquanto o braço esquerdo vê subindo.
11. Quando o cotovelo do braço esquerdo chegar na mão direita a perna direita vai para a frente e a mão esquerda vem em direção á orelha seguindo empurrando para frente, enquanto a mão direita vai e fica na cintura.
12. O pé direito fira-se para onde antes era a frente, transfere-se o peso para a perna direita, juntando a perna esquerda, ao mesmo tempo as mão em movimentos circulares (sempre amplos), fazendo uma grande “bola” de energia na frente da parte superior do corpo, a mão direita na altura do peito e a esquerda na altura da cintura.
13. O pé esquerdo move-se para a lateral esquerda, e logo após a mão esquerda sobe e a direita desce, elas passam bem juntas, a mão esquerda pára na altura do ombro e a direita na direção da cintura.
14. O pé esquerdo vira-se para onde era a frente antes, transfere-se o peso para a perna esquerda enquanto a perna direita junta-se com a esquerda, a mão vem em movimento circular, fazendo uma grande “bola” de energia, só que desta vez, a mão esquerda vem para cima, na altura do peito e a direita na altura da cintura.
15. O pé direito move-se para a lateral direita, e logo após a mão esquerda desce e a direita sobe, elas passam bem juntas, a mão direita pára na altura do ombro e a esquerda na direção da cintura.
ANOTAÇÕES PESSOAIS (ENTREVISTA COM O PROFESSOR DE T'AI CHI)
Diego (pesquisador)- A utilização do foco no t’ai chi?
Medson (instrutor)- O t’ai chi nasceu como varias outras práticas nas escolas de formação humana, o objetivo maior dessas práticas era serem usadas como uma ferramenta a mais para o crescimento humano, todas elas tinham praticas corporais que faziam parte de suas rotinas, os próprios Pitágoricos na Grécia praticavam esportes, estudavam musica, mas qual era a finalidade de tudo isso? Era formar o ser humano, educá-lo, entender-se mais a si mesmo e o próprio universo, então a pratica era mais uma ferramenta como sou um amante da filosofia gosto de levar o t’ai chi pra um lado mais transcendente, o domínio dos seus impulsos, do seu pensamento,que hoje em dia é o mais necessário, é essa busca, entender mais a si mesmo, entender o universo para chegar a um patamar mais elevado desta busca.
O foco é o essencial para o t’ai chi, e como as práticas taóistas praticamente deixaram de existir elas perderem o seu foco inicial, que é ter saúde,melhorar a qualidade de vida, aperfeiçoar a sua arte marcial, perdeu-se o objetivo mais transcendente, então ficou fragmentado, para energia, para ter saúde, para combater, então ficou fragmentado em objetivos menores, é que nem um projeto, você tem um projeto e tem os objetivos secundários. Então temos que fazer esta ponte de novo, faz parte do nosso próprio sentido de vida, por que nós ficamos fazendo estas coisas, sem ter um elo central dentro delas? Para mim a concepção principal é esta. No t’ai chi, se você compreende a essência dele, a forma em si, torna-se desnecessária, é você na verdade, t’ai chi é você, enquanto ele estiver fora da gente ele não é nada, ele tem que estar dentro de nós.
Ivanilde (pesquisadora do GITA que colaborou tirando as fotos)- Quais são os princípios metodológicos?
Medson (instrutor)- Eu penso que a principal forma de ensinar é levar a pessoa a perceber ela mesma, através dos movimentos que tem um padrão, os movimentos são contínuos e fluidos, é o que se fala na filosofia chinesa, o “livre fluxo do ch’i”, o t’ai chi é universal que esta no corpo também, mas o principal objetivo é voe valer a pessoa perceber isso nela mesma, se não fica um negocio teórico, tem que perceber o ch’i fluindo livremente, é a energia mental, a circulação do sangue, a energia que se move pelo corpo, então eu busco dar para o individuo esta autonomia, esta segurança, e existem formas para isso, o próprio t’ai chi é uma ferramenta para isso,
Diego (pesquisador)- Como é o uso da atenção no t’ai chi?
Medson (instrutor)- Se você não tem a sua mente que te liga com as coisas que lhe cercam, a realidade que você vive, a atenção é esse laço, a corda que te liga a isso, se não você não esta de verdade a quilo que esta acontecendo, sem atenção você não fica em um plano e acaba indo para um plano de fantasia, fantasia que eu digo é na verdade, as coisas são assim, só que eu estou entendendo de outra maneira, não fica conectado, ai você não entende, deixa de prestar atenção nas coisas, a atenção é tudo, sem atenção não dá para fazer o t’ai chi, se eu não estou com a atenção como é que eu vou me integrar comigo mesmo, como eu vou me integrar com as coisas que me cercam? Esta desatento é estar desconectado, então no t’ai chi você tem que estar com a atenção, estar ligado, se você não ativa a atenção a prática fica mecânica.
Diego (pesquisador)- Como é o uso da respiração?
Medson (instrutor)- A mesma importância que tem o movimento, o pensamente, o ch’i mental, as imagens se englobam tudo nesse conceito do ch’i, os cientista disseram que a energia se transforma em matéria e a matéria se transforma em energia, então os chineses entenderam isso. Imagine uma base em que a matéria esta aqui em baixo, densa e pesada e lá em cima uma matéria bem sutil, suave, praticamente luz, e elas em um constante fluxo, se transformando uma na outra, a respiração faz parte destas transformações, faz parte deste todo, pense que o ch’i tem que se mover em um movimento contínuo e harmonioso, pense em uma respiração ofegante, isso é harmonioso para você? Eu já não estou em um fluxo equilibrado, então eu já não estou fazendo uma utilização harmoniosa do ch’i. eu vou fazer um movimento e prendo a respiração, se eu não tenho uma respiração livre e harmoniosa eu não tenho um livre fluxo do ch’i e a respiração é uma das formas diretas de ligação com a energia que está no meio, nós e o mio que nos cerca. Na filosofia chinesa nós temos que absorver o ch’i para o nosso corpo, através do ar, extrai o ch’i puro do ar, combina com o ch’i do aumento, retirando os seus nutriente e forma o Jing, é a combinação que vai circular pelo corpo todo. Ao dá pra fazer um bom fluxo de energia se o seu organismo não está funcionando bem, se você não fizer um bom uso da respiração é tão importante quanto os outros tipos de ch’i.
Pratica ininterruptamente há 4 anos.
“É importante treinar o t’ai chi o dia todo...”
“O t’ai chi é o principio da natureza”
“Hoje eu uso a pratico o t’ai chi com foco central na sua filosofia”
Diego- Quais são as melhoras que você percebeu antes e depois de praticar t’ai chi?
Janina (praticante há um ano)- Principalmente na respiração, onde eu senti com mais efeito, isso d pra sentir antes e depois da aula, eu chego com a respiração atrapalhada e volto com a respiração mais assim... com ela na barriga, que é onde você aprende a respirar... Durante o dia quando eu entro em um estagio em que eu começo a sair de uma harmonia eu começo a utilizar a respiração que fizemos aqui... e o outro, eu acho que são os aspectos mais filosóficos que o Madson prega para nós, não que eu já tenha interiorizado, nada disso, a minha prática no dia-a-dia é super contraditória, mas assim, a mensagem na mente já chegou.
Medson (instrutor)- O t’ai chi nasceu como varias outras práticas nas escolas de formação humana, o objetivo maior dessas práticas era serem usadas como uma ferramenta a mais para o crescimento humano, todas elas tinham praticas corporais que faziam parte de suas rotinas, os próprios Pitágoricos na Grécia praticavam esportes, estudavam musica, mas qual era a finalidade de tudo isso? Era formar o ser humano, educá-lo, entender-se mais a si mesmo e o próprio universo, então a pratica era mais uma ferramenta como sou um amante da filosofia gosto de levar o t’ai chi pra um lado mais transcendente, o domínio dos seus impulsos, do seu pensamento,que hoje em dia é o mais necessário, é essa busca, entender mais a si mesmo, entender o universo para chegar a um patamar mais elevado desta busca.
O foco é o essencial para o t’ai chi, e como as práticas taóistas praticamente deixaram de existir elas perderem o seu foco inicial, que é ter saúde,melhorar a qualidade de vida, aperfeiçoar a sua arte marcial, perdeu-se o objetivo mais transcendente, então ficou fragmentado, para energia, para ter saúde, para combater, então ficou fragmentado em objetivos menores, é que nem um projeto, você tem um projeto e tem os objetivos secundários. Então temos que fazer esta ponte de novo, faz parte do nosso próprio sentido de vida, por que nós ficamos fazendo estas coisas, sem ter um elo central dentro delas? Para mim a concepção principal é esta. No t’ai chi, se você compreende a essência dele, a forma em si, torna-se desnecessária, é você na verdade, t’ai chi é você, enquanto ele estiver fora da gente ele não é nada, ele tem que estar dentro de nós.
Ivanilde (pesquisadora do GITA que colaborou tirando as fotos)- Quais são os princípios metodológicos?
Medson (instrutor)- Eu penso que a principal forma de ensinar é levar a pessoa a perceber ela mesma, através dos movimentos que tem um padrão, os movimentos são contínuos e fluidos, é o que se fala na filosofia chinesa, o “livre fluxo do ch’i”, o t’ai chi é universal que esta no corpo também, mas o principal objetivo é voe valer a pessoa perceber isso nela mesma, se não fica um negocio teórico, tem que perceber o ch’i fluindo livremente, é a energia mental, a circulação do sangue, a energia que se move pelo corpo, então eu busco dar para o individuo esta autonomia, esta segurança, e existem formas para isso, o próprio t’ai chi é uma ferramenta para isso,
Diego (pesquisador)- Como é o uso da atenção no t’ai chi?
Medson (instrutor)- Se você não tem a sua mente que te liga com as coisas que lhe cercam, a realidade que você vive, a atenção é esse laço, a corda que te liga a isso, se não você não esta de verdade a quilo que esta acontecendo, sem atenção você não fica em um plano e acaba indo para um plano de fantasia, fantasia que eu digo é na verdade, as coisas são assim, só que eu estou entendendo de outra maneira, não fica conectado, ai você não entende, deixa de prestar atenção nas coisas, a atenção é tudo, sem atenção não dá para fazer o t’ai chi, se eu não estou com a atenção como é que eu vou me integrar comigo mesmo, como eu vou me integrar com as coisas que me cercam? Esta desatento é estar desconectado, então no t’ai chi você tem que estar com a atenção, estar ligado, se você não ativa a atenção a prática fica mecânica.
Diego (pesquisador)- Como é o uso da respiração?
Medson (instrutor)- A mesma importância que tem o movimento, o pensamente, o ch’i mental, as imagens se englobam tudo nesse conceito do ch’i, os cientista disseram que a energia se transforma em matéria e a matéria se transforma em energia, então os chineses entenderam isso. Imagine uma base em que a matéria esta aqui em baixo, densa e pesada e lá em cima uma matéria bem sutil, suave, praticamente luz, e elas em um constante fluxo, se transformando uma na outra, a respiração faz parte destas transformações, faz parte deste todo, pense que o ch’i tem que se mover em um movimento contínuo e harmonioso, pense em uma respiração ofegante, isso é harmonioso para você? Eu já não estou em um fluxo equilibrado, então eu já não estou fazendo uma utilização harmoniosa do ch’i. eu vou fazer um movimento e prendo a respiração, se eu não tenho uma respiração livre e harmoniosa eu não tenho um livre fluxo do ch’i e a respiração é uma das formas diretas de ligação com a energia que está no meio, nós e o mio que nos cerca. Na filosofia chinesa nós temos que absorver o ch’i para o nosso corpo, através do ar, extrai o ch’i puro do ar, combina com o ch’i do aumento, retirando os seus nutriente e forma o Jing, é a combinação que vai circular pelo corpo todo. Ao dá pra fazer um bom fluxo de energia se o seu organismo não está funcionando bem, se você não fizer um bom uso da respiração é tão importante quanto os outros tipos de ch’i.
Pratica ininterruptamente há 4 anos.
“É importante treinar o t’ai chi o dia todo...”
“O t’ai chi é o principio da natureza”
“Hoje eu uso a pratico o t’ai chi com foco central na sua filosofia”
Diego- Quais são as melhoras que você percebeu antes e depois de praticar t’ai chi?
Janina (praticante há um ano)- Principalmente na respiração, onde eu senti com mais efeito, isso d pra sentir antes e depois da aula, eu chego com a respiração atrapalhada e volto com a respiração mais assim... com ela na barriga, que é onde você aprende a respirar... Durante o dia quando eu entro em um estagio em que eu começo a sair de uma harmonia eu começo a utilizar a respiração que fizemos aqui... e o outro, eu acho que são os aspectos mais filosóficos que o Madson prega para nós, não que eu já tenha interiorizado, nada disso, a minha prática no dia-a-dia é super contraditória, mas assim, a mensagem na mente já chegou.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima Quinta Aula
Belém, 31 de Outubro de 2009
Hoje eu tinha marcado com a Iva. Ela iria tirar as fotos para a minha pesquisa sobre o t’ai chi, no caso seria a prática. Cheguei no horário combinado, 7h, bom, quando nos encontramos já eram 7:20h, levei ela para conhecer o grupo.
O Professor fez um alongamento, o qual ficamos nos balançando par um lado e para o outro, após este alongamento ele disse para que fizéssemos o alongamento e o aquecimento que achássemos necessário, coisa que nuca tinha acontecido.
Começamos andando para frente e para trás de olhos fechados, hoje eu me superei, em nenhum momento consegui manter o mínimo de direção reta possível.
O próximo passo foi ainda de olhos fechados, “fazer o movimento de aparar”, onde um braço desce e o outro sobe, “mãos de nuvem”, o que a palma da mão vem pela lateral e termina espalmando à frente. Em nenhum destes exercícios eu consegui seguir uma linha reta, mesmo eu pensando que tinha o maior controle das minhas caminhadas, é interessante que eu vendo não vendo o foco, e tentado me basear nele mesmo de olhos fechados, não faziam diferença nenhuma, ai percebi que o exercício é praticado dentro de mim mesmo, tem que se procurar a harmonia interna, internamente, não externamente, como eu tentava fazer.
Depois fizemos dois exercícios, os quais a Iva acabou participando, o primeiro era que uma pessoa tinha que tentar tocar a Iva, enquanto os iriam tentar bloquear. Neste exercício trabalhamos a adequação do nosso corpo com relação a intervenções externas, procuramos manter um equilíbrio enquanto estamos sendo proibidos de executar a ação, sendo que procuramos sempre um outro caminho, explorando as possibilidades. O segundo exercício foi o “João Teimoso”, exercício de confiança, tanto em nós mesmos quanto nos outros, tinha um praticante que falava enquanto os outros estavam de João Teimoso, isso atrapalhava a nossa atenção, já que ela também estava envolvida no exercício.
Terminamos o treino e fomos tomar café, enquanto tomávamos café eu comecei a fazer umas perguntas para o professor.
Belém, 31 de Outubro de 2009
Hoje eu tinha marcado com a Iva. Ela iria tirar as fotos para a minha pesquisa sobre o t’ai chi, no caso seria a prática. Cheguei no horário combinado, 7h, bom, quando nos encontramos já eram 7:20h, levei ela para conhecer o grupo.
O Professor fez um alongamento, o qual ficamos nos balançando par um lado e para o outro, após este alongamento ele disse para que fizéssemos o alongamento e o aquecimento que achássemos necessário, coisa que nuca tinha acontecido.
Começamos andando para frente e para trás de olhos fechados, hoje eu me superei, em nenhum momento consegui manter o mínimo de direção reta possível.
O próximo passo foi ainda de olhos fechados, “fazer o movimento de aparar”, onde um braço desce e o outro sobe, “mãos de nuvem”, o que a palma da mão vem pela lateral e termina espalmando à frente. Em nenhum destes exercícios eu consegui seguir uma linha reta, mesmo eu pensando que tinha o maior controle das minhas caminhadas, é interessante que eu vendo não vendo o foco, e tentado me basear nele mesmo de olhos fechados, não faziam diferença nenhuma, ai percebi que o exercício é praticado dentro de mim mesmo, tem que se procurar a harmonia interna, internamente, não externamente, como eu tentava fazer.
Depois fizemos dois exercícios, os quais a Iva acabou participando, o primeiro era que uma pessoa tinha que tentar tocar a Iva, enquanto os iriam tentar bloquear. Neste exercício trabalhamos a adequação do nosso corpo com relação a intervenções externas, procuramos manter um equilíbrio enquanto estamos sendo proibidos de executar a ação, sendo que procuramos sempre um outro caminho, explorando as possibilidades. O segundo exercício foi o “João Teimoso”, exercício de confiança, tanto em nós mesmos quanto nos outros, tinha um praticante que falava enquanto os outros estavam de João Teimoso, isso atrapalhava a nossa atenção, já que ela também estava envolvida no exercício.
Terminamos o treino e fomos tomar café, enquanto tomávamos café eu comecei a fazer umas perguntas para o professor.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima Quarta Aula
Belém, 29 de Outubro de 2009
Chegamos e começamos no horário certo.
Hoje iremos dar continuidade ao trabalho da percepção, fizemos os aquecimentos e alongamentos devidos e partimos para a prática.
Primeiro fizemos um exercício que consistia em; o professor apanhou um pedaço médio de galho e como se aquilo fosse uma espada tínhamos que nos desviar, sem desespero, sem preocupação, tínhamos que sair da direção em que estava vindo a “espada” com perfeita harmonia, é claro que quem estivesse com a “espada” não poderia seguir quem estava se desviando, a pessoa tinha que terminar o movimento para poder começar outro. Quando chegou a minha vez de esquivar, senti tudo aquilo que o professor pediu para não sentirmos, foi quando compreendi que o que ele tinha pedido não era que não sentíssemos, mas sim, que nós não deixássemos que estes sentimentos tomassem conta dos nossos movimentos, no caso ações e reações. O que ele dizia era “tomem o controle da situação, respirem constantemente, desviem-se em harmonia”, foi então que comecei a tentar a executar o que ele estava pedindo.
É muito difícil tentar controlar a ansiedade, quando têm algo que esta vindo em sua direção. Em momentos eu conseguia harmoniosamente me desviar, em outros eu travava sem saber o que fazer, eu tentava raciocinar qual movimento executar para sair da direção do galho, enquanto era apenas para eu sair da direção do galho. Esta foi a grande sacada deste exercício, já que você já tem um certo domínio da técnica, o que me impedia de me desviar? Na verdade era o próprio pensamento de ter que me desviar, logo, isso gerava uma ansiedade e junto disso vinha a preocupação. Quando o que tinha que fazer era apenas tentar seguir o fluxo dos movimentos, as esquivas iriam surgir por elas mesma, com a própria necessidade de esquivar-se, não com um pensamento de que eu teria que seguir a forma que foi treinada e ter que pensar em como me desviar a “espada” conforme a forma de t’ai chi mais adequada que eu apreendi.
O professor dizia “não se prenda á técnica, a técnica é só a técnica, a forma é só a forma, o verdadeiro sentido do t’ai chi está na harmonia, então tentem manter a harmonia, usado a respiração, foco, atenção e equilíbrio...”
No segundo passo fizemos um circulo no chão e de dois em dois, entravamos dentro do circulo para um tentar tirar o outro de dentro, para isso usando a técnica aprendida. O uso da base e percepção no outro são dois pontos importantíssimos neste exercício, levando em consideração que com uma boa base você dificilmente será desestabilizado pelo oponente, se você leva um tempo para achar a sua própria base, o segundo, a percepção no outro, é por motivos de que você tem que sentir o movimento do oponente para desestabilizá-lo, partindo do principio de que se o oponente avançar o praticante de t’ai chi recua e se o oponente recua o praticante avança, se o oponente vem rígido o praticante torna-se flexível e se o oponente vem flexível o praticante torna-se rígido, estes conceito foram retirados do livro “O Livro Completo do Tai Chi Chuan”, 3º edição, editora Pensamento do ano de 2006, tem como autor Wong Kiew Kit.
Finalizamos a aula com cada um executando o “exercício das oito formas” e o “exercício das vinte e quatro formas”, de olhos fechados é claro. Desta vez, não senti tanto quando da aula passada, do dia 27, onde pude ter melhor consciência dos meus movimentos.
Belém, 29 de Outubro de 2009
Chegamos e começamos no horário certo.
Hoje iremos dar continuidade ao trabalho da percepção, fizemos os aquecimentos e alongamentos devidos e partimos para a prática.
Primeiro fizemos um exercício que consistia em; o professor apanhou um pedaço médio de galho e como se aquilo fosse uma espada tínhamos que nos desviar, sem desespero, sem preocupação, tínhamos que sair da direção em que estava vindo a “espada” com perfeita harmonia, é claro que quem estivesse com a “espada” não poderia seguir quem estava se desviando, a pessoa tinha que terminar o movimento para poder começar outro. Quando chegou a minha vez de esquivar, senti tudo aquilo que o professor pediu para não sentirmos, foi quando compreendi que o que ele tinha pedido não era que não sentíssemos, mas sim, que nós não deixássemos que estes sentimentos tomassem conta dos nossos movimentos, no caso ações e reações. O que ele dizia era “tomem o controle da situação, respirem constantemente, desviem-se em harmonia”, foi então que comecei a tentar a executar o que ele estava pedindo.
É muito difícil tentar controlar a ansiedade, quando têm algo que esta vindo em sua direção. Em momentos eu conseguia harmoniosamente me desviar, em outros eu travava sem saber o que fazer, eu tentava raciocinar qual movimento executar para sair da direção do galho, enquanto era apenas para eu sair da direção do galho. Esta foi a grande sacada deste exercício, já que você já tem um certo domínio da técnica, o que me impedia de me desviar? Na verdade era o próprio pensamento de ter que me desviar, logo, isso gerava uma ansiedade e junto disso vinha a preocupação. Quando o que tinha que fazer era apenas tentar seguir o fluxo dos movimentos, as esquivas iriam surgir por elas mesma, com a própria necessidade de esquivar-se, não com um pensamento de que eu teria que seguir a forma que foi treinada e ter que pensar em como me desviar a “espada” conforme a forma de t’ai chi mais adequada que eu apreendi.
O professor dizia “não se prenda á técnica, a técnica é só a técnica, a forma é só a forma, o verdadeiro sentido do t’ai chi está na harmonia, então tentem manter a harmonia, usado a respiração, foco, atenção e equilíbrio...”
No segundo passo fizemos um circulo no chão e de dois em dois, entravamos dentro do circulo para um tentar tirar o outro de dentro, para isso usando a técnica aprendida. O uso da base e percepção no outro são dois pontos importantíssimos neste exercício, levando em consideração que com uma boa base você dificilmente será desestabilizado pelo oponente, se você leva um tempo para achar a sua própria base, o segundo, a percepção no outro, é por motivos de que você tem que sentir o movimento do oponente para desestabilizá-lo, partindo do principio de que se o oponente avançar o praticante de t’ai chi recua e se o oponente recua o praticante avança, se o oponente vem rígido o praticante torna-se flexível e se o oponente vem flexível o praticante torna-se rígido, estes conceito foram retirados do livro “O Livro Completo do Tai Chi Chuan”, 3º edição, editora Pensamento do ano de 2006, tem como autor Wong Kiew Kit.
Finalizamos a aula com cada um executando o “exercício das oito formas” e o “exercício das vinte e quatro formas”, de olhos fechados é claro. Desta vez, não senti tanto quando da aula passada, do dia 27, onde pude ter melhor consciência dos meus movimentos.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima Terceira Aula
Belém, 27 de Outubro de 2009
Cheguei bastante atrasado, o professor já tinha feito os exercícios que antecedem o momento em que fazemos a forma. Eu cheguei exatamente no horário em que eles já estavam fazendo as formas, fui direto para o “exercício das oito formas”, fiz um aquecimento bem rápido e dei pó isso, eu estava com uma tremenda dor de cabeça, tive mais uma noite mau dormida, diga-se de passagem, igual às outras, tínhamos que fazer o exercício de olhos fechados, eu percebi que ainda continuo tendo problemas de ansiedade quando pratico de olhos fechados, ao mesmo tempo em que eu tento arrumar os meus sentidos para que não perca o foco.
Executei varias vezes o “exercício das oito formas”, acho que quando já estava na terceira percebi que meus movimentos estavam mais lentos, e que estavam sendo feitos em um harmonia, seguiam-se em um fluxo que até então eu não tinha percebido, a respiração pulsava como uma cadência para que os meus movimentos tivessem um vigor preciso, nem tenso e nem frouxo.
Queria continuar fazendo o exercício mais vezes, mas fui interrompido, pois a aula tinha chegado ao fim.
Quando se pratica tanto o um movimento quanto uma seqüência de movimentos, é claro que está seqüência tem que está compreendida e assimilada como memória existente em nosso corpo, vamos com o decorrer das repetições tendo mais percepção do nosso corpo, isso só é possível é claro, que você estiver conectado, com a respiração no lugar correto, com a atenção bem dirigida e o foco em prontidão. Estes são os métodos para que possamos retirar do treinamento do t’ai chi os benefícios que ele gera.
Belém, 27 de Outubro de 2009
Cheguei bastante atrasado, o professor já tinha feito os exercícios que antecedem o momento em que fazemos a forma. Eu cheguei exatamente no horário em que eles já estavam fazendo as formas, fui direto para o “exercício das oito formas”, fiz um aquecimento bem rápido e dei pó isso, eu estava com uma tremenda dor de cabeça, tive mais uma noite mau dormida, diga-se de passagem, igual às outras, tínhamos que fazer o exercício de olhos fechados, eu percebi que ainda continuo tendo problemas de ansiedade quando pratico de olhos fechados, ao mesmo tempo em que eu tento arrumar os meus sentidos para que não perca o foco.
Executei varias vezes o “exercício das oito formas”, acho que quando já estava na terceira percebi que meus movimentos estavam mais lentos, e que estavam sendo feitos em um harmonia, seguiam-se em um fluxo que até então eu não tinha percebido, a respiração pulsava como uma cadência para que os meus movimentos tivessem um vigor preciso, nem tenso e nem frouxo.
Queria continuar fazendo o exercício mais vezes, mas fui interrompido, pois a aula tinha chegado ao fim.
Quando se pratica tanto o um movimento quanto uma seqüência de movimentos, é claro que está seqüência tem que está compreendida e assimilada como memória existente em nosso corpo, vamos com o decorrer das repetições tendo mais percepção do nosso corpo, isso só é possível é claro, que você estiver conectado, com a respiração no lugar correto, com a atenção bem dirigida e o foco em prontidão. Estes são os métodos para que possamos retirar do treinamento do t’ai chi os benefícios que ele gera.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima Segunda aula
Belém, 22 de Outubro de 2009
Começamos no horário, fizemos os alongamentos e aproveitamos para nos aquecer.
Fui direto para o “exercício das oito formas”, desta vez todos os movimentos foram feitos de olhos fechados, repeti inúmeras vezes, logo no inicio eu estava inseguro, mas com o passar da repetição fui percebendo mais ativos os meus movimentos, a leveza, a respiração, a atenção, me compliquei quando levantamos a perna, mas com firme fui repetindo este movimento foi ficando cada vez mais certo.
Praticar de olhos fechados têm me feito um bem danado, isto me deixa atento para cada gesto feito fora do objetivo que é harmonia e fluxo.
Sem mais anotações por hoje.
Belém, 22 de Outubro de 2009
Começamos no horário, fizemos os alongamentos e aproveitamos para nos aquecer.
Fui direto para o “exercício das oito formas”, desta vez todos os movimentos foram feitos de olhos fechados, repeti inúmeras vezes, logo no inicio eu estava inseguro, mas com o passar da repetição fui percebendo mais ativos os meus movimentos, a leveza, a respiração, a atenção, me compliquei quando levantamos a perna, mas com firme fui repetindo este movimento foi ficando cada vez mais certo.
Praticar de olhos fechados têm me feito um bem danado, isto me deixa atento para cada gesto feito fora do objetivo que é harmonia e fluxo.
Sem mais anotações por hoje.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima Primeira aula
Belém, 20 de Outubro de 2009
Percepção
Alongamos, e partimos para o primeiro exercício, caminhar de olhos fechados para a frente e depois para a trás, eu tive muita dificuldade, me desequilibrava e saia do eixo em alguns momentos, em outros eu perdia a atenção.
O próximo foi ficarmos um de frente para o outro fazendo um exercício de empurrar com as mãos, ainda de olhos fechado, tínhamos que sentir o fluxo de energia que estava sendo despendido e não deveríamos tentar medir forças um com o outro e sim deixar fluir.
Fizemos um exercício de combate onde tínhamos que sentir a força que o oponente estava utilizando e para onde ele estava direcionando, isso iria nos dar oportunidades para conseguir um êxito na hora de atacar, usado a força do próprio oponente e sempre de lhos fechados.
Fomos para os exercícios das formas.
Eu fazendo o exercícios das “oito formas” de olhos fechados, senti muita insegurança, eu me perguntava por que esta insegurança? E tentava fazer normal como se eu estivesse de olhos abertos, mas não dava, eu tentava, principalmente na hora de levantar o pé. Não sei por que isso me afligia neste momento? Repeti diversas vezes e conclui que tenho que treinar de olhos fechados, este fechar dos olhos, proporciona um aguçamento maior de todas as partes do corpo, é como se cada músculo meu estivesse ativado.
Belém, 20 de Outubro de 2009
Percepção
Alongamos, e partimos para o primeiro exercício, caminhar de olhos fechados para a frente e depois para a trás, eu tive muita dificuldade, me desequilibrava e saia do eixo em alguns momentos, em outros eu perdia a atenção.
O próximo foi ficarmos um de frente para o outro fazendo um exercício de empurrar com as mãos, ainda de olhos fechado, tínhamos que sentir o fluxo de energia que estava sendo despendido e não deveríamos tentar medir forças um com o outro e sim deixar fluir.
Fizemos um exercício de combate onde tínhamos que sentir a força que o oponente estava utilizando e para onde ele estava direcionando, isso iria nos dar oportunidades para conseguir um êxito na hora de atacar, usado a força do próprio oponente e sempre de lhos fechados.
Fomos para os exercícios das formas.
Eu fazendo o exercícios das “oito formas” de olhos fechados, senti muita insegurança, eu me perguntava por que esta insegurança? E tentava fazer normal como se eu estivesse de olhos abertos, mas não dava, eu tentava, principalmente na hora de levantar o pé. Não sei por que isso me afligia neste momento? Repeti diversas vezes e conclui que tenho que treinar de olhos fechados, este fechar dos olhos, proporciona um aguçamento maior de todas as partes do corpo, é como se cada músculo meu estivesse ativado.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima aula
Belém, 17 de Outubro de 2009
“O T’ai chi é a utilização do tempo e do espaço”
Hoje acordei mais cedo que de costume, estava animado para experimentar fazer a aula em outro local, marcamos lá no Ver-o—Rio, lugar aberto com vista para o rio, muito vento, com os raios solares incidindo diretamente sobre nós, coisa que no bosque é difícil por causa das árvores, aves sobrevoando e a presença constante de pessoas.
Começamos com todos e no horário.
O primeiro passo foi fixar o olhar em um ponto do rio e deixar que os pensamentos esvaziassem, eu tive muita dificuldade, não conseguia manter o foco nem a atenção, as preocupações existentes da noite anterior ainda se faziam presentes e eu não consegui me desvencilhar.
Segundo passo. Fazer o “chi kung da árvore” e em seguida a sua variação, que consiste em abrir mais a base e os braços direcionando a palma da mão para cima. Neste momento comecei a deixar de lado os pensamentos e entrar no “aqui e agora”, acho que o que me ajudou para eliminar os pensamentos foi o direcionamento da atenção no diafragma, pois já tínhamos o comando de focalizar algo.
O terceiro passo foi caminhar lateralmente executando o movimento “mãos de nuvem”. Neste exercício comecei a ativar a atenção, digo a atenção porque eu era capaz de ouvir as falas do professor, além do mais, eu estava consciente do meu corpo e do o que estava acontecendo ao redor, diferente de quando se está concentrado, que você se “desativa do mundo exterior”.
Quarto passo. Partimos para duas “formas de empurrar”, ainda em deslocamento. Começamos com a “posição de aparar”, onde um braço sobe e o outro desce, o outro movi mento foi o “girar o joelho e avançar o passo”, onde empurramos com a palma da mão para frente e a outra fica colada em nossa cintura.
No quinto passo o professor separou a turma, de um lado os alunos que já estavam executando o exercício das “24 formas” e do outro os que estavam executando o exercício das “oito formas”. O professor passou para mim as duas ultimas formas do exercício das “oito formas”.
O primeiro foi o “mover-se, interceptar e socar” em seguida o “agarrar o pardal pela cauda” e finalizando o exercício das “oito formas” com as “mãos cruzadas”.
Sexto passo. Todos em uma fila indiana para executar o “exercício das oito formas”.
Terminamos o treino de hoje com a massagem, nas mãos e nas costas.
Belém, 17 de Outubro de 2009
“O T’ai chi é a utilização do tempo e do espaço”
Hoje acordei mais cedo que de costume, estava animado para experimentar fazer a aula em outro local, marcamos lá no Ver-o—Rio, lugar aberto com vista para o rio, muito vento, com os raios solares incidindo diretamente sobre nós, coisa que no bosque é difícil por causa das árvores, aves sobrevoando e a presença constante de pessoas.
Começamos com todos e no horário.
O primeiro passo foi fixar o olhar em um ponto do rio e deixar que os pensamentos esvaziassem, eu tive muita dificuldade, não conseguia manter o foco nem a atenção, as preocupações existentes da noite anterior ainda se faziam presentes e eu não consegui me desvencilhar.
Segundo passo. Fazer o “chi kung da árvore” e em seguida a sua variação, que consiste em abrir mais a base e os braços direcionando a palma da mão para cima. Neste momento comecei a deixar de lado os pensamentos e entrar no “aqui e agora”, acho que o que me ajudou para eliminar os pensamentos foi o direcionamento da atenção no diafragma, pois já tínhamos o comando de focalizar algo.
O terceiro passo foi caminhar lateralmente executando o movimento “mãos de nuvem”. Neste exercício comecei a ativar a atenção, digo a atenção porque eu era capaz de ouvir as falas do professor, além do mais, eu estava consciente do meu corpo e do o que estava acontecendo ao redor, diferente de quando se está concentrado, que você se “desativa do mundo exterior”.
Quarto passo. Partimos para duas “formas de empurrar”, ainda em deslocamento. Começamos com a “posição de aparar”, onde um braço sobe e o outro desce, o outro movi mento foi o “girar o joelho e avançar o passo”, onde empurramos com a palma da mão para frente e a outra fica colada em nossa cintura.
No quinto passo o professor separou a turma, de um lado os alunos que já estavam executando o exercício das “24 formas” e do outro os que estavam executando o exercício das “oito formas”. O professor passou para mim as duas ultimas formas do exercício das “oito formas”.
O primeiro foi o “mover-se, interceptar e socar” em seguida o “agarrar o pardal pela cauda” e finalizando o exercício das “oito formas” com as “mãos cruzadas”.
Sexto passo. Todos em uma fila indiana para executar o “exercício das oito formas”.
Terminamos o treino de hoje com a massagem, nas mãos e nas costas.
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Nona aula
Belém, 15 de Outubro de 2009
Hoje acordei entusiasmado para a aula, depois de quase uma semana eu estava vindo novamente, cheguei meia hora antes e aos poucos eles foram chegando, Rose, Lorena, Janina que trouxe uma amiga para conhecer nosso treino e por ultimo o Madson.
Começamos com o aquecimento do Tícun da Árvore, depois demos andamos por um minuto e fomos para o treino.
Primeiro passo, tínhamos que focar em um ponto que estava a nossa frente, fechar os olhos e ir andando devagar em direção ao foco. Apesar de já ter feito diversas vezes este exercício, eu fiquei bem desnorteado, mas consegui manter uma linha reta, no final deste exercício, percebi que eu estava andando mais rápido que todos, na verdade eu e a Lorena, acho que a ansiedade fez com que eu de certa forma acelerasse o passo, ou será que isso era segurança? Eu interpretei que fizera o trabalho errado, pois o comando era de ir sentindo a sola do pé, perceber cada detalhe do corpo quando estou em movimento e também perceber como minha mente funciona quando não tenho os olhos para me guiar.
O próximo passo foi andarmos de costas com os olhos fechados, neste eu fui pior, em vez de andar em linha reta, eu fiz uma curva, sempre para o lado esquerdo, a Janina, tinha andado em curva no primeiro exercício e neste não foi diferente. Quando andei de costas, percebi que eu estava atento a todos os detalhes do meu corpo, acho que a insegurança provocou este estado, meus passos foram lentos e consegui perceber cada músculo se movendo. Nos dois exercícios eu utilizei muito da minha respiração para me acalmar e entrar em um estado maior de atenção.
Quando já tínhamos terminado esta série de andar com os olhos fechados veio uma ainda mais perceptível. Tínhamos que ficar de olhos fechados e parados, enquanto todos em nossa volta irão nos tocar e quem estiver no meio terá de perceber este toque e ter uma reação, no caso seria de desviar.
Chegou a minha vez e eu tentei me manter o mais neutro possível, sem nenhuma tensão. Percebi que consegui antecipar alguns toques, geralmente os que vinham em direção a minha cabeça, mas em compensação os que eram na minha perna eu não consegui antecipar nenhum, os que eram no meu abdômen, eu reagia com uma reação de espanto.
Depois fizemos o exercício de empurram com as mãos, um empurra o meu ombro e logo em seguida eu desvio a mão desta pessoa que empurrou e empurro o ombro dela, e assim prossegue o exercício. Só que desta vez fizemos de olhos fechados, foi bem diferente, quando eu fiz com o professor deu pra sentir o fluxo que existe neste movimento, pois esta “troca” de energia é feita de uma maneira adaptativa, o seu corpo vai se adaptando junto com o movimento mesmo de olhos fechados.
E por ultimo, mais uma vez aquele exercício de ter que tocar no poste. Desta vez tinham mais pessoas que a vez anterior, o comando era, “não medir forças com ninguém, e sim ser maleável, flexível”, era desta maneira que eu tentava alcançar o poste, quando alguém me empurrava eu deixava que a força desta pessoa passasse por mim, isso eu conseguia deixando o meu corpo flexível, então vinha um empurrão, e eu simplesmente deixava a parte do meu corpo que estava sofrendo este contato se moldar com a intenção.
E para finalizar a aula de hoje, fizemos a massagem na mão.
Belém, 15 de Outubro de 2009
Hoje acordei entusiasmado para a aula, depois de quase uma semana eu estava vindo novamente, cheguei meia hora antes e aos poucos eles foram chegando, Rose, Lorena, Janina que trouxe uma amiga para conhecer nosso treino e por ultimo o Madson.
Começamos com o aquecimento do Tícun da Árvore, depois demos andamos por um minuto e fomos para o treino.
Primeiro passo, tínhamos que focar em um ponto que estava a nossa frente, fechar os olhos e ir andando devagar em direção ao foco. Apesar de já ter feito diversas vezes este exercício, eu fiquei bem desnorteado, mas consegui manter uma linha reta, no final deste exercício, percebi que eu estava andando mais rápido que todos, na verdade eu e a Lorena, acho que a ansiedade fez com que eu de certa forma acelerasse o passo, ou será que isso era segurança? Eu interpretei que fizera o trabalho errado, pois o comando era de ir sentindo a sola do pé, perceber cada detalhe do corpo quando estou em movimento e também perceber como minha mente funciona quando não tenho os olhos para me guiar.
O próximo passo foi andarmos de costas com os olhos fechados, neste eu fui pior, em vez de andar em linha reta, eu fiz uma curva, sempre para o lado esquerdo, a Janina, tinha andado em curva no primeiro exercício e neste não foi diferente. Quando andei de costas, percebi que eu estava atento a todos os detalhes do meu corpo, acho que a insegurança provocou este estado, meus passos foram lentos e consegui perceber cada músculo se movendo. Nos dois exercícios eu utilizei muito da minha respiração para me acalmar e entrar em um estado maior de atenção.
Quando já tínhamos terminado esta série de andar com os olhos fechados veio uma ainda mais perceptível. Tínhamos que ficar de olhos fechados e parados, enquanto todos em nossa volta irão nos tocar e quem estiver no meio terá de perceber este toque e ter uma reação, no caso seria de desviar.
Chegou a minha vez e eu tentei me manter o mais neutro possível, sem nenhuma tensão. Percebi que consegui antecipar alguns toques, geralmente os que vinham em direção a minha cabeça, mas em compensação os que eram na minha perna eu não consegui antecipar nenhum, os que eram no meu abdômen, eu reagia com uma reação de espanto.
Depois fizemos o exercício de empurram com as mãos, um empurra o meu ombro e logo em seguida eu desvio a mão desta pessoa que empurrou e empurro o ombro dela, e assim prossegue o exercício. Só que desta vez fizemos de olhos fechados, foi bem diferente, quando eu fiz com o professor deu pra sentir o fluxo que existe neste movimento, pois esta “troca” de energia é feita de uma maneira adaptativa, o seu corpo vai se adaptando junto com o movimento mesmo de olhos fechados.
E por ultimo, mais uma vez aquele exercício de ter que tocar no poste. Desta vez tinham mais pessoas que a vez anterior, o comando era, “não medir forças com ninguém, e sim ser maleável, flexível”, era desta maneira que eu tentava alcançar o poste, quando alguém me empurrava eu deixava que a força desta pessoa passasse por mim, isso eu conseguia deixando o meu corpo flexível, então vinha um empurrão, e eu simplesmente deixava a parte do meu corpo que estava sofrendo este contato se moldar com a intenção.
E para finalizar a aula de hoje, fizemos a massagem na mão.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Oitava aula
Belém, 06 de Outubro de 2009
Esta noite tive sérios problemas com meus sonhos, vim para a aula de T’ai Chi, mas estava muito indisposto, procurei vários meios para conseguir me concentrar e estar com minha mente no “aqui e agora”, nada feito. Quase em todos os aplicativos eu perdia a concentração, e assim foi a te o final da aula.
Começamos com os alongamentos básicos, os mesmos de sempre, só que desta vez um era diferente, achei ótimo ele, o exercício consiste em bombear o ar para os pulmões e depois mandá-lo para o diafragma e em segui para o t’an t’ien (baixo ventre).
Após os alongamentos, fomos para as 8 formas. Percebi que estou na metade dela, e com os movimentos seguros, o que me deu uma satisfação maior. Partimos para as 24 formas, o inicio é igual, mas depois vai complicando, usamos neste o movimento da “cobra que rasteja”, e quase todos os movimentos se repetem.
Quando terminamos as formas, o próximo exercício foi: a transferência de poder empurrando com a mão, onde ficamos um de frente para o outro e um empurra o ombro do outro até que o outro tire a mão de quem empurra e este que tirou a mão será o que vai empurra, e assim por diante; depois, dois seguravam as mãos de um enquanto este que estava sendo segurado teria que se livrar sem usar a força, só a técnica, desde a base até aos movimentos; e pro ultimo, agora movendo-se, dois iam segurar um enquanto que este teria que antecipar ou intervir para que os que iriam prendê-lo, não conseguissem o seu objetivo.
Hoje foi uma aula da qual acabei fazendo os movimentos simplesmente, não exercitei, como é o objetivo.
O professor fala, que “temos que fazer os movimentos do T’ai Chi com todas as informações que nos foram passadas, senão acabamos perdendo o seu significado, que é o bem estar, o cultivo da energia interna e externa”. Quando ele disse isso, foi que percebi que eu simplesmente só estava me movimentando, completou ele “se você só se movimenta, você estará fazendo ginástica, que também é bom, mas o objetivo é trabalhar o conteúdo estracotidiano que exercitamos ao praticar o T’ai Chi”.
Mesmo sem estar totalmente conectado, enquanto praticávamos a “esquiva”, quando tínhamos que antecipar os movimentos dos que iam nos pegar, eu notei que eu não estava mais no meu estado normal, e sim em um estado de alerta, atenção, foco periférico, a respiração em outro formato, tudo isto se deu no simples exercício que fizemos, digo simples por não requerer atributos mais complexos, pois toda a suas complexidade está em perceber-se, seu corpo, os movimentos, tanto os seus quanto os dos outros praticantes, meus sentidos estavam em alerta.assim foi com todos, ninguém ficava no seu estado normal, cômodo.
Belém, 06 de Outubro de 2009
Esta noite tive sérios problemas com meus sonhos, vim para a aula de T’ai Chi, mas estava muito indisposto, procurei vários meios para conseguir me concentrar e estar com minha mente no “aqui e agora”, nada feito. Quase em todos os aplicativos eu perdia a concentração, e assim foi a te o final da aula.
Começamos com os alongamentos básicos, os mesmos de sempre, só que desta vez um era diferente, achei ótimo ele, o exercício consiste em bombear o ar para os pulmões e depois mandá-lo para o diafragma e em segui para o t’an t’ien (baixo ventre).
Após os alongamentos, fomos para as 8 formas. Percebi que estou na metade dela, e com os movimentos seguros, o que me deu uma satisfação maior. Partimos para as 24 formas, o inicio é igual, mas depois vai complicando, usamos neste o movimento da “cobra que rasteja”, e quase todos os movimentos se repetem.
Quando terminamos as formas, o próximo exercício foi: a transferência de poder empurrando com a mão, onde ficamos um de frente para o outro e um empurra o ombro do outro até que o outro tire a mão de quem empurra e este que tirou a mão será o que vai empurra, e assim por diante; depois, dois seguravam as mãos de um enquanto este que estava sendo segurado teria que se livrar sem usar a força, só a técnica, desde a base até aos movimentos; e pro ultimo, agora movendo-se, dois iam segurar um enquanto que este teria que antecipar ou intervir para que os que iriam prendê-lo, não conseguissem o seu objetivo.
Hoje foi uma aula da qual acabei fazendo os movimentos simplesmente, não exercitei, como é o objetivo.
O professor fala, que “temos que fazer os movimentos do T’ai Chi com todas as informações que nos foram passadas, senão acabamos perdendo o seu significado, que é o bem estar, o cultivo da energia interna e externa”. Quando ele disse isso, foi que percebi que eu simplesmente só estava me movimentando, completou ele “se você só se movimenta, você estará fazendo ginástica, que também é bom, mas o objetivo é trabalhar o conteúdo estracotidiano que exercitamos ao praticar o T’ai Chi”.
Mesmo sem estar totalmente conectado, enquanto praticávamos a “esquiva”, quando tínhamos que antecipar os movimentos dos que iam nos pegar, eu notei que eu não estava mais no meu estado normal, e sim em um estado de alerta, atenção, foco periférico, a respiração em outro formato, tudo isto se deu no simples exercício que fizemos, digo simples por não requerer atributos mais complexos, pois toda a suas complexidade está em perceber-se, seu corpo, os movimentos, tanto os seus quanto os dos outros praticantes, meus sentidos estavam em alerta.assim foi com todos, ninguém ficava no seu estado normal, cômodo.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Sétima aula
Belém, 01 de Outubro de 2009
Hoje eu acordei com bastante vigor, apesar de ter dormido apenas 3 horas de sono, não senti o cansaço que estava habituado a sentir.
Cheguei e já estavam a Janina e a Rose, encontrei o professor no caminho.
Começamos com os alongamentos; Primeiro com um em que juntasse as mãos e vamos fazendo um movimento circular , só a parte superior do corpo; Segundo, abrimos a base e flexionamos os joelhos, abrimos os braços e colocamos a palma das mãos para cima; Terceiro, o grande e maravilhoso “Tícun da Árvore”; O quarto passo foi, cada um fazendo do seu modo, eu já estava suando muito, gosto quando eu começo a suar, isso é um sinal de que eu estou com a atenção no lugar e de que o meu corpo por mais imóvel que pareça esta em movimento, “máximo de esforço para o mínimo de movimento”.
No aquecimento chegou a Jaqueline.
Depois do aquecimento o próximo passo foi fazermos “A Serpente que Rasteja” no mesmo lugar, senti mais dificuldade do que quando fazemos em movimento.
O próximo exercício foi ficarmos em equilíbrio só com uma perna, sendo que o resto do corpo estava trabalhando, uma perna levantada e um braço, o inicio da “Serpente que Rasteja”.
Mais uma vez, Eu e Jaqueline para um lado e Rose e Janina para o outro. Antes de qualquer nova informação ele sempre pede para que mostremos a ele como estamos e se temos alguma duvida.
Após varias repetições eis que recebemos o novo movimento:
12. O pé esquerdo move-se para a lateral esquerda, e logo após a mão esquerda sobe e a direita desce, elas passam bem juntas, a mão esquerda pára na altura do ombro e a direita na direção da cintura.
13. O pé esquerdo vira-se para onde era a frente antes, transfere-se o peso para a perna esquerda enquanto a perna direita junta-se com a esquerda, a mão vem em movimento circular, fazendo uma grande “bola” de energia, só que desta vez, a mão esquerda vem para cima, na altura do peito e a direita na altura da cintura.
14. O pé direito move-se para a lateral direita, e logo após a mão esquerda desce e a direita sobe, elas passam bem juntas, a mão direita pára na altura do ombro e a esquerda na direção da cintura.
Neste novo movimento eu não senti muita dificuldade.
Senti de imediato a energia “Ch’i” que flui do pé a ponta do dedo.
Eu estava suando muito, resultado do trabalho interno.
Obs: Sempre, em todas as aulas, após cada exercício, sempre caminhamos por pelo menos 1 minuto.
Belém, 01 de Outubro de 2009
Hoje eu acordei com bastante vigor, apesar de ter dormido apenas 3 horas de sono, não senti o cansaço que estava habituado a sentir.
Cheguei e já estavam a Janina e a Rose, encontrei o professor no caminho.
Começamos com os alongamentos; Primeiro com um em que juntasse as mãos e vamos fazendo um movimento circular , só a parte superior do corpo; Segundo, abrimos a base e flexionamos os joelhos, abrimos os braços e colocamos a palma das mãos para cima; Terceiro, o grande e maravilhoso “Tícun da Árvore”; O quarto passo foi, cada um fazendo do seu modo, eu já estava suando muito, gosto quando eu começo a suar, isso é um sinal de que eu estou com a atenção no lugar e de que o meu corpo por mais imóvel que pareça esta em movimento, “máximo de esforço para o mínimo de movimento”.
No aquecimento chegou a Jaqueline.
Depois do aquecimento o próximo passo foi fazermos “A Serpente que Rasteja” no mesmo lugar, senti mais dificuldade do que quando fazemos em movimento.
O próximo exercício foi ficarmos em equilíbrio só com uma perna, sendo que o resto do corpo estava trabalhando, uma perna levantada e um braço, o inicio da “Serpente que Rasteja”.
Mais uma vez, Eu e Jaqueline para um lado e Rose e Janina para o outro. Antes de qualquer nova informação ele sempre pede para que mostremos a ele como estamos e se temos alguma duvida.
Após varias repetições eis que recebemos o novo movimento:
12. O pé esquerdo move-se para a lateral esquerda, e logo após a mão esquerda sobe e a direita desce, elas passam bem juntas, a mão esquerda pára na altura do ombro e a direita na direção da cintura.
13. O pé esquerdo vira-se para onde era a frente antes, transfere-se o peso para a perna esquerda enquanto a perna direita junta-se com a esquerda, a mão vem em movimento circular, fazendo uma grande “bola” de energia, só que desta vez, a mão esquerda vem para cima, na altura do peito e a direita na altura da cintura.
14. O pé direito move-se para a lateral direita, e logo após a mão esquerda desce e a direita sobe, elas passam bem juntas, a mão direita pára na altura do ombro e a esquerda na direção da cintura.
Neste novo movimento eu não senti muita dificuldade.
Senti de imediato a energia “Ch’i” que flui do pé a ponta do dedo.
Eu estava suando muito, resultado do trabalho interno.
Obs: Sempre, em todas as aulas, após cada exercício, sempre caminhamos por pelo menos 1 minuto.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Sexta aula
Belém, 29 de setembro de 2009
Acordei muito indisposto, noite mal dormida, fome, preocupação, bom tudo resolveu aparecer hoje.
Começamos atrasados, ainda bem que sempre que começamos atrasados também terminamos atrasados.
Logo no começo eu tinha decidido que não iria fazer os movimentos e sim escrevê-los. O professor não gostou, mas depois de um tempo decidi que iria fazer.
Fizemos todos os alongamentos que estão catalogados aqui, fomos novamente separados Eu e Jaqueline da Janina e Rose, elas faziam os movimentos completos enquanto Eu e Jaqueline a seqüência que estamos aprendendo até os movimentos que nos foram repassados no dia 22 de Setembro.
Estava muito sujo o Bosque, então o professor decidiu que fossemos para a parte superior da gruta.
Chegamos lá e repassamos mais algumas vezes os movimentos, enquanto ele exigia um pouco mais das outras duas. Então ele chegou para nós e passou mais outra seqüência:
12. O pé direito fira-se para onde antes era a frente, transfere-se o peso para a perna direita, juntando a perna esquerda, ao mesmo tempo as mão em movimentos circulares (sempre amplos), fazendo uma grande “bola” de energia na frente da parte superior do corpo, a mão direita na altura do peito e a esquerda na altura da cintura.
Este simples trona-se complexo porque temos que fazer esta troca de peso com todo o cuidado de não tocarmos no chão com impacto.
Fazendo este exercício me senti muito melhor.
Gosto do ensinamento passado assim, com calma, sem presa, sem queimar etapas, degrau por degrau.
Com ele eu percebi que tenho que exigir mais do meu “centro”, de onde partem todos os movimentos.
Percebo que com o passar das aulas estou evoluindo, assim como todos. O que me deixa preocupado, é que poucas vezes ele vem me corrigir, penso que por eu ser novo nesta pratica, eu deva estar fazendo algum movimento errado, e ele deveria dar conselhos, mas acho que na verdade estou me empenhando ao máximo para não fazer nada as carreiras e acabar por fazer uma simples repetição.
Belém, 29 de setembro de 2009
Acordei muito indisposto, noite mal dormida, fome, preocupação, bom tudo resolveu aparecer hoje.
Começamos atrasados, ainda bem que sempre que começamos atrasados também terminamos atrasados.
Logo no começo eu tinha decidido que não iria fazer os movimentos e sim escrevê-los. O professor não gostou, mas depois de um tempo decidi que iria fazer.
Fizemos todos os alongamentos que estão catalogados aqui, fomos novamente separados Eu e Jaqueline da Janina e Rose, elas faziam os movimentos completos enquanto Eu e Jaqueline a seqüência que estamos aprendendo até os movimentos que nos foram repassados no dia 22 de Setembro.
Estava muito sujo o Bosque, então o professor decidiu que fossemos para a parte superior da gruta.
Chegamos lá e repassamos mais algumas vezes os movimentos, enquanto ele exigia um pouco mais das outras duas. Então ele chegou para nós e passou mais outra seqüência:
12. O pé direito fira-se para onde antes era a frente, transfere-se o peso para a perna direita, juntando a perna esquerda, ao mesmo tempo as mão em movimentos circulares (sempre amplos), fazendo uma grande “bola” de energia na frente da parte superior do corpo, a mão direita na altura do peito e a esquerda na altura da cintura.
Este simples trona-se complexo porque temos que fazer esta troca de peso com todo o cuidado de não tocarmos no chão com impacto.
Fazendo este exercício me senti muito melhor.
Gosto do ensinamento passado assim, com calma, sem presa, sem queimar etapas, degrau por degrau.
Com ele eu percebi que tenho que exigir mais do meu “centro”, de onde partem todos os movimentos.
Percebo que com o passar das aulas estou evoluindo, assim como todos. O que me deixa preocupado, é que poucas vezes ele vem me corrigir, penso que por eu ser novo nesta pratica, eu deva estar fazendo algum movimento errado, e ele deveria dar conselhos, mas acho que na verdade estou me empenhando ao máximo para não fazer nada as carreiras e acabar por fazer uma simples repetição.
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Quinta aula
Belém, 26 de setembro de 2009
Sábado, estou eu cansado da semana que esta sendo uma bagunça lá na ETDUFPA, mas tudo bem, acabei chegando um pouco atrasado, mas mesmo assim cheguei junto com todos, estou começando a me acostumar com os meus atrasos, isso não é bom.
Começo a perceber movimentos que podem estar sendo introduzidos no treinamento do GITA e no meu treinamento, por exemplo, o “Tícum da Árvore”, essa imobilidade com excesso de energia, a atenção, o foco, a respiração, a postura, tudo esta contido nesta simples postura.
Fizemos mais uma vez o “Ticum da Árvore”, a “Serpente que Rasteja” e balançar o corpo com ele relaxado.
Tínhamos uma outra senhora que só vem aos sábados, esta era mais flexível.
Eu esta nova senhora ficamos atrás da Rose, e íamos seguindo seus movimentos sutis, estávamos acompanhando a Rose na pratica da sessão completa dos movimentos.
Fizemos incessantemente os movimentos completos.
Senti muita dificuldade, pois como não sei todos, haviam momentos em que eu mais prestava atenção na Rose do que nos meus movimentos.
Belém, 26 de setembro de 2009
Sábado, estou eu cansado da semana que esta sendo uma bagunça lá na ETDUFPA, mas tudo bem, acabei chegando um pouco atrasado, mas mesmo assim cheguei junto com todos, estou começando a me acostumar com os meus atrasos, isso não é bom.
Começo a perceber movimentos que podem estar sendo introduzidos no treinamento do GITA e no meu treinamento, por exemplo, o “Tícum da Árvore”, essa imobilidade com excesso de energia, a atenção, o foco, a respiração, a postura, tudo esta contido nesta simples postura.
Fizemos mais uma vez o “Ticum da Árvore”, a “Serpente que Rasteja” e balançar o corpo com ele relaxado.
Tínhamos uma outra senhora que só vem aos sábados, esta era mais flexível.
Eu esta nova senhora ficamos atrás da Rose, e íamos seguindo seus movimentos sutis, estávamos acompanhando a Rose na pratica da sessão completa dos movimentos.
Fizemos incessantemente os movimentos completos.
Senti muita dificuldade, pois como não sei todos, haviam momentos em que eu mais prestava atenção na Rose do que nos meus movimentos.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Quarta aula
Belém, 24 de setembro de 2009
Hoje eu acordei cansado, acabei chegando atrasado, mas não ao ponto da aula já ter começado.
Iríamos terminar um pouco cedo hoje, devido um café da manhã que iríamos fazer depois do treino, não gostei da idéia de sacrificar o treino, mas tudo bem, foi maioria, diga-se de passagem que eu fui o único a ser contra.
Logo que começamos eu percebi que realmente seria um dia para não fazer nada, fomos direito para a pratica, sem alongamento, nem aquecimento. Fizemos juntos mais uma vez “A Serpente que Rasteja”, desta vez, senti que estava melhor com reação ao movimento, estava mais fluídico.
Por termos começado tarde, então terminamos mais cedo, até por causa do café, nada contra, mas sacrificar a aula, enfim.
O café foi legal. Eu aproveitei para falar a eles sobre o grupo, por em pratica minhas pesquisas sobre T’ai Chi.
Belém, 24 de setembro de 2009
Hoje eu acordei cansado, acabei chegando atrasado, mas não ao ponto da aula já ter começado.
Iríamos terminar um pouco cedo hoje, devido um café da manhã que iríamos fazer depois do treino, não gostei da idéia de sacrificar o treino, mas tudo bem, foi maioria, diga-se de passagem que eu fui o único a ser contra.
Logo que começamos eu percebi que realmente seria um dia para não fazer nada, fomos direito para a pratica, sem alongamento, nem aquecimento. Fizemos juntos mais uma vez “A Serpente que Rasteja”, desta vez, senti que estava melhor com reação ao movimento, estava mais fluídico.
Por termos começado tarde, então terminamos mais cedo, até por causa do café, nada contra, mas sacrificar a aula, enfim.
O café foi legal. Eu aproveitei para falar a eles sobre o grupo, por em pratica minhas pesquisas sobre T’ai Chi.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Terceira aula
Belém, 22 de setembro de 2009
Quando cheguei a rose já estava, não demorou muito e chegou o Madson. Então começamos a aula.
Fomos para os aquecimentos, deixar o corpo solto e balançar de um lado para o outro. Fora os alongamentos individuais de cada um.
Quando começamos chegou a Janina, o primeiro exercício foi “A serpente que Rasteja” (fomos e voltamos), fui fazendo, achei muito parecido com a “Serpente” que fazemos nos aplicativos do Kalarippayattu, fizemos o movimento de empurra apenas com uma mão (para frente e para trás) ida e volta, fizemos também o movimento em que um braço desce e fica na altura da cintura e o outro sobe na altura do ombro, e passam um perto do outro bem juntos.
Chegou a Jaqueline então ficou, Eu e Jaqueline para um lado e Rose e Janina para o outro.
Começamos a fazer o exercício, do qual o professor tinha nos passado, só que desta vez ele acrescentou mais uns movimentos:
7A mão esquerda vem na direção do cotovelo direito enquanto que a perna esquerda se une á direita.
8Quando a mão esquerda passa pelo cotovelo direito a perna esquerda vai para o lado e o tronco volta-se para o lado esquerdo, então a mão direita vem rente a orelha e espalma para frente, já a mão esquerda fica colada na cintura.
9Transfere-se o peso para a perna direita, o pé esquerdo volta-se para onde antes era a frente.
10Transfere-se mais uma vez o peso do corpo, só que agora para a perna esquerda, o braço esquerdo sobe em movimento circular e a perna direita se junta á esquerda. O braço direito continua no mesmo lugar, enquanto o braço esquerdo vê subindo.
11Quando o cotovelo do braço esquerdo chegar na mão direita a perna direita vai para a frente e a mão esquerda vem em direção á orelha seguindo empurrando para frente, enquanto a mão direita vai e fica na cintura.
Ficamos neste movimento ate o final da aula.
Percebi que o meu corpo todo entra em movimentação quando passo a não apenas fazer a forma, mas sim, perceba-la.
Belém, 22 de setembro de 2009
Quando cheguei a rose já estava, não demorou muito e chegou o Madson. Então começamos a aula.
Fomos para os aquecimentos, deixar o corpo solto e balançar de um lado para o outro. Fora os alongamentos individuais de cada um.
Quando começamos chegou a Janina, o primeiro exercício foi “A serpente que Rasteja” (fomos e voltamos), fui fazendo, achei muito parecido com a “Serpente” que fazemos nos aplicativos do Kalarippayattu, fizemos o movimento de empurra apenas com uma mão (para frente e para trás) ida e volta, fizemos também o movimento em que um braço desce e fica na altura da cintura e o outro sobe na altura do ombro, e passam um perto do outro bem juntos.
Chegou a Jaqueline então ficou, Eu e Jaqueline para um lado e Rose e Janina para o outro.
Começamos a fazer o exercício, do qual o professor tinha nos passado, só que desta vez ele acrescentou mais uns movimentos:
7A mão esquerda vem na direção do cotovelo direito enquanto que a perna esquerda se une á direita.
8Quando a mão esquerda passa pelo cotovelo direito a perna esquerda vai para o lado e o tronco volta-se para o lado esquerdo, então a mão direita vem rente a orelha e espalma para frente, já a mão esquerda fica colada na cintura.
9Transfere-se o peso para a perna direita, o pé esquerdo volta-se para onde antes era a frente.
10Transfere-se mais uma vez o peso do corpo, só que agora para a perna esquerda, o braço esquerdo sobe em movimento circular e a perna direita se junta á esquerda. O braço direito continua no mesmo lugar, enquanto o braço esquerdo vê subindo.
11Quando o cotovelo do braço esquerdo chegar na mão direita a perna direita vai para a frente e a mão esquerda vem em direção á orelha seguindo empurrando para frente, enquanto a mão direita vai e fica na cintura.
Ficamos neste movimento ate o final da aula.
Percebi que o meu corpo todo entra em movimentação quando passo a não apenas fazer a forma, mas sim, perceba-la.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Segunda aula
Belém, 19 de setembro de 2009
Cheguei cedo, mais uma vez começamos um pouco atrasados, nada de mal.
Aproveitei ter chegado mais cedo para me alongar bem e aquecer. Fiz um pouco o T’ai Chi que treinamos no GITA, fiz alguns dos aplicativos, com corpo acordado cedo, com a tranqüilidade do bosque me senti muito melhor, estava “memoricamente” zerado, sem nenhum estresse, rápido entrei na atenção.
Quando o professor chegou, fomos para a aula.
Tícun da arvore, é quando se fica parado com os braços como se estivesse carregando uma enorme “bola” de energia, o professor dizia “enraízem os pés no chão”. Existe outro movimento o qual ficamos como se estivéssemos tendo ligeiras quedas, isso ajuda a destravar o corpo.
Hoje começamos com o receber e passar o movimento. Um empurrava o ombro do outro em quanto que a pessoa que estava tendo o ombro empurrado tinha que deixar seu ombro ir, “tem que medir força” dizia o professor, “receba e deixe passar”, e logo em seguido o que estava tendo o ombro empurrado retirava a mão de quem empurrava e passava a empurrar, “não levem a costa para trás, apenas o ombro”, no inicio foi difícil para mim, tenho um sério problema de tencionar a parte superior do meu corpo, mas desta vez encontrei alguém que além de tencionar contraia, é uma senhora que só vem aos sábados.
Eu deixava-a bem livre para fazer os movimentos, tenta ao máximo não medir forças com ela, mas era uma tenção tamanha que ela parecia praticamente um robô, e o professor dizia “movimentem o corpo todo, não esqueçam que flexionar os joelhos, não empurrem até perder o desequilíbrio”. Neste momento percebi que era tudo vindo do “centro”, todos os comandos, estar flexível seria o mesmo que estar preparado, em prontidão para agir em cena. Até mesmo quando era para eu retirar a mão dela e empurrá-la ela não deixava, ela estava neste momento querendo medir forças comigo, esta senhora queria anular a minha ação, mesmo quando o comando era, “deixe que o outro lhe empurre, sinta a energia e depois passe ela”. Era como se no palco a outra pessoa com eu fosse contracenar não deixasse espaço, falasse o tempo todo, não deixando nem tempo para eu agir.
Terminado este exercício, fomos para um que consistia em que um do grupo queria que alcançar determinado lugar enquanto o resto não o deixaria passar, sendo que, essa pessoa não poderia medir forças com ninguém, sempre procurando uma maneira que achar uma lugar para passar, como se fosse uma água.
Teve gente que tentou na força, o professor tentou de u jeito que era bem paciente, mas ao mesmo tempo, quando chegávamos da bloqueá-lo ele conseguia sair de nossas mãos com se escorresse, teve gente que tentou correr. Quando chegou minha vez tentei ter o máximo de paciência, esperava sentir algum toque para que eu deixasse co meu corpo fosse se adaptando, lembrei do “corpo se órgãos” de Antonin Artud, por nosso corpo estar procurando uma flexibilidade fora no comum. Como que realmente não tivéssemos órgãos.
O Próximo passo foi um “combate”, Foi feito um pequeno círculo, pequeno mesmo, onde mal cabiam duas pessoas, é o objetivo era um tirar o outro de dentro daquele circulo, sempre usando a força do outro. Terminado este exercício o professor disse “o importante deste exercício é você controlar a sua mente, o objetivo não é tirar o outro de qualquer jeito, e sim usando as técnicas aprendidas aqui, sem força, se você foi tirado, não deve deixar a raiva de ter que tirar alguém seja maior que os seus idéias, sempre tentarem manter o máximo de harmonia possível”.
Terminamos com um massageando a mão do outro, achei isso maravilhoso, um gesto de respeito.
Belém, 19 de setembro de 2009
Cheguei cedo, mais uma vez começamos um pouco atrasados, nada de mal.
Aproveitei ter chegado mais cedo para me alongar bem e aquecer. Fiz um pouco o T’ai Chi que treinamos no GITA, fiz alguns dos aplicativos, com corpo acordado cedo, com a tranqüilidade do bosque me senti muito melhor, estava “memoricamente” zerado, sem nenhum estresse, rápido entrei na atenção.
Quando o professor chegou, fomos para a aula.
Tícun da arvore, é quando se fica parado com os braços como se estivesse carregando uma enorme “bola” de energia, o professor dizia “enraízem os pés no chão”. Existe outro movimento o qual ficamos como se estivéssemos tendo ligeiras quedas, isso ajuda a destravar o corpo.
Hoje começamos com o receber e passar o movimento. Um empurrava o ombro do outro em quanto que a pessoa que estava tendo o ombro empurrado tinha que deixar seu ombro ir, “tem que medir força” dizia o professor, “receba e deixe passar”, e logo em seguido o que estava tendo o ombro empurrado retirava a mão de quem empurrava e passava a empurrar, “não levem a costa para trás, apenas o ombro”, no inicio foi difícil para mim, tenho um sério problema de tencionar a parte superior do meu corpo, mas desta vez encontrei alguém que além de tencionar contraia, é uma senhora que só vem aos sábados.
Eu deixava-a bem livre para fazer os movimentos, tenta ao máximo não medir forças com ela, mas era uma tenção tamanha que ela parecia praticamente um robô, e o professor dizia “movimentem o corpo todo, não esqueçam que flexionar os joelhos, não empurrem até perder o desequilíbrio”. Neste momento percebi que era tudo vindo do “centro”, todos os comandos, estar flexível seria o mesmo que estar preparado, em prontidão para agir em cena. Até mesmo quando era para eu retirar a mão dela e empurrá-la ela não deixava, ela estava neste momento querendo medir forças comigo, esta senhora queria anular a minha ação, mesmo quando o comando era, “deixe que o outro lhe empurre, sinta a energia e depois passe ela”. Era como se no palco a outra pessoa com eu fosse contracenar não deixasse espaço, falasse o tempo todo, não deixando nem tempo para eu agir.
Terminado este exercício, fomos para um que consistia em que um do grupo queria que alcançar determinado lugar enquanto o resto não o deixaria passar, sendo que, essa pessoa não poderia medir forças com ninguém, sempre procurando uma maneira que achar uma lugar para passar, como se fosse uma água.
Teve gente que tentou na força, o professor tentou de u jeito que era bem paciente, mas ao mesmo tempo, quando chegávamos da bloqueá-lo ele conseguia sair de nossas mãos com se escorresse, teve gente que tentou correr. Quando chegou minha vez tentei ter o máximo de paciência, esperava sentir algum toque para que eu deixasse co meu corpo fosse se adaptando, lembrei do “corpo se órgãos” de Antonin Artud, por nosso corpo estar procurando uma flexibilidade fora no comum. Como que realmente não tivéssemos órgãos.
O Próximo passo foi um “combate”, Foi feito um pequeno círculo, pequeno mesmo, onde mal cabiam duas pessoas, é o objetivo era um tirar o outro de dentro daquele circulo, sempre usando a força do outro. Terminado este exercício o professor disse “o importante deste exercício é você controlar a sua mente, o objetivo não é tirar o outro de qualquer jeito, e sim usando as técnicas aprendidas aqui, sem força, se você foi tirado, não deve deixar a raiva de ter que tirar alguém seja maior que os seus idéias, sempre tentarem manter o máximo de harmonia possível”.
Terminamos com um massageando a mão do outro, achei isso maravilhoso, um gesto de respeito.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Primeira aula
Belém, 17 de setembro de 2009
Cheguei no Bosque Rodrigues Alves 15 minutos adiantado, O professor Madson chegou atrasado.
Começamos com um alongamento que consistia em imaginar estar segurando uma “bola” de energia na altura do peito, tínhamos que descer e subir lentamente agachando-se e levantando-se, a “bola” significava o fluxo da energia “Ch’i” que existe no nosso corpo, e este fluxo passaria de uma mão para outra, de um braço para o outro.
O próximo alongamento foi imaginar estar esticando um “arco”, sempre com movimentos bem suaves, invertendo de lado e trabalhando o foco (Concentração, respiração e atenção).
Após o alongamento, caminhamos um pouco, dizia ele “sintam o chão, levem toda tensão para o chão, não tencionem seu corpo, todos os movimentos são harmoniosos”.
Depois que caminhamos, fomos para o próximo passo, pois para mim a pratica do Tai Chi já havia começado há tempo. Primeiro uma moça (Janina) e uma senhora (Rose), elas já estão praticando a mais tempo e já sabem os movimentos. Enquanto elas faziam eu as observava, pode ver a utilização do nosso centro para locomover-se, o equilíbrio, a respiração, mesmo o professo ter dito que cada um respirasse conforme o eu ritmo. Elas entraram em um outro estado, um estado “extracotidiano”, senti ali a tão falada “pré-expressividade”. O controle de seus corpos era algo magnífico, até mesmo Rose que aparentava ter mais de 50 anos.
Fo quando chegou a minha vez.
Primeira frase:
1. Flexionar os joelhos, sendo que o pé esquerdo fica em meia ponta.
2. Depois abrir as pernas, sendo que a perna que se move é a esquerda, para o lado esquerdo.
3. Fazer o movimento “Padrão inicial do T’ai Chi” que é o subir e descer as mãos terminando com elas voltadas para cima.
4. A mão direita se move para o lado direto até ficar paralela ao corpo, enquanto a esquerda permanece na frente, a cabeça fica no meio das duas mãos.
5. A mão direita vem em direção à orelha direita e segue para frente, enquanto a esquerda vem para ficar junto da costela, as duas mãos passam uma rente a outra, a direita fica com a palma para frente.
6. Agora se faz o mesmo movimento com o lado esquerdo, a mão esquerda sobe esticada pela lateral, passa pela orelha e vai para frente passando rente a mão direita e terminando com a palma da mão para frente.
Por mais simples que pareça, quando você vai executar o movimento, a falta de coordenação motora, o perder a atenção em vários momentos e não ter foco, nos fazem perder qualquer controle de ritmo e harmonia. Enquanto repetíamos diversas vezes a mesma frase o professor dizia ”para que percebêssemos nosso corpo na natureza, que não prendêssemos o ar”, falava sobre os conceitos de harmonia do yin-yang, proveniente do equilíbrio.
Terminada a aula fui direto a ele tirar umas duvidas.
Fiquei contente quando perguntei a ele o que significava a palavra “Ch’uan”? Me respondeu ele que significava, combate, guerra, luta. Era exatamente o que eu havia pensado tempos antes. O T’ai Chi Ch’uan é a utilização do T’ai Chi para o combate.
Conversamos a respeito das aulas, disse-me ele que os estilos praticados aqui são o “Chen” e o “Yang”.
Percebi que quando usamos os termos que percepção de uma “bola” de energia por exemplo, consegui compreender melhor o objetivo, não parece que eu tenho que criar e imaginar um motivo para as formas.
Belém, 17 de setembro de 2009
Cheguei no Bosque Rodrigues Alves 15 minutos adiantado, O professor Madson chegou atrasado.
Começamos com um alongamento que consistia em imaginar estar segurando uma “bola” de energia na altura do peito, tínhamos que descer e subir lentamente agachando-se e levantando-se, a “bola” significava o fluxo da energia “Ch’i” que existe no nosso corpo, e este fluxo passaria de uma mão para outra, de um braço para o outro.
O próximo alongamento foi imaginar estar esticando um “arco”, sempre com movimentos bem suaves, invertendo de lado e trabalhando o foco (Concentração, respiração e atenção).
Após o alongamento, caminhamos um pouco, dizia ele “sintam o chão, levem toda tensão para o chão, não tencionem seu corpo, todos os movimentos são harmoniosos”.
Depois que caminhamos, fomos para o próximo passo, pois para mim a pratica do Tai Chi já havia começado há tempo. Primeiro uma moça (Janina) e uma senhora (Rose), elas já estão praticando a mais tempo e já sabem os movimentos. Enquanto elas faziam eu as observava, pode ver a utilização do nosso centro para locomover-se, o equilíbrio, a respiração, mesmo o professo ter dito que cada um respirasse conforme o eu ritmo. Elas entraram em um outro estado, um estado “extracotidiano”, senti ali a tão falada “pré-expressividade”. O controle de seus corpos era algo magnífico, até mesmo Rose que aparentava ter mais de 50 anos.
Fo quando chegou a minha vez.
Primeira frase:
1. Flexionar os joelhos, sendo que o pé esquerdo fica em meia ponta.
2. Depois abrir as pernas, sendo que a perna que se move é a esquerda, para o lado esquerdo.
3. Fazer o movimento “Padrão inicial do T’ai Chi” que é o subir e descer as mãos terminando com elas voltadas para cima.
4. A mão direita se move para o lado direto até ficar paralela ao corpo, enquanto a esquerda permanece na frente, a cabeça fica no meio das duas mãos.
5. A mão direita vem em direção à orelha direita e segue para frente, enquanto a esquerda vem para ficar junto da costela, as duas mãos passam uma rente a outra, a direita fica com a palma para frente.
6. Agora se faz o mesmo movimento com o lado esquerdo, a mão esquerda sobe esticada pela lateral, passa pela orelha e vai para frente passando rente a mão direita e terminando com a palma da mão para frente.
Por mais simples que pareça, quando você vai executar o movimento, a falta de coordenação motora, o perder a atenção em vários momentos e não ter foco, nos fazem perder qualquer controle de ritmo e harmonia. Enquanto repetíamos diversas vezes a mesma frase o professor dizia ”para que percebêssemos nosso corpo na natureza, que não prendêssemos o ar”, falava sobre os conceitos de harmonia do yin-yang, proveniente do equilíbrio.
Terminada a aula fui direto a ele tirar umas duvidas.
Fiquei contente quando perguntei a ele o que significava a palavra “Ch’uan”? Me respondeu ele que significava, combate, guerra, luta. Era exatamente o que eu havia pensado tempos antes. O T’ai Chi Ch’uan é a utilização do T’ai Chi para o combate.
Conversamos a respeito das aulas, disse-me ele que os estilos praticados aqui são o “Chen” e o “Yang”.
Percebi que quando usamos os termos que percepção de uma “bola” de energia por exemplo, consegui compreender melhor o objetivo, não parece que eu tenho que criar e imaginar um motivo para as formas.
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