domingo, 3 de janeiro de 2010

ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE

Décima aula

Belém, 17 de Outubro de 2009

“O T’ai chi é a utilização do tempo e do espaço”

Hoje acordei mais cedo que de costume, estava animado para experimentar fazer a aula em outro local, marcamos lá no Ver-o—Rio, lugar aberto com vista para o rio, muito vento, com os raios solares incidindo diretamente sobre nós, coisa que no bosque é difícil por causa das árvores, aves sobrevoando e a presença constante de pessoas.
Começamos com todos e no horário.
O primeiro passo foi fixar o olhar em um ponto do rio e deixar que os pensamentos esvaziassem, eu tive muita dificuldade, não conseguia manter o foco nem a atenção, as preocupações existentes da noite anterior ainda se faziam presentes e eu não consegui me desvencilhar.
Segundo passo. Fazer o “chi kung da árvore” e em seguida a sua variação, que consiste em abrir mais a base e os braços direcionando a palma da mão para cima. Neste momento comecei a deixar de lado os pensamentos e entrar no “aqui e agora”, acho que o que me ajudou para eliminar os pensamentos foi o direcionamento da atenção no diafragma, pois já tínhamos o comando de focalizar algo.
O terceiro passo foi caminhar lateralmente executando o movimento “mãos de nuvem”. Neste exercício comecei a ativar a atenção, digo a atenção porque eu era capaz de ouvir as falas do professor, além do mais, eu estava consciente do meu corpo e do o que estava acontecendo ao redor, diferente de quando se está concentrado, que você se “desativa do mundo exterior”.
Quarto passo. Partimos para duas “formas de empurrar”, ainda em deslocamento. Começamos com a “posição de aparar”, onde um braço sobe e o outro desce, o outro movi mento foi o “girar o joelho e avançar o passo”, onde empurramos com a palma da mão para frente e a outra fica colada em nossa cintura.
No quinto passo o professor separou a turma, de um lado os alunos que já estavam executando o exercício das “24 formas” e do outro os que estavam executando o exercício das “oito formas”. O professor passou para mim as duas ultimas formas do exercício das “oito formas”.
O primeiro foi o “mover-se, interceptar e socar” em seguida o “agarrar o pardal pela cauda” e finalizando o exercício das “oito formas” com as “mãos cruzadas”.
Sexto passo. Todos em uma fila indiana para executar o “exercício das oito formas”.
Terminamos o treino de hoje com a massagem, nas mãos e nas costas.

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