Segunda aula
Belém, 19 de setembro de 2009
Cheguei cedo, mais uma vez começamos um pouco atrasados, nada de mal.
Aproveitei ter chegado mais cedo para me alongar bem e aquecer. Fiz um pouco o T’ai Chi que treinamos no GITA, fiz alguns dos aplicativos, com corpo acordado cedo, com a tranqüilidade do bosque me senti muito melhor, estava “memoricamente” zerado, sem nenhum estresse, rápido entrei na atenção.
Quando o professor chegou, fomos para a aula.
Tícun da arvore, é quando se fica parado com os braços como se estivesse carregando uma enorme “bola” de energia, o professor dizia “enraízem os pés no chão”. Existe outro movimento o qual ficamos como se estivéssemos tendo ligeiras quedas, isso ajuda a destravar o corpo.
Hoje começamos com o receber e passar o movimento. Um empurrava o ombro do outro em quanto que a pessoa que estava tendo o ombro empurrado tinha que deixar seu ombro ir, “tem que medir força” dizia o professor, “receba e deixe passar”, e logo em seguido o que estava tendo o ombro empurrado retirava a mão de quem empurrava e passava a empurrar, “não levem a costa para trás, apenas o ombro”, no inicio foi difícil para mim, tenho um sério problema de tencionar a parte superior do meu corpo, mas desta vez encontrei alguém que além de tencionar contraia, é uma senhora que só vem aos sábados.
Eu deixava-a bem livre para fazer os movimentos, tenta ao máximo não medir forças com ela, mas era uma tenção tamanha que ela parecia praticamente um robô, e o professor dizia “movimentem o corpo todo, não esqueçam que flexionar os joelhos, não empurrem até perder o desequilíbrio”. Neste momento percebi que era tudo vindo do “centro”, todos os comandos, estar flexível seria o mesmo que estar preparado, em prontidão para agir em cena. Até mesmo quando era para eu retirar a mão dela e empurrá-la ela não deixava, ela estava neste momento querendo medir forças comigo, esta senhora queria anular a minha ação, mesmo quando o comando era, “deixe que o outro lhe empurre, sinta a energia e depois passe ela”. Era como se no palco a outra pessoa com eu fosse contracenar não deixasse espaço, falasse o tempo todo, não deixando nem tempo para eu agir.
Terminado este exercício, fomos para um que consistia em que um do grupo queria que alcançar determinado lugar enquanto o resto não o deixaria passar, sendo que, essa pessoa não poderia medir forças com ninguém, sempre procurando uma maneira que achar uma lugar para passar, como se fosse uma água.
Teve gente que tentou na força, o professor tentou de u jeito que era bem paciente, mas ao mesmo tempo, quando chegávamos da bloqueá-lo ele conseguia sair de nossas mãos com se escorresse, teve gente que tentou correr. Quando chegou minha vez tentei ter o máximo de paciência, esperava sentir algum toque para que eu deixasse co meu corpo fosse se adaptando, lembrei do “corpo se órgãos” de Antonin Artud, por nosso corpo estar procurando uma flexibilidade fora no comum. Como que realmente não tivéssemos órgãos.
O Próximo passo foi um “combate”, Foi feito um pequeno círculo, pequeno mesmo, onde mal cabiam duas pessoas, é o objetivo era um tirar o outro de dentro daquele circulo, sempre usando a força do outro. Terminado este exercício o professor disse “o importante deste exercício é você controlar a sua mente, o objetivo não é tirar o outro de qualquer jeito, e sim usando as técnicas aprendidas aqui, sem força, se você foi tirado, não deve deixar a raiva de ter que tirar alguém seja maior que os seus idéias, sempre tentarem manter o máximo de harmonia possível”.
Terminamos com um massageando a mão do outro, achei isso maravilhoso, um gesto de respeito.
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