domingo, 3 de janeiro de 2010

ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE

Oitava aula

Belém, 06 de Outubro de 2009

Esta noite tive sérios problemas com meus sonhos, vim para a aula de T’ai Chi, mas estava muito indisposto, procurei vários meios para conseguir me concentrar e estar com minha mente no “aqui e agora”, nada feito. Quase em todos os aplicativos eu perdia a concentração, e assim foi a te o final da aula.

Começamos com os alongamentos básicos, os mesmos de sempre, só que desta vez um era diferente, achei ótimo ele, o exercício consiste em bombear o ar para os pulmões e depois mandá-lo para o diafragma e em segui para o t’an t’ien (baixo ventre).

Após os alongamentos, fomos para as 8 formas. Percebi que estou na metade dela, e com os movimentos seguros, o que me deu uma satisfação maior. Partimos para as 24 formas, o inicio é igual, mas depois vai complicando, usamos neste o movimento da “cobra que rasteja”, e quase todos os movimentos se repetem.

Quando terminamos as formas, o próximo exercício foi: a transferência de poder empurrando com a mão, onde ficamos um de frente para o outro e um empurra o ombro do outro até que o outro tire a mão de quem empurra e este que tirou a mão será o que vai empurra, e assim por diante; depois, dois seguravam as mãos de um enquanto este que estava sendo segurado teria que se livrar sem usar a força, só a técnica, desde a base até aos movimentos; e pro ultimo, agora movendo-se, dois iam segurar um enquanto que este teria que antecipar ou intervir para que os que iriam prendê-lo, não conseguissem o seu objetivo.

Hoje foi uma aula da qual acabei fazendo os movimentos simplesmente, não exercitei, como é o objetivo.
O professor fala, que “temos que fazer os movimentos do T’ai Chi com todas as informações que nos foram passadas, senão acabamos perdendo o seu significado, que é o bem estar, o cultivo da energia interna e externa”. Quando ele disse isso, foi que percebi que eu simplesmente só estava me movimentando, completou ele “se você só se movimenta, você estará fazendo ginástica, que também é bom, mas o objetivo é trabalhar o conteúdo estracotidiano que exercitamos ao praticar o T’ai Chi”.
Mesmo sem estar totalmente conectado, enquanto praticávamos a “esquiva”, quando tínhamos que antecipar os movimentos dos que iam nos pegar, eu notei que eu não estava mais no meu estado normal, e sim em um estado de alerta, atenção, foco periférico, a respiração em outro formato, tudo isto se deu no simples exercício que fizemos, digo simples por não requerer atributos mais complexos, pois toda a suas complexidade está em perceber-se, seu corpo, os movimentos, tanto os seus quanto os dos outros praticantes, meus sentidos estavam em alerta.assim foi com todos, ninguém ficava no seu estado normal, cômodo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário