O hatha yoga praticado no GITA é oriundo da pesquisa do professor Phillip Zarrilli, que foi professor de doutorado do professor Cesário Augusto , na universidade de Exeter, Inglaterra.
Durante o período que venho participando do treinamento com o grupo GITA, foi percebido por mim, que na yoga, assim como nas duas artes marciais que também compõe o treino, alguns atributos que são necessários para o atuante e estimulados pelo mesmo quando este está em cena se fazem presentes na prática da yoga, são eles: a atenção, o foco, a respiração, o equilíbrio e o vigor.
É importante dizer que no GITA a yoga não é praticada com a intenção meditativa, a meditação pode causar interferências no processo de pesquisa de cada integrante, levando em consideração que ao meditar o praticante acaba concentrando-se e por fim deixando de perceber e compreender a totalidade do seu organismo. Trazida para o GITA para ser investigada dentro do seu treinamento, de acordo com o livro Anatomia da Yoga a yoga compõe-se de cinco posturas, também chamadas de “as cinco posturas comuns”, tomarei a liberdade de acrescentar aqui mais uma postura que é a “Postura de apoio com os braços perfazendo um total de seis posturas:
• Em pé- apoiada sobre a sola dos pés;
• Sentada- apoiada sobre a base da pelve;
• De joelhos- Apoiada sobre os joelhos, canelas e peito dos pés;
• Supina- apoiada sobre a superfície superior do corpo;
• Prona- apoiada sobre a superfície frontal do seu corpo;
• Posturas de apoio com os braços.
A yoga envolve o corpo todo não existindo por tanto elementos passivos durante a sua pratica, pois:
“em cada sessão de asana (posturas) existe pelo menos uma inclinação para frente, para trás, uma torção, uma inclinação lateral e uma extensão axial.”(Leslie Kiminoff, Anatomia da Yoga, 2008 P. 33)
É através de cada asana que se desenvolve a pratica da yoga, pois as “asanas são processos e não produtos finais” (P. 35). Na yoga nunca se está completamente estático, pois há uma combinação eterna de progressão entre movimento e respiração, como diz o autor Leslie Kiminoff no livro Anatomia da Yoga, “nosso potencial de ação estará sempre presente e acessível”. Consideradas também como uma “forma metódica de soltar a coluna, os membros e a respiração, e, assim, permitindo que os praticantes passem longos períodos em uma mesma posição.”(P. 83) as asanas tem grande importância na prática da yoga desde sua utilização meditativa até a sua utilização como processo de investigação psicofísica, sendo está ultima a utilizada dentro do grupo GITA.
Tentarei aqui introduzir as características das cinco posturas comuns.
Posturas em pé:
Cita o autor Leslie Kiminoff, “Algumas das primeiras lições se concentram no simples ato de permanecer em pé.”(P. 37), este é o primeiro exercício proposto para a prática da yoga e para que se tenha um melhor aproveitamento é necessário que seja feito com os pés descalços, restaurando a força e a flexibilidade dos músculos dos pés e das panturrilhas.
Posturas Sentadas:
“Ajuda a restaurar a função natural da pelve e da coluna inferior” (P.83)
Para a yoga a posição sentada tem grande importância no trabalho contemplativo, já para mim estas posturas tiveram outras importâncias, na posição sentada o foco e a atenção estão voltados para o trabalho respiratório, já que por estar sentado o equilíbrio se torna mais estável e o vigor que direcionado como sempre para o corpo todo não sofre nenhuma alteração que o torne diferente das outras posições.
De joelhos:
Uma das características desta postura é a base estável e a aproximação do cento de gravidade ao solo que torna certas atividades menos fatigantes que o normal, para a yoga esta posição também representa “prostação, no sentido de adorar ou reverenciar” (P. 123).
“Na yoga, as posturas de joelhos, em geral, são usada para ajudar a abrir as articulações do quadril e dos joelhos.” (P. 123)
Supina: (palavra de origem latina supinus, que significa inclinar-se para trás)
No livro Anatomia da Yoga “Supina quer dizer deitar de barriga para cima.” (P. 139) sendo que isto serve para qualquer parte do corpo na qual o praticante a vire para cima.
Prona: (palavra de origem latina pronus, que significa inclinar-se para frente)
Segundo o Livro Anatomia da Yoga “prona quer dizer deitar-se de bruços” (P. 167). Nesta postura não é recomendado que o praticante permaneça por muito tempo, pois há uma enorme pressão “colocada sobre a coluna cervical” (P. 167).
Posturas de Apoio com os Braços:
Nestas posturas é necessário que o praticante já esteja em um nível intermediário ou avançado para poder manter o equilíbrio, atenção, respiração, foco e vigor. Nestas posturas a gravidade tem grande importância pois o praticante chega a ficar de cabeça para baixo mudando por tanto a estrutura do seu sistema funcional.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
DECODIFICAÇÃO DA YOGA PRATICADA NO TREINAMENTO DO GITA
1. Corpo relaxado, mas o sentido não é de corpo frouxo, e sim com vigor. Inspira, sobe os braços até a altura dos ombros e expira no mesmo lugar, inspira abrindo os braços lateralmente e expira trazendo-os na direção do peito. Obs: Quando se expira as mãos não encostam, elas só irão encostar os anulares na terceira expiração.
2. Olho do Tigre- As pernas levemente flexionadas e os ombros um pouco abaixados, rosto virado para um ponto no chão um pouco a frente e os olhos focados para frente; braços fazendo um ângulo de 90° no cotovelo e paralelos horizontalmente; inspira e eleva o ente-braço de baixo até a testa e expira baforizando com pela boca; inspira e desce o braço e expira quando o braço chegar lá em baixo, baforizando novamente. Obs: O braço que sobe até a testa é sempre o de baixo.
3. Saudação ao Sol- Junte a palma das mãos com os anulares na direção dos olhos, inspire no mesmo lugar e expire descendo com as mãos rente ao corpo e suba em bloco expirando levando as mãos á atrás. Ao chegar lá separe as mãos e com o foco entre elas inspire no mesmo lugar e expire descendo até chegar lá em baixo. Flexione um pouco as pernas apoiando os braços no chão, leve a perna direita para trás e depois a esquerda, em seguida expire encostando primeiro os joelhos, depois a cintura e por ultimo a testa, flexione os pés no chão fincando-os e na inspiração empurre os ombros para frente levantando-os com os olhos focados para o teto, depois expirando levante o quadril na posição que está e estique os braços e as pernas, inspire trazendo a perna direita a frente, mantendo uma linha reta com a coluna e a perna esquerda que ficou esticada, traga a perna esquerda para frente e expire, levante-se um pouco e inspirando suba em bloco com as mãos juntas levando elas lá atrás e esticadas, separe as mãos, mantenha o foco entre elas e desça lentamente expirando, volte a posição inicial e faça o mesmo com o outro lado.
4. Sente com as pernas cruzadas na postura fácil (Sukhasana), ou postura do sábio(Siddhasana), ou Postura da Prosperidade (Svastikasana), ou Postura de Lótus (Padmasana), ou Trava de Raiz (Mulabandhasana), na que você se achar mais confortável, podendo haver uma progressão de postura, mantenha a coluna ereta, inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar, ao mesmo tempo em que você inspira e expirar vá fazendo movimentos circulares com os olhos acompanhando o movimento da cabeça.
5. Ainda de pernas cruzadas, inspire e leve a cabeça passando um pouco do pescoço, com os olhos focando na parte superior dos olhos e desça expirando até a cabeça relaxar lá em baixo.
6. Sentado, abra as pernas e passe a perna esquerda flexionada, sobre a direita que permanece esticada, coloque a mão esquerda no calcanhar esquerdo e a mão direita no calcanhar direito, com os olhos focados na mão direita inspire elevando a mão direita até ela ficar verticalmente acima da cabeça e expirando desça até a mão chegar ao calcanhar sempre com o foco na mão, na terceira expiração a mão desce pela lateral e a cabeça acompanha até chegar na sua posição normal deixando que apenas os olhos acompanhem a mão até o chão. Faça os mesmo movimentos com o outro lado.
7. O sétimo aplicativo é o mesmo que o sexto, só que dessa vez a cada inspiração o braço que se ergueu passa por fora da perna que esta flexionada e o foco é direcionado para trás fazendo assim a Meia Postura do Rei dos Peixes (Ardha Matsyendrasana), a mão que esta parada fica rente ao corpo e colada no chão e é alternando as pernas.
8. leve as mãos aos tornozelos fazendo o Alongamento do oeste-das-costas (Paschimottanasana) e quando inspirar suba com o tronco e os braços em bloco com o foco entre as duas mãos e desça expirando, faça estes movimento 3 vezes.
9. Sentado, junte as pernas. (1) Na inspiração os pés ficam em ponte e os braços na altura do ombro. (2) Traga os cotovelos até as costelas. (3) Levante a cabeça. (4) Solte o ar dando uns socos para cima com as mãos abertas. (5) Inspire deixando os pés em flex. (6) Expire e desça deitando sobre as pernas até segurar o calcanhar.
Obs: O movimento (9), é uma adaptação do T’ai Chi.
10. Sentado com as pernas abertas, as mãos rente a coluna e coladas no chão, inspire e expire com a coluna ereta e o peito aberto. Esta é uma variação da “postura do Bastão” (Dandasana).
11. Deita-se de peito para cima, com as mãos em baixo do glúteo, ao inspirar levante uma perna, mantendo as duas esticadas, e ao expirar desça a perna. Faça isso 3 vezes com cada perna alternando sempre que for inspirar.
12. Tire as mãos debaixo do glúteo. Inspire levantando uma das pernas e o tronco, segure a perna mantendo os ombros e a perna sustentados no ar, ao inspirar desça e faça o mesmo movimento com a outra perna, fazendo 3 vezes para cada perna alternadamente. Este movimento é uma variação de “Postura do Barco” (Navasana).
13. Coloque as mãos em baixo do glúteo e inspire trazendo as duas pernas juntas para cima, expire no mesmo lugar e ao inspirar desça uma perna, quando expirar suba a mesma. A cada inspiração é uma perna que desce, fazendo este movimento 3 vezes alternadamente. Esta é uma variação da posição “Apoio com Suatentação nos Ombros” (Salamba Sarvangasana).
14. Desça com os joelhos até as orelhas ainda apoiado nos ombros, inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar. Esta “Postura da Orelha no Joelho” (Karnapidasana).
15. Vá para o “Apoio com Sustentação nos Ombros” (Salamba Sarvangasana) e desça com o centro para cima até chegar na “Postura da Ponte” (Setu Bandhasana), inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar.
16. Vá para a "postura do arco para cima" ou a "postura da roda" (Urdhva Dhanurasana) e inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar.
17. Volte para a posição das orelhas nas pernas. Primeiro desfaça-se da postura da roda (Urdhva Dharnurasana) e vá para a postura da ponte (Setu Bandhasana), apóie as cintura nas mãos e suba novamente as pernas levando os joelhos até as orelhas (karnapidasana), Agora estique as pernas fazendo a postura do arado (Halasana), inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar e desça as pernas voltando a ficar deitado de peito para cima normalmente na “Postura do Cadáver” (Savasana).
18. Abra os braços e as pernas, faça a “Postura de Torção do Ventre com as Pernas Estendidas” (Jathara Parivrtti), uma de cada lado.
19. Sem se levantar fique de bruços.
20. De bruços inspire elevando a perna direita esticada, e expire abaixando a perna, faça isso alternadamente, 3 vezes para cada perna.
21. Inspire elevando a perna direita esticada e a perna esquerda flexionada, encostando a parte de baixo do pé esquerdo no joelho direito, expire descendo e esticando horizontalmente as duas pernas. Faça isso alternadamente, 3 vezes para cada perna.
22. Na “Postura do Gafanhoto” (Salabhasana) o foco dos olhos é para cima e a sustentação é no diafragma. Inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar.
23. Neste exercício, ficamos com 6 (seis) apoios no chão, não usamos a língua, mas sim quando inspiramos a primeira vez, descemos o tórax, expiramos e voltamos a posição, inspiramos novamente e levantamos as costas, expiramos e voltamos para a posição inicial.
24. De joelhos, sentado nos tornozelos, na postura do Varjrasana, ou Virasana. Inspire levando as mãos para trás unindo-as em suas costas e expire descendo até encostar a testa no chão na postura da criança ou do embrião (Balasana). A cada inspiração você vai subir seu tronco apenas com a força projetada pelo "centro", com os olhos focados para cima e ao expirar vai descendo até encostar a testa novamente no chão. Faça este movimento 3 vezes, parando com a cabeça na posição normal na 3ª expiração.
25. Ainda sentado sobre os joelhos vá para a Postura da Criança ou do Embrião (Balasana), esticando os braços para frente e relaxe de olhos fechados, fazendo uma massagem por todo o corpo através da respiração.
26. Suba lentamente pelo centro até chegar na posição quadrúpede. Junte as mãos e inspirando traga as mãos rente ao corpo e suba até chegar na postura da Inclinação para Trás em Pé, expire descendo suavemente fazendo o movimento de pincel com as mãos até a Inclinação para Frente em Pé (Uttanasana) e inspirando suba suavemente fazendo os movimentos de pincel com as mãos ate chegar na posição da Inclinação para Trás em Pé. Faça estes movimentos 3 vezes e termine na Inclinação para Frente em Pé.
27. Ainda em pé fazemos a Postura Invertida do Triângulo (Parivrtta trikonasana), inclinando o ombro levando a mão direita até o tornozelo esquerdo e vice-versa. Faça 3 vezes estes movimentos alternadamente.
28. Em pé,traga o calcanhar esquerdo até a virilha na Postura da Árvore (Vrksasana) e Inspire e expire 3 vezes. Faça o mesmo com o outro calcanhar.
29. Junte as mãos e inspire, no mesmo fluxo suba as mãos levantando consecutivamente o pé direito, quando as mãos chegarem em cima, vire a palma das mãos para fora esticando a perna e expire baixando a perna frontalmente e os braços baixando lateralmente. No mesmo fluxo inspire e junte novamente as mãos fazendo os mesmos movimentos com a outra perna.
Obs: Este é mais um movimento do T’ai Chi.
2. Olho do Tigre- As pernas levemente flexionadas e os ombros um pouco abaixados, rosto virado para um ponto no chão um pouco a frente e os olhos focados para frente; braços fazendo um ângulo de 90° no cotovelo e paralelos horizontalmente; inspira e eleva o ente-braço de baixo até a testa e expira baforizando com pela boca; inspira e desce o braço e expira quando o braço chegar lá em baixo, baforizando novamente. Obs: O braço que sobe até a testa é sempre o de baixo.
3. Saudação ao Sol- Junte a palma das mãos com os anulares na direção dos olhos, inspire no mesmo lugar e expire descendo com as mãos rente ao corpo e suba em bloco expirando levando as mãos á atrás. Ao chegar lá separe as mãos e com o foco entre elas inspire no mesmo lugar e expire descendo até chegar lá em baixo. Flexione um pouco as pernas apoiando os braços no chão, leve a perna direita para trás e depois a esquerda, em seguida expire encostando primeiro os joelhos, depois a cintura e por ultimo a testa, flexione os pés no chão fincando-os e na inspiração empurre os ombros para frente levantando-os com os olhos focados para o teto, depois expirando levante o quadril na posição que está e estique os braços e as pernas, inspire trazendo a perna direita a frente, mantendo uma linha reta com a coluna e a perna esquerda que ficou esticada, traga a perna esquerda para frente e expire, levante-se um pouco e inspirando suba em bloco com as mãos juntas levando elas lá atrás e esticadas, separe as mãos, mantenha o foco entre elas e desça lentamente expirando, volte a posição inicial e faça o mesmo com o outro lado.
4. Sente com as pernas cruzadas na postura fácil (Sukhasana), ou postura do sábio(Siddhasana), ou Postura da Prosperidade (Svastikasana), ou Postura de Lótus (Padmasana), ou Trava de Raiz (Mulabandhasana), na que você se achar mais confortável, podendo haver uma progressão de postura, mantenha a coluna ereta, inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar, ao mesmo tempo em que você inspira e expirar vá fazendo movimentos circulares com os olhos acompanhando o movimento da cabeça.
5. Ainda de pernas cruzadas, inspire e leve a cabeça passando um pouco do pescoço, com os olhos focando na parte superior dos olhos e desça expirando até a cabeça relaxar lá em baixo.
6. Sentado, abra as pernas e passe a perna esquerda flexionada, sobre a direita que permanece esticada, coloque a mão esquerda no calcanhar esquerdo e a mão direita no calcanhar direito, com os olhos focados na mão direita inspire elevando a mão direita até ela ficar verticalmente acima da cabeça e expirando desça até a mão chegar ao calcanhar sempre com o foco na mão, na terceira expiração a mão desce pela lateral e a cabeça acompanha até chegar na sua posição normal deixando que apenas os olhos acompanhem a mão até o chão. Faça os mesmo movimentos com o outro lado.
7. O sétimo aplicativo é o mesmo que o sexto, só que dessa vez a cada inspiração o braço que se ergueu passa por fora da perna que esta flexionada e o foco é direcionado para trás fazendo assim a Meia Postura do Rei dos Peixes (Ardha Matsyendrasana), a mão que esta parada fica rente ao corpo e colada no chão e é alternando as pernas.
8. leve as mãos aos tornozelos fazendo o Alongamento do oeste-das-costas (Paschimottanasana) e quando inspirar suba com o tronco e os braços em bloco com o foco entre as duas mãos e desça expirando, faça estes movimento 3 vezes.
9. Sentado, junte as pernas. (1) Na inspiração os pés ficam em ponte e os braços na altura do ombro. (2) Traga os cotovelos até as costelas. (3) Levante a cabeça. (4) Solte o ar dando uns socos para cima com as mãos abertas. (5) Inspire deixando os pés em flex. (6) Expire e desça deitando sobre as pernas até segurar o calcanhar.
Obs: O movimento (9), é uma adaptação do T’ai Chi.
10. Sentado com as pernas abertas, as mãos rente a coluna e coladas no chão, inspire e expire com a coluna ereta e o peito aberto. Esta é uma variação da “postura do Bastão” (Dandasana).
11. Deita-se de peito para cima, com as mãos em baixo do glúteo, ao inspirar levante uma perna, mantendo as duas esticadas, e ao expirar desça a perna. Faça isso 3 vezes com cada perna alternando sempre que for inspirar.
12. Tire as mãos debaixo do glúteo. Inspire levantando uma das pernas e o tronco, segure a perna mantendo os ombros e a perna sustentados no ar, ao inspirar desça e faça o mesmo movimento com a outra perna, fazendo 3 vezes para cada perna alternadamente. Este movimento é uma variação de “Postura do Barco” (Navasana).
13. Coloque as mãos em baixo do glúteo e inspire trazendo as duas pernas juntas para cima, expire no mesmo lugar e ao inspirar desça uma perna, quando expirar suba a mesma. A cada inspiração é uma perna que desce, fazendo este movimento 3 vezes alternadamente. Esta é uma variação da posição “Apoio com Suatentação nos Ombros” (Salamba Sarvangasana).
14. Desça com os joelhos até as orelhas ainda apoiado nos ombros, inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar. Esta “Postura da Orelha no Joelho” (Karnapidasana).
15. Vá para o “Apoio com Sustentação nos Ombros” (Salamba Sarvangasana) e desça com o centro para cima até chegar na “Postura da Ponte” (Setu Bandhasana), inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar.
16. Vá para a "postura do arco para cima" ou a "postura da roda" (Urdhva Dhanurasana) e inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar.
17. Volte para a posição das orelhas nas pernas. Primeiro desfaça-se da postura da roda (Urdhva Dharnurasana) e vá para a postura da ponte (Setu Bandhasana), apóie as cintura nas mãos e suba novamente as pernas levando os joelhos até as orelhas (karnapidasana), Agora estique as pernas fazendo a postura do arado (Halasana), inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar e desça as pernas voltando a ficar deitado de peito para cima normalmente na “Postura do Cadáver” (Savasana).
18. Abra os braços e as pernas, faça a “Postura de Torção do Ventre com as Pernas Estendidas” (Jathara Parivrtti), uma de cada lado.
19. Sem se levantar fique de bruços.
20. De bruços inspire elevando a perna direita esticada, e expire abaixando a perna, faça isso alternadamente, 3 vezes para cada perna.
21. Inspire elevando a perna direita esticada e a perna esquerda flexionada, encostando a parte de baixo do pé esquerdo no joelho direito, expire descendo e esticando horizontalmente as duas pernas. Faça isso alternadamente, 3 vezes para cada perna.
22. Na “Postura do Gafanhoto” (Salabhasana) o foco dos olhos é para cima e a sustentação é no diafragma. Inspire e expire 3 vezes no mesmo lugar.
23. Neste exercício, ficamos com 6 (seis) apoios no chão, não usamos a língua, mas sim quando inspiramos a primeira vez, descemos o tórax, expiramos e voltamos a posição, inspiramos novamente e levantamos as costas, expiramos e voltamos para a posição inicial.
24. De joelhos, sentado nos tornozelos, na postura do Varjrasana, ou Virasana. Inspire levando as mãos para trás unindo-as em suas costas e expire descendo até encostar a testa no chão na postura da criança ou do embrião (Balasana). A cada inspiração você vai subir seu tronco apenas com a força projetada pelo "centro", com os olhos focados para cima e ao expirar vai descendo até encostar a testa novamente no chão. Faça este movimento 3 vezes, parando com a cabeça na posição normal na 3ª expiração.
25. Ainda sentado sobre os joelhos vá para a Postura da Criança ou do Embrião (Balasana), esticando os braços para frente e relaxe de olhos fechados, fazendo uma massagem por todo o corpo através da respiração.
26. Suba lentamente pelo centro até chegar na posição quadrúpede. Junte as mãos e inspirando traga as mãos rente ao corpo e suba até chegar na postura da Inclinação para Trás em Pé, expire descendo suavemente fazendo o movimento de pincel com as mãos até a Inclinação para Frente em Pé (Uttanasana) e inspirando suba suavemente fazendo os movimentos de pincel com as mãos ate chegar na posição da Inclinação para Trás em Pé. Faça estes movimentos 3 vezes e termine na Inclinação para Frente em Pé.
27. Ainda em pé fazemos a Postura Invertida do Triângulo (Parivrtta trikonasana), inclinando o ombro levando a mão direita até o tornozelo esquerdo e vice-versa. Faça 3 vezes estes movimentos alternadamente.
28. Em pé,traga o calcanhar esquerdo até a virilha na Postura da Árvore (Vrksasana) e Inspire e expire 3 vezes. Faça o mesmo com o outro calcanhar.
29. Junte as mãos e inspire, no mesmo fluxo suba as mãos levantando consecutivamente o pé direito, quando as mãos chegarem em cima, vire a palma das mãos para fora esticando a perna e expire baixando a perna frontalmente e os braços baixando lateralmente. No mesmo fluxo inspire e junte novamente as mãos fazendo os mesmos movimentos com a outra perna.
Obs: Este é mais um movimento do T’ai Chi.
Kalarippayattu utilizado no TREINAMENTO do GITA
O kalarippayattu praticado no GITA é o estilo do Sul, praticado em Kerala do Sul. Oriundo da pesquisa feita por Phillip Zarrilli, trazido pelo seu orientando Cesário Augusto, que em seu doutorado na universidade de Exceter na Inglaterra, teve o seu primeiro contato com esta arte asiática e a trouxe para por em prática os seus preâmbulos no âmbito da percepção psicofísica, obtendo por tanto, um treinamento para a formação do atuante.
Observando sua prática e metodologia, buscamos no GITA encontrar um ponto comum da arte marcial kalarippayattu com os princípios pré-expressivos de Eugênio Barba.
Existem três estilos principais de kalarippayattu, observaremos aqui o estilo kalari do Sul, praticado principalmente em Travancore, incluindo o distrito Kanyakumari e Tamil Nadu, principalmente por Nadars e Ezhavas em Kerala, este estilo salienta as técnicas de mãos vazias. Os estágios de formação que são utilizados no treinamento do GITA, são os chuvatu (formas solo, passos, chutes) e 6 Vadivu (Postura do elefante, cavalo, cobra, pavão, gato e leão) dentre os 9 Vadivu.
O tratamento médico nos estilos do sul é identificado como siddha, o sistema tradicional Dravidian da medicina ayurveda (meippayattu) , na qual é distinta da do norte da Índia, mas dentro do GITA não praticamos.
Observando sua prática e metodologia, buscamos no GITA encontrar um ponto comum da arte marcial kalarippayattu com os princípios pré-expressivos de Eugênio Barba.
Existem três estilos principais de kalarippayattu, observaremos aqui o estilo kalari do Sul, praticado principalmente em Travancore, incluindo o distrito Kanyakumari e Tamil Nadu, principalmente por Nadars e Ezhavas em Kerala, este estilo salienta as técnicas de mãos vazias. Os estágios de formação que são utilizados no treinamento do GITA, são os chuvatu (formas solo, passos, chutes) e 6 Vadivu (Postura do elefante, cavalo, cobra, pavão, gato e leão) dentre os 9 Vadivu.
O tratamento médico nos estilos do sul é identificado como siddha, o sistema tradicional Dravidian da medicina ayurveda (meippayattu) , na qual é distinta da do norte da Índia, mas dentro do GITA não praticamos.
Historia sobre o Kalarippayttu
Historia
Kalarippayattu é uma arte marcial de kerela na Índia, acredita-se que possivelmente seja o mais antigo sistema de combate existente. Nesta arte marcial inclui-se ataques, chutes, grappling, formulários pré-definidos, armas e métodos de cura. Seus estilos são classificados conforme a região geográfica em Kerela, tendo o estilo do Norte, o estilo do Sul e o estilo Central.
Em alguns casos é aplicado o treinamento para dançarinos de Kathakali, para que eles tenham um desempenho melhor que outros artistas. Encontra-se em algumas escolas de tradicionais de dança indiana o Slim Kalari como regime de exercício.
Phillip Zarrilli, professor da Universidade de Exceter e uma das poucas autoridades ocidentais em kalaripayattu, calcula que as datas do inicio do kalaripayattu datam por volta de pelo menos ao século 12. O historiador Elamkulam kunjan Pillai da atributos do nascimento do kalarippayattu á um alargado período de guerra entre os Cheras e os Cholas do século 11. A partir do século 11 ou 12 o direito e o dever de praticar a arte marcial no serviço de um governante foi mais associada com subgrupos específicos de Nairs, no entanto, a subcasta, pelo menos um dos brâmanes, ezhavas, bem como alguns cristãos e muçulmanos receberam este direito e dever.
Além disso, entre pelo menos alguns Nair e famílias, as jovens também receberam treinamento preliminar, até o início da menstruação. Sabemos, também, a partir das baladas Vadakkan Pattukal que pelo menos algumas mulheres de notáveis mestres Nair’s continuaram a praticar e alcançar um elevado grau de especialização. Ankam foram travadas em uma ankathattu, uma plataforma temporária de quatro a seis metros de altura, construído propositadamente para ankam. O primeiro relato desta arte ocidental é a do explorador Português Duarte Barbosa (c. 1518).
A maior parte destes Nayres quando são sete anos de idade são enviados para as escolas onde são ensinados muitos truques de agilidade e destreza; lá eles ensinam a dançar e girar sobre a torcer e no chão, para dar um grande salto real, e pulos outros, e isso eles aprendem duas vezes por dia, enquanto eles são crianças, e eles se tornam tão solto-articulados e flexíveis que fazem girar os seus corpos contra a natureza, e quando eles estão plenamente realizado no presente, que ensiná-los a brincar com a arma a que estão mais inclinados, alguns com arcos e flechas, alguns com pólos de se tornar lanceiros, mas a maioria com espadas e escudos, o que é mais usado entre eles, e neste esgrima são sempre praticando. Os mestres que ensinam eles são chamados Panicals.
Slim Kalari passou por um período de declínio, quando o Nairs perdeu para o britânico, após a introdução de armas de fogo e, especialmente, após o pleno estabelecimento do domínio colonial britânico no século 19.
O ressurgimento do interesse público no Slim kalari começou na década de 1920 em Tellicherry como parte de uma onda de redescoberta das artes tradicionais em todo sul da Índia e continuou até 1970 o aumento de interesse geral em todo o mundo em artes marciais. Nos últimos anos, esforços têm sido feitos para continuar a divulgar a arte, com ele apresentando em filmes indianas e internacionais, tais como Índia (1996), Asoka (2001), The Myth (2005) e The Last Legion (2007).
O iniciante passa primeiro por um condicionamento físico por meio de seqüências rigorosas para ampliar a coordenação neuro-muscular. Em seguida, vem o treinamento de luta com longas armas de madeira, seguido por adaga, espada e escudo. Finalmente, o praticante treina o combate corpo-a-corpo, incluindo golpes em pontos vitais do corpo, agarramentos e chaves de braço.
Um verdadeiro praticante de Kalarippayattu também passa por treinamento médico e aprende como tratar ferimentos com medicinas tradicionais. O praticante que se torna totalmente adepto em todos os aspectos se torna um mestre completo, chamado Gurukkal ou simplesmente guru.
A cerimônia de Iniciação. O iniciante começar a treinar a cerca de sete anos, com um ritual de iniciação formal realizado pelo Gurukkal. No dia da abertura da nova sessão, um noviço (essencialmente Nairs nos velhos tempos) é admitido no kalari na presença do Gurukkal ou um estudante sênior e dirigido para colocar o seu pé direito em todo o primeiro limiar. O estudante toca o chão com a mão direita e depois a testa, como um sinal de respeito. Ele é, então, levado à guruthara, o local onde é mantida uma lâmpada que queima em reverência a todos os mestres do kalari como ato de adoração. Ele então oferece ao mestre algum dinheiro como dakshina, e se prostra, tocando os pés do comandante como um sinal de submissão. O guru então coloca as mãos sobre a cabeça do aluno, abençoa e reza por ele. Este ritual - tocar o chão, puttara, guruthara e os pés do guru - é repetido todos os dias. Ele simboliza uma completa submissão e aceitação do mestre, do Deva, do kalari e da própria arte.
kalari é a escola ou sala de treinamento onde as artes marciais são ensinadas. Elas foram originalmente construídas de acordo com o Vastu Shastra, com a entrada voltada para o leste. Ciências como saastra mantra, tantra saastra e marma saastra são utilizadas para equilibrar o nível de energia do espaço. A área de formação compreende uma puttara (plataforma de sete camadas) no canto sudoeste. A divindade guardiã (geralmente um avatar de Bhagavathi, Mata Kali ou Shiva) está bem localizada e é adorada com flores, incenso e água antes de cada sessão de treinamento, que é precedido por uma oração. Os estilos do Norte são praticados em especial em poços com telhado, onde o piso é de 3,5 metros abaixo do nível do solo e feito de barro vermelho molhado, pretendia-se dar um efeito de amortecimento e prevenir lesões. A profundidade do piso protege o praticante de ventos que possam dificultar a temperatura do corpo. Os estilos do Sul são geralmente praticados ao ar livre ou em um recinto não coberto de ramos de palmeira. Tradicionalmente, quando um kalari é encerrado, é feito um pequeno santuário dedicado à divindade guardiã.
É uma arte de auto-defesa, formulada como uma forma de desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual. Eles perceberam que a maior realização é a habilidade marcial, isso serviu como um veículo para atingir níveis mais elevados de espiritualidade e, assim, alcançar a auto-realização. Um praticante totalmente treinado deve estar consciente de qualquer movimento na área circundante e estar preparado para se defender em todos os momentos. Os comandos específicos associados a cada exercício são chamados vaytari.
Está é a lista de todos os Kaalkal (exercícios). Este exercício também chamado called Kall Eduppu (elevação da perna).
1. Ner kaal (chute reto)
2. Kona kaal (direita para a esquerda, da esquerda para a direita kick)
3. Veethi kaal (chute circular - de dentro para fora)
4. Ner-Kona-veethi kaal (chute combinado)
5. Thirichi - kaal (chute lateral ambos - chute direto virar e chutar)
6. aga- kaal (chute circular no exterior)
7. iruththi-kaal (chutar e sentar-se)
kaikuththippayattu (Kai -- mão, kuththi batida -, payattu - prática) é um dos exercícios kalari. É constituído de socos, movimentos com o pé, alongamentos, torções, saltos juntos em uma determinada seqüência. Como, a maioria dos exercícios Kalaripayattu este também é dividido em 18 etapas. Todos esses começa com Mukakattu, warm up. Aumenta a complexidade quando um progride para níveis superiores. Este exercício é de Kalaripayattu Tulunadan Kalari adotado para a maioria dos outros estilos.
Chumattadi Kalari é um dos exercícios. Isso vai ensinar o praticante como atacar e defender múltiplos adversários de todo os lados. É constituído de socos, cortes, mantas, blocos, etc.
Practitioner irá repetir os passos em todas as 4 direções. Como, a maioria dos exercícios Kalaripayattu este também é dividido em 18 etapas. Este exercício deve ser praticado com velocidade intensa e poder.
Meipayattu é um exercício de Kalari. Este concentra-se principalmente sobre a flexibilidade do corpo. Alguns livros dizem que isso também vai fazer uma pessoa agressiva e aumentar a consciência de batalha. Como, a maioria dos exercícios Kalaripayattu este também é dividido em 18 etapas. Este exercício deve ser praticado com mais ênfase na velocidade e na flexibilidade.
Adithada (ADI - chute t, thadu - bloco -) é um exercício de kalari. Todos os Kalaripayattu exercícios citados acima, como Kaikuththippayattu, Chumattadi, Meipayattu será praticado por uma única pessoa, sem qualquer adversário, mas para este, precisamos de dois alunos. Um estudante atinge socos e chutes no outro estudante, e em seguida, esses alunos irão mudar os seus papéis. Isso também pode ser praticado por mais de dois alunos.
Ottotharam é um exercício de Kalari. Este exercício vai ensinar como o praticante usar ataque contra ataque como um método de defesa / ataque. Trata-se de atacar ser é a melhor maneira de defender. Este exercício tem dois estudantes para começar, e também pode ser praticado por mais de dois alunos.
O estágio de formação é essencialmente dividido em quatro partes, que consiste em Meithari, Kolthari, Ankathari e Verumkai.
Meithari é a etapa inicial com o corpo, seqüências envolvendo torções, posturas e saltos complexos e mais voltas. Doze exercícios meippayattu para a coordenação neuro-muscular, equilíbrio e flexibilidade seguindo as posturas básicas do corpo. Slim Kalari não tem origem na agressão, mas na disciplina do self. Portanto, o treinamento começa com o disciplinamento do corpo físico para atingir um equilíbrio mental. Isso é crucial para qualquer pessoa e não necessariamente a um aspirante marcial. Esta primeira etapa do treinamento consiste em exercícios físicos para desenvolver a força, flexibilidade, equilíbrio e resistência. Ele inclui saltos, posturas de baixo no chão, seqüências circulares, pontapés, etc É uma tentativa de compreender e dominar cada órgão separado do corpo. Estes exercícios trazem um alerta para a mente, e este alerta ajuda a entender alguns dos movimentos e os processos dos grupos de auto-defesa, que são ensinados em fases posteriores.
Kolthari Once. O aluno tornou-se fisicamente competente e se introduziu a lutar com armas longas de madeira. A primeira arma é o kettukari, que é normalmente da medida de cinco pés (1,5 m) de comprimento, ou até à testa do estudante ao nível do solo. A segunda arma é a cheruvadi ou muchan, uma vara de madeira de três vãos de palma longa, cerca de dois metros e meio de comprimento ou 75 cm. A terceira arma é a Otta, uma vara de madeira curvada para assemelhar-se ao tronco de um elefante. A ponta é arredondada e é usado para atacar os pontos vitais no corpo do adversário. Este é considerado o mestre de armas, e é o instrumento fundamental da prática de desenvolver resistência, agilidade, força e habilidade. Otta é um treinamento composto por 18 seqüências.
Ankathari, em que ambos os adversários estão armados com chuttuval e parichaOnce, o praticante se tornou proficiente com todas as armas de madeira, ele passa a Ankathari (literalmente treinamento de guerra), começando com armas de metal, que exigem uma concentração superior devido à sua natureza letal. A primeira arma de metal é a kadhara, um punhal de metal com uma lâmina curva. As próximas armas são a val (espada) e o Paricha (escudo). As armas subseqüentes incluem o kuntham (lança), trisool (Trident) e o venmazhu (machado). Normalmente, a última arma a ser ensinada é a urumi ou chuttuval (espada flexível), uma arma extremamente perigosa para ensinar apenas os alunos mais habilidosos. Historicamente, após a conclusão do Ankathari, o estudante especializar-se em uma arma de sua escolha, por exemplo, para se tornar um espadachim perito ou vara de combate.
Somente depois de alcançar o domínio de todas as formas de armas é ensinado ao praticante defender-se com as técnicas de bare-handed. Estes incluem bloqueios de braço, grappling, e as greves para os pontos de pressão (marmam). Esta é considerada a habilidade mais avançada marcial, que até o Gurukkal restringe o conhecimento do marmam apenas para muito poucos alunos confiável. Esta técnica se chama Verumkai.
Alega-se que os guerreiros aprenderam para incapacitar ou matar os seus adversários, apenas tocando a marmam correto (pontos vitais). Esta é ensinada apenas para as pessoas mais promissoras e de sangue-frio, para desencorajar o uso indevido da técnica. Marmashastram insiste no conhecimento da marmam e também é usado para o tratamento marma (marmachikitsa). Este sistema de tratamento marma vem sob vaidhyam Sidha, atribuído ao sábio Agasthya e seus discípulos. Os críticos do Slim kalari têm apontado que a aplicação de técnicas marmam contra estranhos nem sempre produziram resultados verificáveis
Como resultado de aprendizagem sobre o corpo humano, indianos de artes marciais tornaram-se conhecedores no campo da medicina tradicional e massagens. Professores do Slim Kalari geralmente oferecem massagens (Malayalam: uzhichil) com óleos medicinais a seus alunos, a fim de aumentar sua flexibilidade ou tratar lesões musculares encontradas durante a prática.
As técnicas do Kalaripayattu são uma combinação de passos (chuvatu) e posturas (vadivu). Cada posição tem sua própria combinação de poder, função e um conjunto de técnicas. Todas as nove posturas são baseadas em animais.
Posturas (Vadivu)
1. Gajavadivu – postura do Elefante
2. Simhavadivu – postura do Leão
3. Asvavadivu – postura do Cavalo
4. Varahavadivu – postura do Javali
5. Sarpavadivu – postura do Cobra
6. Marjaravadivu – postura do Gato
7. Kukkuvadivu – postura do Galo
8. Matsyavadivu – postura do Peixe
9. Mayuravadivu – postura do Pavão
Passos (Chuvatu)
Vatta Chuvatu - pernas Circulares
Aakka Chuvatu - pernas Interiores
Neekka Chuvatu - pernas Moving
Kon Chuvatu - pernas Canto
Ottakkal Chuvatu - pernas Single-leg
Armas
Embora já não seja utilizado em sessões de sparring, armas são uma parte importante da Slim kalari. Isto é especialmente verdadeiro para os estilos do norte que são principalmente baseados em armas. Algumas das armas mencionadas na literatura medieval Sangam caíram em desuso ao longo do tempo e raramente são ensinadas em Slim kalari hoje.
Estilos e variações
O estilo Kalari do Norte praticado principalmente na região norte do Malabar, Calecute e Cananor, dá mais ênfase nas armas que nas mãos vazias. O estilo do norte se distingue pela sua meippayattu - treinamento físico e uso da faixa de óleo de massagem corporal. O sistema de tratamento e massagem, e as hipóteses sobre a prática estão intimamente associados com ayurveda. O objetivo da massagem com óleo medicinal é aumentar a flexibilidade dos profissionais, para tratar lesões musculares realizadas durante a prática, ou quando um paciente tem problemas relacionados ao tecido ósseo, os músculos, ou sistema nervoso. O prazo para tal é massagens e massagens especificamente para flexibilidade física. Os massagistas podem utilizar os seus pés e o peso do corpo para massagear a pessoa.
O estilo kalari do Sul era praticado principalmente em Travancore, incluindo o distrito Kanyakumari e Tamil Nadu, principalmente por Nadars e Ezhavas em Kerala, este estilo salienta as técnicas de mãos vazias. Os estágios de formação são chuvatu (formas solo), Jodi (formação sócio), sparring kurunthadi (bastão curto), neduvadi (bastão longo), katthi (faca), Katara (punhal), parichayum Valum (espada e escudo), chuttuval (espada flexível, a espada dupla), grappling kalari e Marma (pontos de pressão). Zarrilli refere-se a Slim kalari do Sul como varma ATI (o direito de bater), marma ATI (batendo os pontos vitais) ou Varma Kalai (arte de Varma). As técnicas de mãos vazias preliminar da ATI varma são conhecidos como adithada hit (defender). Marma ati refere-se especificamente para a aplicação dessas técnicas aos pontos vitais. As armas incluem pautas de bambu, varas curtas, e os chifres de casal de veados.
O tratamento médico nos estilos do sul é identificado como siddha, o sistema tradicional Dravidian da medicina ayurveda distinta da do norte da Índia. O siddha sistema médico, também conhecido como vaidyam siddha, também é atribuída a Agasthya. Intimamente relacionado com Slim kalari sul é Silambam, a arte da luta da vara. Ela supostamente se originou nas colinas Kurinji de Kerala cerca de 5000 anos atrás, onde os nativos usavam varas de bambu para se defender contra os bandidos e animais silvestres. Salambal é uma palavra comum utilizado para designar o som dos rios, os barulhos dos pássaros, o murmúrio das folhas, o ruído gerado por uma multidão que fala, zumbido e estridente som das armas, etc. Quando varas longas e espadas são utilizados eles produzem o som que é chamado salambal. Assim Silambam tornou-se o nome da arte marcial que usa varas longas, espadas etc.
O estilo Kalari Central é praticado principalmente em Thrissur, Malappuram, Palakkad e certas partes dos distritos Ernakulam. É uma junção dos estilos do norte e do sul que inclui os exercícios preliminares no meippayattu do Norte, a ênfase no Sul têm suas próprias técnicas distintas, que são executadas dentro de desenhos conhecido como Kalam.
Bibliografias e referencias:
Wikipédia, a enciclopédia livre(pesquisado em Setembro de 2010 e traduzido por mim): http://en.wikipedia.org/wiki/Kalarippayattu
Discovery Channel (pesquisado em Setembro de 2010): http://www.discoverybrasil.com/artes_marciais_home/sul_asia_intro/sul_asia_kalaripayattu/index.shtml
Kalarippayattu é uma arte marcial de kerela na Índia, acredita-se que possivelmente seja o mais antigo sistema de combate existente. Nesta arte marcial inclui-se ataques, chutes, grappling, formulários pré-definidos, armas e métodos de cura. Seus estilos são classificados conforme a região geográfica em Kerela, tendo o estilo do Norte, o estilo do Sul e o estilo Central.
Em alguns casos é aplicado o treinamento para dançarinos de Kathakali, para que eles tenham um desempenho melhor que outros artistas. Encontra-se em algumas escolas de tradicionais de dança indiana o Slim Kalari como regime de exercício.
Phillip Zarrilli, professor da Universidade de Exceter e uma das poucas autoridades ocidentais em kalaripayattu, calcula que as datas do inicio do kalaripayattu datam por volta de pelo menos ao século 12. O historiador Elamkulam kunjan Pillai da atributos do nascimento do kalarippayattu á um alargado período de guerra entre os Cheras e os Cholas do século 11. A partir do século 11 ou 12 o direito e o dever de praticar a arte marcial no serviço de um governante foi mais associada com subgrupos específicos de Nairs, no entanto, a subcasta, pelo menos um dos brâmanes, ezhavas, bem como alguns cristãos e muçulmanos receberam este direito e dever.
Além disso, entre pelo menos alguns Nair e famílias, as jovens também receberam treinamento preliminar, até o início da menstruação. Sabemos, também, a partir das baladas Vadakkan Pattukal que pelo menos algumas mulheres de notáveis mestres Nair’s continuaram a praticar e alcançar um elevado grau de especialização. Ankam foram travadas em uma ankathattu, uma plataforma temporária de quatro a seis metros de altura, construído propositadamente para ankam. O primeiro relato desta arte ocidental é a do explorador Português Duarte Barbosa (c. 1518).
A maior parte destes Nayres quando são sete anos de idade são enviados para as escolas onde são ensinados muitos truques de agilidade e destreza; lá eles ensinam a dançar e girar sobre a torcer e no chão, para dar um grande salto real, e pulos outros, e isso eles aprendem duas vezes por dia, enquanto eles são crianças, e eles se tornam tão solto-articulados e flexíveis que fazem girar os seus corpos contra a natureza, e quando eles estão plenamente realizado no presente, que ensiná-los a brincar com a arma a que estão mais inclinados, alguns com arcos e flechas, alguns com pólos de se tornar lanceiros, mas a maioria com espadas e escudos, o que é mais usado entre eles, e neste esgrima são sempre praticando. Os mestres que ensinam eles são chamados Panicals.
Slim Kalari passou por um período de declínio, quando o Nairs perdeu para o britânico, após a introdução de armas de fogo e, especialmente, após o pleno estabelecimento do domínio colonial britânico no século 19.
O ressurgimento do interesse público no Slim kalari começou na década de 1920 em Tellicherry como parte de uma onda de redescoberta das artes tradicionais em todo sul da Índia e continuou até 1970 o aumento de interesse geral em todo o mundo em artes marciais. Nos últimos anos, esforços têm sido feitos para continuar a divulgar a arte, com ele apresentando em filmes indianas e internacionais, tais como Índia (1996), Asoka (2001), The Myth (2005) e The Last Legion (2007).
O iniciante passa primeiro por um condicionamento físico por meio de seqüências rigorosas para ampliar a coordenação neuro-muscular. Em seguida, vem o treinamento de luta com longas armas de madeira, seguido por adaga, espada e escudo. Finalmente, o praticante treina o combate corpo-a-corpo, incluindo golpes em pontos vitais do corpo, agarramentos e chaves de braço.
Um verdadeiro praticante de Kalarippayattu também passa por treinamento médico e aprende como tratar ferimentos com medicinas tradicionais. O praticante que se torna totalmente adepto em todos os aspectos se torna um mestre completo, chamado Gurukkal ou simplesmente guru.
A cerimônia de Iniciação. O iniciante começar a treinar a cerca de sete anos, com um ritual de iniciação formal realizado pelo Gurukkal. No dia da abertura da nova sessão, um noviço (essencialmente Nairs nos velhos tempos) é admitido no kalari na presença do Gurukkal ou um estudante sênior e dirigido para colocar o seu pé direito em todo o primeiro limiar. O estudante toca o chão com a mão direita e depois a testa, como um sinal de respeito. Ele é, então, levado à guruthara, o local onde é mantida uma lâmpada que queima em reverência a todos os mestres do kalari como ato de adoração. Ele então oferece ao mestre algum dinheiro como dakshina, e se prostra, tocando os pés do comandante como um sinal de submissão. O guru então coloca as mãos sobre a cabeça do aluno, abençoa e reza por ele. Este ritual - tocar o chão, puttara, guruthara e os pés do guru - é repetido todos os dias. Ele simboliza uma completa submissão e aceitação do mestre, do Deva, do kalari e da própria arte.
kalari é a escola ou sala de treinamento onde as artes marciais são ensinadas. Elas foram originalmente construídas de acordo com o Vastu Shastra, com a entrada voltada para o leste. Ciências como saastra mantra, tantra saastra e marma saastra são utilizadas para equilibrar o nível de energia do espaço. A área de formação compreende uma puttara (plataforma de sete camadas) no canto sudoeste. A divindade guardiã (geralmente um avatar de Bhagavathi, Mata Kali ou Shiva) está bem localizada e é adorada com flores, incenso e água antes de cada sessão de treinamento, que é precedido por uma oração. Os estilos do Norte são praticados em especial em poços com telhado, onde o piso é de 3,5 metros abaixo do nível do solo e feito de barro vermelho molhado, pretendia-se dar um efeito de amortecimento e prevenir lesões. A profundidade do piso protege o praticante de ventos que possam dificultar a temperatura do corpo. Os estilos do Sul são geralmente praticados ao ar livre ou em um recinto não coberto de ramos de palmeira. Tradicionalmente, quando um kalari é encerrado, é feito um pequeno santuário dedicado à divindade guardiã.
É uma arte de auto-defesa, formulada como uma forma de desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual. Eles perceberam que a maior realização é a habilidade marcial, isso serviu como um veículo para atingir níveis mais elevados de espiritualidade e, assim, alcançar a auto-realização. Um praticante totalmente treinado deve estar consciente de qualquer movimento na área circundante e estar preparado para se defender em todos os momentos. Os comandos específicos associados a cada exercício são chamados vaytari.
Está é a lista de todos os Kaalkal (exercícios). Este exercício também chamado called Kall Eduppu (elevação da perna).
1. Ner kaal (chute reto)
2. Kona kaal (direita para a esquerda, da esquerda para a direita kick)
3. Veethi kaal (chute circular - de dentro para fora)
4. Ner-Kona-veethi kaal (chute combinado)
5. Thirichi - kaal (chute lateral ambos - chute direto virar e chutar)
6. aga- kaal (chute circular no exterior)
7. iruththi-kaal (chutar e sentar-se)
kaikuththippayattu (Kai -- mão, kuththi batida -, payattu - prática) é um dos exercícios kalari. É constituído de socos, movimentos com o pé, alongamentos, torções, saltos juntos em uma determinada seqüência. Como, a maioria dos exercícios Kalaripayattu este também é dividido em 18 etapas. Todos esses começa com Mukakattu, warm up. Aumenta a complexidade quando um progride para níveis superiores. Este exercício é de Kalaripayattu Tulunadan Kalari adotado para a maioria dos outros estilos.
Chumattadi Kalari é um dos exercícios. Isso vai ensinar o praticante como atacar e defender múltiplos adversários de todo os lados. É constituído de socos, cortes, mantas, blocos, etc.
Practitioner irá repetir os passos em todas as 4 direções. Como, a maioria dos exercícios Kalaripayattu este também é dividido em 18 etapas. Este exercício deve ser praticado com velocidade intensa e poder.
Meipayattu é um exercício de Kalari. Este concentra-se principalmente sobre a flexibilidade do corpo. Alguns livros dizem que isso também vai fazer uma pessoa agressiva e aumentar a consciência de batalha. Como, a maioria dos exercícios Kalaripayattu este também é dividido em 18 etapas. Este exercício deve ser praticado com mais ênfase na velocidade e na flexibilidade.
Adithada (ADI - chute t, thadu - bloco -) é um exercício de kalari. Todos os Kalaripayattu exercícios citados acima, como Kaikuththippayattu, Chumattadi, Meipayattu será praticado por uma única pessoa, sem qualquer adversário, mas para este, precisamos de dois alunos. Um estudante atinge socos e chutes no outro estudante, e em seguida, esses alunos irão mudar os seus papéis. Isso também pode ser praticado por mais de dois alunos.
Ottotharam é um exercício de Kalari. Este exercício vai ensinar como o praticante usar ataque contra ataque como um método de defesa / ataque. Trata-se de atacar ser é a melhor maneira de defender. Este exercício tem dois estudantes para começar, e também pode ser praticado por mais de dois alunos.
O estágio de formação é essencialmente dividido em quatro partes, que consiste em Meithari, Kolthari, Ankathari e Verumkai.
Meithari é a etapa inicial com o corpo, seqüências envolvendo torções, posturas e saltos complexos e mais voltas. Doze exercícios meippayattu para a coordenação neuro-muscular, equilíbrio e flexibilidade seguindo as posturas básicas do corpo. Slim Kalari não tem origem na agressão, mas na disciplina do self. Portanto, o treinamento começa com o disciplinamento do corpo físico para atingir um equilíbrio mental. Isso é crucial para qualquer pessoa e não necessariamente a um aspirante marcial. Esta primeira etapa do treinamento consiste em exercícios físicos para desenvolver a força, flexibilidade, equilíbrio e resistência. Ele inclui saltos, posturas de baixo no chão, seqüências circulares, pontapés, etc É uma tentativa de compreender e dominar cada órgão separado do corpo. Estes exercícios trazem um alerta para a mente, e este alerta ajuda a entender alguns dos movimentos e os processos dos grupos de auto-defesa, que são ensinados em fases posteriores.
Kolthari Once. O aluno tornou-se fisicamente competente e se introduziu a lutar com armas longas de madeira. A primeira arma é o kettukari, que é normalmente da medida de cinco pés (1,5 m) de comprimento, ou até à testa do estudante ao nível do solo. A segunda arma é a cheruvadi ou muchan, uma vara de madeira de três vãos de palma longa, cerca de dois metros e meio de comprimento ou 75 cm. A terceira arma é a Otta, uma vara de madeira curvada para assemelhar-se ao tronco de um elefante. A ponta é arredondada e é usado para atacar os pontos vitais no corpo do adversário. Este é considerado o mestre de armas, e é o instrumento fundamental da prática de desenvolver resistência, agilidade, força e habilidade. Otta é um treinamento composto por 18 seqüências.
Ankathari, em que ambos os adversários estão armados com chuttuval e parichaOnce, o praticante se tornou proficiente com todas as armas de madeira, ele passa a Ankathari (literalmente treinamento de guerra), começando com armas de metal, que exigem uma concentração superior devido à sua natureza letal. A primeira arma de metal é a kadhara, um punhal de metal com uma lâmina curva. As próximas armas são a val (espada) e o Paricha (escudo). As armas subseqüentes incluem o kuntham (lança), trisool (Trident) e o venmazhu (machado). Normalmente, a última arma a ser ensinada é a urumi ou chuttuval (espada flexível), uma arma extremamente perigosa para ensinar apenas os alunos mais habilidosos. Historicamente, após a conclusão do Ankathari, o estudante especializar-se em uma arma de sua escolha, por exemplo, para se tornar um espadachim perito ou vara de combate.
Somente depois de alcançar o domínio de todas as formas de armas é ensinado ao praticante defender-se com as técnicas de bare-handed. Estes incluem bloqueios de braço, grappling, e as greves para os pontos de pressão (marmam). Esta é considerada a habilidade mais avançada marcial, que até o Gurukkal restringe o conhecimento do marmam apenas para muito poucos alunos confiável. Esta técnica se chama Verumkai.
Alega-se que os guerreiros aprenderam para incapacitar ou matar os seus adversários, apenas tocando a marmam correto (pontos vitais). Esta é ensinada apenas para as pessoas mais promissoras e de sangue-frio, para desencorajar o uso indevido da técnica. Marmashastram insiste no conhecimento da marmam e também é usado para o tratamento marma (marmachikitsa). Este sistema de tratamento marma vem sob vaidhyam Sidha, atribuído ao sábio Agasthya e seus discípulos. Os críticos do Slim kalari têm apontado que a aplicação de técnicas marmam contra estranhos nem sempre produziram resultados verificáveis
Como resultado de aprendizagem sobre o corpo humano, indianos de artes marciais tornaram-se conhecedores no campo da medicina tradicional e massagens. Professores do Slim Kalari geralmente oferecem massagens (Malayalam: uzhichil) com óleos medicinais a seus alunos, a fim de aumentar sua flexibilidade ou tratar lesões musculares encontradas durante a prática.
As técnicas do Kalaripayattu são uma combinação de passos (chuvatu) e posturas (vadivu). Cada posição tem sua própria combinação de poder, função e um conjunto de técnicas. Todas as nove posturas são baseadas em animais.
Posturas (Vadivu)
1. Gajavadivu – postura do Elefante
2. Simhavadivu – postura do Leão
3. Asvavadivu – postura do Cavalo
4. Varahavadivu – postura do Javali
5. Sarpavadivu – postura do Cobra
6. Marjaravadivu – postura do Gato
7. Kukkuvadivu – postura do Galo
8. Matsyavadivu – postura do Peixe
9. Mayuravadivu – postura do Pavão
Passos (Chuvatu)
Vatta Chuvatu - pernas Circulares
Aakka Chuvatu - pernas Interiores
Neekka Chuvatu - pernas Moving
Kon Chuvatu - pernas Canto
Ottakkal Chuvatu - pernas Single-leg
Armas
Embora já não seja utilizado em sessões de sparring, armas são uma parte importante da Slim kalari. Isto é especialmente verdadeiro para os estilos do norte que são principalmente baseados em armas. Algumas das armas mencionadas na literatura medieval Sangam caíram em desuso ao longo do tempo e raramente são ensinadas em Slim kalari hoje.
Estilos e variações
O estilo Kalari do Norte praticado principalmente na região norte do Malabar, Calecute e Cananor, dá mais ênfase nas armas que nas mãos vazias. O estilo do norte se distingue pela sua meippayattu - treinamento físico e uso da faixa de óleo de massagem corporal. O sistema de tratamento e massagem, e as hipóteses sobre a prática estão intimamente associados com ayurveda. O objetivo da massagem com óleo medicinal é aumentar a flexibilidade dos profissionais, para tratar lesões musculares realizadas durante a prática, ou quando um paciente tem problemas relacionados ao tecido ósseo, os músculos, ou sistema nervoso. O prazo para tal é massagens e massagens especificamente para flexibilidade física. Os massagistas podem utilizar os seus pés e o peso do corpo para massagear a pessoa.
O estilo kalari do Sul era praticado principalmente em Travancore, incluindo o distrito Kanyakumari e Tamil Nadu, principalmente por Nadars e Ezhavas em Kerala, este estilo salienta as técnicas de mãos vazias. Os estágios de formação são chuvatu (formas solo), Jodi (formação sócio), sparring kurunthadi (bastão curto), neduvadi (bastão longo), katthi (faca), Katara (punhal), parichayum Valum (espada e escudo), chuttuval (espada flexível, a espada dupla), grappling kalari e Marma (pontos de pressão). Zarrilli refere-se a Slim kalari do Sul como varma ATI (o direito de bater), marma ATI (batendo os pontos vitais) ou Varma Kalai (arte de Varma). As técnicas de mãos vazias preliminar da ATI varma são conhecidos como adithada hit (defender). Marma ati refere-se especificamente para a aplicação dessas técnicas aos pontos vitais. As armas incluem pautas de bambu, varas curtas, e os chifres de casal de veados.
O tratamento médico nos estilos do sul é identificado como siddha, o sistema tradicional Dravidian da medicina ayurveda distinta da do norte da Índia. O siddha sistema médico, também conhecido como vaidyam siddha, também é atribuída a Agasthya. Intimamente relacionado com Slim kalari sul é Silambam, a arte da luta da vara. Ela supostamente se originou nas colinas Kurinji de Kerala cerca de 5000 anos atrás, onde os nativos usavam varas de bambu para se defender contra os bandidos e animais silvestres. Salambal é uma palavra comum utilizado para designar o som dos rios, os barulhos dos pássaros, o murmúrio das folhas, o ruído gerado por uma multidão que fala, zumbido e estridente som das armas, etc. Quando varas longas e espadas são utilizados eles produzem o som que é chamado salambal. Assim Silambam tornou-se o nome da arte marcial que usa varas longas, espadas etc.
O estilo Kalari Central é praticado principalmente em Thrissur, Malappuram, Palakkad e certas partes dos distritos Ernakulam. É uma junção dos estilos do norte e do sul que inclui os exercícios preliminares no meippayattu do Norte, a ênfase no Sul têm suas próprias técnicas distintas, que são executadas dentro de desenhos conhecido como Kalam.
Bibliografias e referencias:
Wikipédia, a enciclopédia livre(pesquisado em Setembro de 2010 e traduzido por mim): http://en.wikipedia.org/wiki/Kalarippayattu
Discovery Channel (pesquisado em Setembro de 2010): http://www.discoverybrasil.com/artes_marciais_home/sul_asia_intro/sul_asia_kalaripayattu/index.shtml
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Anotações Sobre a historia do t'ai chi
T’ai chi
Historia
Não se tem documento histórico que diga quando exatamente se deu a origem do t’ai chi, sabe-se que há centenas de anos aqueles que buscavam o alto grau de progresso para o corpo e a mente desenvolveram um método chamado “exercício do t’ai chi” adaptando essa filosofia ao seu estilo de vida. Têm-se informações de que o t’ai chi vem sendo praticado há pouco mais de 2 mil anos, no período da Primavera e do Outono (722-481 a. C.).
O t’ai chi vem sendo praticado na China há multo tempo, sempre procurando uma forma de vida mais saudável para a mente e para o corpo, seus objetivos eram uma filosofia de vida unificada e uma simplificação das crenças. Assim surge a doutrina do t’ai chi. A sua prática está inteiramente liga ao significado de seu nome, t’ai chi significa “o supremo”, “melhorar e progredir rumo ao limitado”, significa ”a imensidão da existência” e a “grande eternidade”.
Todas as formas pela qual o t’ai chi se desenvolveu foi pela teoria dos opostos “yin-yang”, dando-se também o nome de “principio original”, segundo sua filosofia o yin-yang representa o poder positivo e o poder negativo.
As pessoas que se dedicavam a esta filosofia chamavam-se de “taoistas” ou “homens das montanhas”. “Cerca de 1700 anos atrás, o famoso médico chinês Hua-Tuo recomendava insistentemente os exercícios físicos e mentais como meio para a melhoria da saúde. Acreditava-se que os seres humanos deviam exercitar-se usando os movimentos de certos animais, a fim de recuperar certas capacidades vitais originais que haviam sido perdidas. Organizou-se então as artes marciais populares chamadas de jogos dos cinco animais (pássaros, tigres, serpentes e ursos), e foi a primeira arte marcial sistematizada da China.”
Por volta de 475 d. C. Ta-Mo (bodhidharma), veio da índia e se instalou no templo de Shaolin na região de Tang Fung, norte da China, incluindo na meditação e na doutrina religiosa o “jogo dos cinco animais”, tendo em vista que o longo tempo em que os monges ficavam meditando estava deixando-os com sérios problemas físicos, já que eles permaneciam parados, após a implementação do jogo dos cinco animais feita por Ta-Mo o sistema desenvolvido pelos monges ficou conhecido como sistema de arte marcial de Shaolin que logo difundiu-se quando os seguidores e Ta-Mo espalharam-se para pregar as crenças religiosas, assim começou o desenvolvimento sistemático das artes marciais “externas” na China. O critério de disciplina mental de Shaolin baseava-se principalmente na meditação budista.
Em 1200 d. C. o monge taoista Chang San-feng adotou uma nova forma de treinamento monástico para que o novo sistema fosse propagado à maneira missionária, este novo sistema baseava-se no sistema de Shaolin, mas, tinha como objetivo a harmonia do yin-yang como meio para o progresso das capacidades mentais e físicas, tendo que adaptar a doutrina taoista em vez de tentar transformá-la em culto religioso. Shang San-Feng fundou um templo na montanha de “Wu-Tang”.
Para o sistema de Shang se distinguir do sistema de Shaolin, o sistema que estava sendo utilizado na montanha de Wu-tang passou a ser chamado de “Sistema Interno”, já que desde o início o sistema praticado no templo de Shang dava ênfase á sabedoria e ao poder interno.
O t’ai chi sofreu grande impacto, pois sendo a sua filosofia determinante para o regimento da ordem das relações humanas, quando os Manchus (bárbaros) invadiram o império Chinês e fundaram a dinastia Ching, cerca de 350 anos atrás, em 1644 d. C. houve uma “apropriação” incorreta da filosofia do t’ai chi, tendo como objetivo a sua aplicação em lutas políticas, a dinastia Ching lançou métodos de escravidão e controle autoritário.
Durante a dinastia Ching alguns mestres de t’ai chi permaneceram nas montanhas e outros fixaram residência nas cidades, sendo assim, dentre os estilos que receberam o nome de seus fundadores estava também a ligação do sistema familiar ou sistema do templo.
Os soberanos da dinastia Ch’ing chamaram o mestre mais conhecido da época para que ele ensinasse á eles o t’ai chi, chamaram então o mestre Yang Lu-Chang (1799-1892), fundador do estilo Yang ou sistema familiar Yang. Por não querer ensinar aos Manchus o verdadeiro t’ai chi, mestre Yang modificou as formas meditativas convertendo-as em uma espécie de exercício exterior de movimentos lentos, deixando de lado a filosofia interior e a disciplina mental que compõe a chave do t’ai chi. Daquela época em diante os estilos familiares eram passados somente para os filhos homens, com receio que algum soberano Manchu viesse casar com a filha dos mestres e acabasse descobrindo que o t’ai chi que estava sendo ensinado não era o t’ai chi verdadeiro.
Na revolução de 1900-1910, as famílias nobres Manchus acabaram por se espalhar pelo país levando com sigo o sistema modificado do t’ai chi, por terem sido ensinados pelos grandes mestres de t’ai chi, eles alegavam que este era o verdadeiro t’ai chi.
Desse modo foi que a forma modificada do t’ai chi acabou se tornando o t’ai chi ch’uan de hoje em dia, chamado também de exercício do t’ai chi.
Estilos
Há diversas variações de t’ai chi, todas são oriundas dos três principais estilos: estilo “Chen” de Chen Wang Ting, estilo “Yang” de Yang Lu Chan e estilo “Wu”, este ultimo com dois representantes Wu Yu Xiang (1813-1880) e posteriormente Wu Chuan You (1834-1902).
Estilo Chen de t’ai chi
“Não se tem registros de onde Chen Wang Ting (c. 1600-1680) aprendeu o t’ai chi, mas há duas teorias de como o estilo Chen se desenvolve. A primeira delas diz que o kung-fu Wudang de Wnag Zong Yue, ou T’ai Chi Ch’uan Wudang, como é mais conhecido nos dias de hoje, é o fundamento no qual esse estilo se baseia, porque Wang Zong Yue ficou por muitos anos na aldeia a família Chen e também porque o tratado de t’ai chi ch’uan, que Le escreveu, descreve admiravelmente a filosofia e as técnicas de t’ai chi. A segunda diz que Chen Wang Ting aprendeu sua arte no exercito. Algumas pessoas sugerem que Chen Wang Ting poderia ter sido influenciado diretamente pelo kung-fu Shaolin, uma vez que a aldeia da família Chen ficava perto do mosteiro Shaolin, e que praticamente todas as posturas e princípios do t’ai chi, exceto aqueles que dizem respeito à filosofia taoísta, também estão presentes no kung-fu Shaolin. ”
“De todos os estilos de t’ai chi, o Chen é o mais conhecido devido seus aspectos marciais.O estilo Chen é importante para a prática de artes marciais, pois, dentre os diversos estilos, o Chen é o mias conhecido pelos seus aspectos marciais. Numa demonstração ele se parece bastante cm o kung-fu Shaolin.”
Estilo Yang de t’ai chi
“Yang Lu Chan (1799-1872) após vender suas terras trabalhou como empregado da familia de Chen Chang Xin com o intuito de aprender o estilo Chen de t’ai chi, ao aprender Yang Lu Chan derrotou um grande mestre de kung-fu e a partir daí ele foi aceito como um membro da família Chen.”
“A partir daí yang Lu Chan viajou pelo país desafiando outros mestres de kung-fu e sempre os derrotava, ficou conhecido como ‘Yang, o eterno vencedor’. Ele foi o primeiro a romper com a tradição de que o estilo Chen de t’ai chi devia ficar restrito aos membros daquela família.”
“Entre os diversos estilos de t’ai chi, o Yang é o mais praticado. O mestre yang da segunda geração, Yang Ban Hou, resumiu a essência da sua arte em nove poemas, conhecidos como Nine Essential Secrets of Tai Chi Chuan. Um deles, ‘secret of Yin-Yang’, que traz conselhos valiosos.”
Os estilo Wu de t’ai chi
Yang Lu Chan mestre do estilo Yang transmitiu seus conhecimentos para Wu Yu Xiang (1813-1880). Wu Yu Xiang, mais tarde aprenderia as técnicas de Chen Jing Ping mestre do estilo Chen e, em troca, ensinaria Yang Ban Hou. O estilo “Wu” de Wu Yu Xiang de t‘ai Chi, que é uma combinação da velha forma de Yang Lu Chan com a nova forma de Chen Jing Ping, é conhecido como o estilo Wu de T’ai Chi Ch’uan.
O discípulo mais aplicado de Yang Ban Hou foi Wu Chuan You (1834-1902), que mais tarde desenvolveria outro estilo Wu de Tai Chi Chuan. O Wu de Wu Chuan You tem uma pronuncia um pouco mais suave que o Wu de Wu Yu Xiang.
Ao contrario do estilo Yang, no qual os movimentos circulares são amplos, os movimentos no estilo Wu de Wu Yu Xiang também são circulares, porém curtos.
A técnica corporal ou forma exterior correta no estilo Wu de t’ai chi ch’uan não visa vantagens físicas ou técnicas, como em outras artes marciais, mas sim conservar e aumentar a força interior.
O segundo estilo Wu de t’ai chi ch’uan foi desenvolvido pó Wu Chuan You, um Manchu que foi discípulo de Yang Ban Hou.
Divide-se este estilo em dois grupos principais: saúde e combate. Relacionam-se seis tipos de benefícios para a saúde e quatro para o combate. Isso segundo o mestre de terceiro grau Xu Zhi Yi.
Historia
Não se tem documento histórico que diga quando exatamente se deu a origem do t’ai chi, sabe-se que há centenas de anos aqueles que buscavam o alto grau de progresso para o corpo e a mente desenvolveram um método chamado “exercício do t’ai chi” adaptando essa filosofia ao seu estilo de vida. Têm-se informações de que o t’ai chi vem sendo praticado há pouco mais de 2 mil anos, no período da Primavera e do Outono (722-481 a. C.).
O t’ai chi vem sendo praticado na China há multo tempo, sempre procurando uma forma de vida mais saudável para a mente e para o corpo, seus objetivos eram uma filosofia de vida unificada e uma simplificação das crenças. Assim surge a doutrina do t’ai chi. A sua prática está inteiramente liga ao significado de seu nome, t’ai chi significa “o supremo”, “melhorar e progredir rumo ao limitado”, significa ”a imensidão da existência” e a “grande eternidade”.
Todas as formas pela qual o t’ai chi se desenvolveu foi pela teoria dos opostos “yin-yang”, dando-se também o nome de “principio original”, segundo sua filosofia o yin-yang representa o poder positivo e o poder negativo.
As pessoas que se dedicavam a esta filosofia chamavam-se de “taoistas” ou “homens das montanhas”. “Cerca de 1700 anos atrás, o famoso médico chinês Hua-Tuo recomendava insistentemente os exercícios físicos e mentais como meio para a melhoria da saúde. Acreditava-se que os seres humanos deviam exercitar-se usando os movimentos de certos animais, a fim de recuperar certas capacidades vitais originais que haviam sido perdidas. Organizou-se então as artes marciais populares chamadas de jogos dos cinco animais (pássaros, tigres, serpentes e ursos), e foi a primeira arte marcial sistematizada da China.”
Por volta de 475 d. C. Ta-Mo (bodhidharma), veio da índia e se instalou no templo de Shaolin na região de Tang Fung, norte da China, incluindo na meditação e na doutrina religiosa o “jogo dos cinco animais”, tendo em vista que o longo tempo em que os monges ficavam meditando estava deixando-os com sérios problemas físicos, já que eles permaneciam parados, após a implementação do jogo dos cinco animais feita por Ta-Mo o sistema desenvolvido pelos monges ficou conhecido como sistema de arte marcial de Shaolin que logo difundiu-se quando os seguidores e Ta-Mo espalharam-se para pregar as crenças religiosas, assim começou o desenvolvimento sistemático das artes marciais “externas” na China. O critério de disciplina mental de Shaolin baseava-se principalmente na meditação budista.
Em 1200 d. C. o monge taoista Chang San-feng adotou uma nova forma de treinamento monástico para que o novo sistema fosse propagado à maneira missionária, este novo sistema baseava-se no sistema de Shaolin, mas, tinha como objetivo a harmonia do yin-yang como meio para o progresso das capacidades mentais e físicas, tendo que adaptar a doutrina taoista em vez de tentar transformá-la em culto religioso. Shang San-Feng fundou um templo na montanha de “Wu-Tang”.
Para o sistema de Shang se distinguir do sistema de Shaolin, o sistema que estava sendo utilizado na montanha de Wu-tang passou a ser chamado de “Sistema Interno”, já que desde o início o sistema praticado no templo de Shang dava ênfase á sabedoria e ao poder interno.
O t’ai chi sofreu grande impacto, pois sendo a sua filosofia determinante para o regimento da ordem das relações humanas, quando os Manchus (bárbaros) invadiram o império Chinês e fundaram a dinastia Ching, cerca de 350 anos atrás, em 1644 d. C. houve uma “apropriação” incorreta da filosofia do t’ai chi, tendo como objetivo a sua aplicação em lutas políticas, a dinastia Ching lançou métodos de escravidão e controle autoritário.
Durante a dinastia Ching alguns mestres de t’ai chi permaneceram nas montanhas e outros fixaram residência nas cidades, sendo assim, dentre os estilos que receberam o nome de seus fundadores estava também a ligação do sistema familiar ou sistema do templo.
Os soberanos da dinastia Ch’ing chamaram o mestre mais conhecido da época para que ele ensinasse á eles o t’ai chi, chamaram então o mestre Yang Lu-Chang (1799-1892), fundador do estilo Yang ou sistema familiar Yang. Por não querer ensinar aos Manchus o verdadeiro t’ai chi, mestre Yang modificou as formas meditativas convertendo-as em uma espécie de exercício exterior de movimentos lentos, deixando de lado a filosofia interior e a disciplina mental que compõe a chave do t’ai chi. Daquela época em diante os estilos familiares eram passados somente para os filhos homens, com receio que algum soberano Manchu viesse casar com a filha dos mestres e acabasse descobrindo que o t’ai chi que estava sendo ensinado não era o t’ai chi verdadeiro.
Na revolução de 1900-1910, as famílias nobres Manchus acabaram por se espalhar pelo país levando com sigo o sistema modificado do t’ai chi, por terem sido ensinados pelos grandes mestres de t’ai chi, eles alegavam que este era o verdadeiro t’ai chi.
Desse modo foi que a forma modificada do t’ai chi acabou se tornando o t’ai chi ch’uan de hoje em dia, chamado também de exercício do t’ai chi.
Estilos
Há diversas variações de t’ai chi, todas são oriundas dos três principais estilos: estilo “Chen” de Chen Wang Ting, estilo “Yang” de Yang Lu Chan e estilo “Wu”, este ultimo com dois representantes Wu Yu Xiang (1813-1880) e posteriormente Wu Chuan You (1834-1902).
Estilo Chen de t’ai chi
“Não se tem registros de onde Chen Wang Ting (c. 1600-1680) aprendeu o t’ai chi, mas há duas teorias de como o estilo Chen se desenvolve. A primeira delas diz que o kung-fu Wudang de Wnag Zong Yue, ou T’ai Chi Ch’uan Wudang, como é mais conhecido nos dias de hoje, é o fundamento no qual esse estilo se baseia, porque Wang Zong Yue ficou por muitos anos na aldeia a família Chen e também porque o tratado de t’ai chi ch’uan, que Le escreveu, descreve admiravelmente a filosofia e as técnicas de t’ai chi. A segunda diz que Chen Wang Ting aprendeu sua arte no exercito. Algumas pessoas sugerem que Chen Wang Ting poderia ter sido influenciado diretamente pelo kung-fu Shaolin, uma vez que a aldeia da família Chen ficava perto do mosteiro Shaolin, e que praticamente todas as posturas e princípios do t’ai chi, exceto aqueles que dizem respeito à filosofia taoísta, também estão presentes no kung-fu Shaolin. ”
“De todos os estilos de t’ai chi, o Chen é o mais conhecido devido seus aspectos marciais.O estilo Chen é importante para a prática de artes marciais, pois, dentre os diversos estilos, o Chen é o mias conhecido pelos seus aspectos marciais. Numa demonstração ele se parece bastante cm o kung-fu Shaolin.”
Estilo Yang de t’ai chi
“Yang Lu Chan (1799-1872) após vender suas terras trabalhou como empregado da familia de Chen Chang Xin com o intuito de aprender o estilo Chen de t’ai chi, ao aprender Yang Lu Chan derrotou um grande mestre de kung-fu e a partir daí ele foi aceito como um membro da família Chen.”
“A partir daí yang Lu Chan viajou pelo país desafiando outros mestres de kung-fu e sempre os derrotava, ficou conhecido como ‘Yang, o eterno vencedor’. Ele foi o primeiro a romper com a tradição de que o estilo Chen de t’ai chi devia ficar restrito aos membros daquela família.”
“Entre os diversos estilos de t’ai chi, o Yang é o mais praticado. O mestre yang da segunda geração, Yang Ban Hou, resumiu a essência da sua arte em nove poemas, conhecidos como Nine Essential Secrets of Tai Chi Chuan. Um deles, ‘secret of Yin-Yang’, que traz conselhos valiosos.”
Os estilo Wu de t’ai chi
Yang Lu Chan mestre do estilo Yang transmitiu seus conhecimentos para Wu Yu Xiang (1813-1880). Wu Yu Xiang, mais tarde aprenderia as técnicas de Chen Jing Ping mestre do estilo Chen e, em troca, ensinaria Yang Ban Hou. O estilo “Wu” de Wu Yu Xiang de t‘ai Chi, que é uma combinação da velha forma de Yang Lu Chan com a nova forma de Chen Jing Ping, é conhecido como o estilo Wu de T’ai Chi Ch’uan.
O discípulo mais aplicado de Yang Ban Hou foi Wu Chuan You (1834-1902), que mais tarde desenvolveria outro estilo Wu de Tai Chi Chuan. O Wu de Wu Chuan You tem uma pronuncia um pouco mais suave que o Wu de Wu Yu Xiang.
Ao contrario do estilo Yang, no qual os movimentos circulares são amplos, os movimentos no estilo Wu de Wu Yu Xiang também são circulares, porém curtos.
A técnica corporal ou forma exterior correta no estilo Wu de t’ai chi ch’uan não visa vantagens físicas ou técnicas, como em outras artes marciais, mas sim conservar e aumentar a força interior.
O segundo estilo Wu de t’ai chi ch’uan foi desenvolvido pó Wu Chuan You, um Manchu que foi discípulo de Yang Ban Hou.
Divide-se este estilo em dois grupos principais: saúde e combate. Relacionam-se seis tipos de benefícios para a saúde e quatro para o combate. Isso segundo o mestre de terceiro grau Xu Zhi Yi.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Percepção das aulas de T’ai Chi no Bosque Rodrigues Alves (anotações pessoais)
Percepção das aulas de T’ai Chi no Bosque Rodrigues Alves
Belém 17 de Outubro de 2009
O uso da movimentação na pratica do T’ai Chi é o que o difere das outras artes meditativas e das artes marciais é a sua filosofia meditativo-espiritual,
Do principio meditativo utilizado no T’ai Chi pode-se retirar parcelas muito importantes para o treinamento do psicofísico do atuante.
Tais importâncias obse4rvadas é o uso da atenção, mesmo sua filosofia sendo a busca de um nível espiritual mais elevado (T’ai Chi significa “o supremo”), o praticante não deixa por nenhum momento de estar conectado ou manter-se conectado (corpo-mente), por tanto, estimulado o aperfeiçoamento da sua percepção, já que um dos princípios do T’ai Chi é a utilização do tempo e do espaço, este tempo entende-se como o fluxo dos movimentos que visam a suavidade, ritmando a execução dos exercícios que necessitam de deslocamento ou simplesmente parado.
O segundo aspecto abordado é a utilização do foco. No T’ai Chi o foco pode ser periférico ou objetivo.
O foco periférico permite ao praticante o aguçar da sua percepção, deixando por tanto a sua energia não anulada, mas sim em suspensão, já quando utilizamos o “foco objetivo”, canalizamos nossa intenção para poder ter melhor uso da nossa energia na ação a qual o foco foi estimulado.
Belém 17 de Outubro de 2009
O uso da movimentação na pratica do T’ai Chi é o que o difere das outras artes meditativas e das artes marciais é a sua filosofia meditativo-espiritual,
Do principio meditativo utilizado no T’ai Chi pode-se retirar parcelas muito importantes para o treinamento do psicofísico do atuante.
Tais importâncias obse4rvadas é o uso da atenção, mesmo sua filosofia sendo a busca de um nível espiritual mais elevado (T’ai Chi significa “o supremo”), o praticante não deixa por nenhum momento de estar conectado ou manter-se conectado (corpo-mente), por tanto, estimulado o aperfeiçoamento da sua percepção, já que um dos princípios do T’ai Chi é a utilização do tempo e do espaço, este tempo entende-se como o fluxo dos movimentos que visam a suavidade, ritmando a execução dos exercícios que necessitam de deslocamento ou simplesmente parado.
O segundo aspecto abordado é a utilização do foco. No T’ai Chi o foco pode ser periférico ou objetivo.
O foco periférico permite ao praticante o aguçar da sua percepção, deixando por tanto a sua energia não anulada, mas sim em suspensão, já quando utilizamos o “foco objetivo”, canalizamos nossa intenção para poder ter melhor uso da nossa energia na ação a qual o foco foi estimulado.
domingo, 3 de janeiro de 2010
ANOTAÇÕES PESSOAIS DECODIFICAÇÃO DO T’AI CHI PRATICADO NO BOSQUE
AULAS DE T’AI CHI NO BOSQUE
1. Flexionar os joelhos, sendo que o pé esquerdo fica em meia ponta.
2. Depois abrir as pernas, sendo que a perna que se move é a esquerda, para o lado esquerdo.
3. Fazer o movimento “Padrão inicial do T’ai Chi” que é o subir e descer as mãos terminando com elas na altura do peito e voltadas para cima.
4. A mão direita se move para o lado direto até ficar paralela ao corpo, enquanto a esquerda permanece na frente, a cabeça fica no meio das duas mãos.
5. A mão direita vem em direção a orelha direita e segue para frente, enquanto e esquerda vem para ficar junto da costela, as duas mãos passam uma rente a outra, a direita fica com a palma para frente.
6. Agora faz-se o mesmo movimento com o lado esquerdo, a mão esquerda sobe esticada pela lateral, passa pela orelha e vai para frente passando rente a mão direita e terminando com a palma da mão para frente.
7. A mão esquerda vem na direção do cotovelo direito enquanto que a perna esquerda se une á direita.
8. Quando a mão esquerda passa pelo cotovelo direito a perna esquerda vai para o lado e o tronco volta-se para o lado esquerdo, então a mão direita vem rente a orelha e espalma para frente, já a mão esquerda fica colada na cintura.
9. Transfere-se o peso para a perna direita, o pé esquerdo volta-se para onde antes era a frente.
10. Transfere-se mais uma vez o peso do corpo, só que agora para a perna esquerda, o braço esquerdo sobe em movimento circular e a perna direita se junta á esquerda. O braço direito continua no mesmo lugar, enquanto o braço esquerdo vê subindo.
11. Quando o cotovelo do braço esquerdo chegar na mão direita a perna direita vai para a frente e a mão esquerda vem em direção á orelha seguindo empurrando para frente, enquanto a mão direita vai e fica na cintura.
12. O pé direito fira-se para onde antes era a frente, transfere-se o peso para a perna direita, juntando a perna esquerda, ao mesmo tempo as mão em movimentos circulares (sempre amplos), fazendo uma grande “bola” de energia na frente da parte superior do corpo, a mão direita na altura do peito e a esquerda na altura da cintura.
13. O pé esquerdo move-se para a lateral esquerda, e logo após a mão esquerda sobe e a direita desce, elas passam bem juntas, a mão esquerda pára na altura do ombro e a direita na direção da cintura.
14. O pé esquerdo vira-se para onde era a frente antes, transfere-se o peso para a perna esquerda enquanto a perna direita junta-se com a esquerda, a mão vem em movimento circular, fazendo uma grande “bola” de energia, só que desta vez, a mão esquerda vem para cima, na altura do peito e a direita na altura da cintura.
15. O pé direito move-se para a lateral direita, e logo após a mão esquerda desce e a direita sobe, elas passam bem juntas, a mão direita pára na altura do ombro e a esquerda na direção da cintura.
1. Flexionar os joelhos, sendo que o pé esquerdo fica em meia ponta.
2. Depois abrir as pernas, sendo que a perna que se move é a esquerda, para o lado esquerdo.
3. Fazer o movimento “Padrão inicial do T’ai Chi” que é o subir e descer as mãos terminando com elas na altura do peito e voltadas para cima.
4. A mão direita se move para o lado direto até ficar paralela ao corpo, enquanto a esquerda permanece na frente, a cabeça fica no meio das duas mãos.
5. A mão direita vem em direção a orelha direita e segue para frente, enquanto e esquerda vem para ficar junto da costela, as duas mãos passam uma rente a outra, a direita fica com a palma para frente.
6. Agora faz-se o mesmo movimento com o lado esquerdo, a mão esquerda sobe esticada pela lateral, passa pela orelha e vai para frente passando rente a mão direita e terminando com a palma da mão para frente.
7. A mão esquerda vem na direção do cotovelo direito enquanto que a perna esquerda se une á direita.
8. Quando a mão esquerda passa pelo cotovelo direito a perna esquerda vai para o lado e o tronco volta-se para o lado esquerdo, então a mão direita vem rente a orelha e espalma para frente, já a mão esquerda fica colada na cintura.
9. Transfere-se o peso para a perna direita, o pé esquerdo volta-se para onde antes era a frente.
10. Transfere-se mais uma vez o peso do corpo, só que agora para a perna esquerda, o braço esquerdo sobe em movimento circular e a perna direita se junta á esquerda. O braço direito continua no mesmo lugar, enquanto o braço esquerdo vê subindo.
11. Quando o cotovelo do braço esquerdo chegar na mão direita a perna direita vai para a frente e a mão esquerda vem em direção á orelha seguindo empurrando para frente, enquanto a mão direita vai e fica na cintura.
12. O pé direito fira-se para onde antes era a frente, transfere-se o peso para a perna direita, juntando a perna esquerda, ao mesmo tempo as mão em movimentos circulares (sempre amplos), fazendo uma grande “bola” de energia na frente da parte superior do corpo, a mão direita na altura do peito e a esquerda na altura da cintura.
13. O pé esquerdo move-se para a lateral esquerda, e logo após a mão esquerda sobe e a direita desce, elas passam bem juntas, a mão esquerda pára na altura do ombro e a direita na direção da cintura.
14. O pé esquerdo vira-se para onde era a frente antes, transfere-se o peso para a perna esquerda enquanto a perna direita junta-se com a esquerda, a mão vem em movimento circular, fazendo uma grande “bola” de energia, só que desta vez, a mão esquerda vem para cima, na altura do peito e a direita na altura da cintura.
15. O pé direito move-se para a lateral direita, e logo após a mão esquerda desce e a direita sobe, elas passam bem juntas, a mão direita pára na altura do ombro e a esquerda na direção da cintura.
ANOTAÇÕES PESSOAIS (ENTREVISTA COM O PROFESSOR DE T'AI CHI)
Diego (pesquisador)- A utilização do foco no t’ai chi?
Medson (instrutor)- O t’ai chi nasceu como varias outras práticas nas escolas de formação humana, o objetivo maior dessas práticas era serem usadas como uma ferramenta a mais para o crescimento humano, todas elas tinham praticas corporais que faziam parte de suas rotinas, os próprios Pitágoricos na Grécia praticavam esportes, estudavam musica, mas qual era a finalidade de tudo isso? Era formar o ser humano, educá-lo, entender-se mais a si mesmo e o próprio universo, então a pratica era mais uma ferramenta como sou um amante da filosofia gosto de levar o t’ai chi pra um lado mais transcendente, o domínio dos seus impulsos, do seu pensamento,que hoje em dia é o mais necessário, é essa busca, entender mais a si mesmo, entender o universo para chegar a um patamar mais elevado desta busca.
O foco é o essencial para o t’ai chi, e como as práticas taóistas praticamente deixaram de existir elas perderem o seu foco inicial, que é ter saúde,melhorar a qualidade de vida, aperfeiçoar a sua arte marcial, perdeu-se o objetivo mais transcendente, então ficou fragmentado, para energia, para ter saúde, para combater, então ficou fragmentado em objetivos menores, é que nem um projeto, você tem um projeto e tem os objetivos secundários. Então temos que fazer esta ponte de novo, faz parte do nosso próprio sentido de vida, por que nós ficamos fazendo estas coisas, sem ter um elo central dentro delas? Para mim a concepção principal é esta. No t’ai chi, se você compreende a essência dele, a forma em si, torna-se desnecessária, é você na verdade, t’ai chi é você, enquanto ele estiver fora da gente ele não é nada, ele tem que estar dentro de nós.
Ivanilde (pesquisadora do GITA que colaborou tirando as fotos)- Quais são os princípios metodológicos?
Medson (instrutor)- Eu penso que a principal forma de ensinar é levar a pessoa a perceber ela mesma, através dos movimentos que tem um padrão, os movimentos são contínuos e fluidos, é o que se fala na filosofia chinesa, o “livre fluxo do ch’i”, o t’ai chi é universal que esta no corpo também, mas o principal objetivo é voe valer a pessoa perceber isso nela mesma, se não fica um negocio teórico, tem que perceber o ch’i fluindo livremente, é a energia mental, a circulação do sangue, a energia que se move pelo corpo, então eu busco dar para o individuo esta autonomia, esta segurança, e existem formas para isso, o próprio t’ai chi é uma ferramenta para isso,
Diego (pesquisador)- Como é o uso da atenção no t’ai chi?
Medson (instrutor)- Se você não tem a sua mente que te liga com as coisas que lhe cercam, a realidade que você vive, a atenção é esse laço, a corda que te liga a isso, se não você não esta de verdade a quilo que esta acontecendo, sem atenção você não fica em um plano e acaba indo para um plano de fantasia, fantasia que eu digo é na verdade, as coisas são assim, só que eu estou entendendo de outra maneira, não fica conectado, ai você não entende, deixa de prestar atenção nas coisas, a atenção é tudo, sem atenção não dá para fazer o t’ai chi, se eu não estou com a atenção como é que eu vou me integrar comigo mesmo, como eu vou me integrar com as coisas que me cercam? Esta desatento é estar desconectado, então no t’ai chi você tem que estar com a atenção, estar ligado, se você não ativa a atenção a prática fica mecânica.
Diego (pesquisador)- Como é o uso da respiração?
Medson (instrutor)- A mesma importância que tem o movimento, o pensamente, o ch’i mental, as imagens se englobam tudo nesse conceito do ch’i, os cientista disseram que a energia se transforma em matéria e a matéria se transforma em energia, então os chineses entenderam isso. Imagine uma base em que a matéria esta aqui em baixo, densa e pesada e lá em cima uma matéria bem sutil, suave, praticamente luz, e elas em um constante fluxo, se transformando uma na outra, a respiração faz parte destas transformações, faz parte deste todo, pense que o ch’i tem que se mover em um movimento contínuo e harmonioso, pense em uma respiração ofegante, isso é harmonioso para você? Eu já não estou em um fluxo equilibrado, então eu já não estou fazendo uma utilização harmoniosa do ch’i. eu vou fazer um movimento e prendo a respiração, se eu não tenho uma respiração livre e harmoniosa eu não tenho um livre fluxo do ch’i e a respiração é uma das formas diretas de ligação com a energia que está no meio, nós e o mio que nos cerca. Na filosofia chinesa nós temos que absorver o ch’i para o nosso corpo, através do ar, extrai o ch’i puro do ar, combina com o ch’i do aumento, retirando os seus nutriente e forma o Jing, é a combinação que vai circular pelo corpo todo. Ao dá pra fazer um bom fluxo de energia se o seu organismo não está funcionando bem, se você não fizer um bom uso da respiração é tão importante quanto os outros tipos de ch’i.
Pratica ininterruptamente há 4 anos.
“É importante treinar o t’ai chi o dia todo...”
“O t’ai chi é o principio da natureza”
“Hoje eu uso a pratico o t’ai chi com foco central na sua filosofia”
Diego- Quais são as melhoras que você percebeu antes e depois de praticar t’ai chi?
Janina (praticante há um ano)- Principalmente na respiração, onde eu senti com mais efeito, isso d pra sentir antes e depois da aula, eu chego com a respiração atrapalhada e volto com a respiração mais assim... com ela na barriga, que é onde você aprende a respirar... Durante o dia quando eu entro em um estagio em que eu começo a sair de uma harmonia eu começo a utilizar a respiração que fizemos aqui... e o outro, eu acho que são os aspectos mais filosóficos que o Madson prega para nós, não que eu já tenha interiorizado, nada disso, a minha prática no dia-a-dia é super contraditória, mas assim, a mensagem na mente já chegou.
Medson (instrutor)- O t’ai chi nasceu como varias outras práticas nas escolas de formação humana, o objetivo maior dessas práticas era serem usadas como uma ferramenta a mais para o crescimento humano, todas elas tinham praticas corporais que faziam parte de suas rotinas, os próprios Pitágoricos na Grécia praticavam esportes, estudavam musica, mas qual era a finalidade de tudo isso? Era formar o ser humano, educá-lo, entender-se mais a si mesmo e o próprio universo, então a pratica era mais uma ferramenta como sou um amante da filosofia gosto de levar o t’ai chi pra um lado mais transcendente, o domínio dos seus impulsos, do seu pensamento,que hoje em dia é o mais necessário, é essa busca, entender mais a si mesmo, entender o universo para chegar a um patamar mais elevado desta busca.
O foco é o essencial para o t’ai chi, e como as práticas taóistas praticamente deixaram de existir elas perderem o seu foco inicial, que é ter saúde,melhorar a qualidade de vida, aperfeiçoar a sua arte marcial, perdeu-se o objetivo mais transcendente, então ficou fragmentado, para energia, para ter saúde, para combater, então ficou fragmentado em objetivos menores, é que nem um projeto, você tem um projeto e tem os objetivos secundários. Então temos que fazer esta ponte de novo, faz parte do nosso próprio sentido de vida, por que nós ficamos fazendo estas coisas, sem ter um elo central dentro delas? Para mim a concepção principal é esta. No t’ai chi, se você compreende a essência dele, a forma em si, torna-se desnecessária, é você na verdade, t’ai chi é você, enquanto ele estiver fora da gente ele não é nada, ele tem que estar dentro de nós.
Ivanilde (pesquisadora do GITA que colaborou tirando as fotos)- Quais são os princípios metodológicos?
Medson (instrutor)- Eu penso que a principal forma de ensinar é levar a pessoa a perceber ela mesma, através dos movimentos que tem um padrão, os movimentos são contínuos e fluidos, é o que se fala na filosofia chinesa, o “livre fluxo do ch’i”, o t’ai chi é universal que esta no corpo também, mas o principal objetivo é voe valer a pessoa perceber isso nela mesma, se não fica um negocio teórico, tem que perceber o ch’i fluindo livremente, é a energia mental, a circulação do sangue, a energia que se move pelo corpo, então eu busco dar para o individuo esta autonomia, esta segurança, e existem formas para isso, o próprio t’ai chi é uma ferramenta para isso,
Diego (pesquisador)- Como é o uso da atenção no t’ai chi?
Medson (instrutor)- Se você não tem a sua mente que te liga com as coisas que lhe cercam, a realidade que você vive, a atenção é esse laço, a corda que te liga a isso, se não você não esta de verdade a quilo que esta acontecendo, sem atenção você não fica em um plano e acaba indo para um plano de fantasia, fantasia que eu digo é na verdade, as coisas são assim, só que eu estou entendendo de outra maneira, não fica conectado, ai você não entende, deixa de prestar atenção nas coisas, a atenção é tudo, sem atenção não dá para fazer o t’ai chi, se eu não estou com a atenção como é que eu vou me integrar comigo mesmo, como eu vou me integrar com as coisas que me cercam? Esta desatento é estar desconectado, então no t’ai chi você tem que estar com a atenção, estar ligado, se você não ativa a atenção a prática fica mecânica.
Diego (pesquisador)- Como é o uso da respiração?
Medson (instrutor)- A mesma importância que tem o movimento, o pensamente, o ch’i mental, as imagens se englobam tudo nesse conceito do ch’i, os cientista disseram que a energia se transforma em matéria e a matéria se transforma em energia, então os chineses entenderam isso. Imagine uma base em que a matéria esta aqui em baixo, densa e pesada e lá em cima uma matéria bem sutil, suave, praticamente luz, e elas em um constante fluxo, se transformando uma na outra, a respiração faz parte destas transformações, faz parte deste todo, pense que o ch’i tem que se mover em um movimento contínuo e harmonioso, pense em uma respiração ofegante, isso é harmonioso para você? Eu já não estou em um fluxo equilibrado, então eu já não estou fazendo uma utilização harmoniosa do ch’i. eu vou fazer um movimento e prendo a respiração, se eu não tenho uma respiração livre e harmoniosa eu não tenho um livre fluxo do ch’i e a respiração é uma das formas diretas de ligação com a energia que está no meio, nós e o mio que nos cerca. Na filosofia chinesa nós temos que absorver o ch’i para o nosso corpo, através do ar, extrai o ch’i puro do ar, combina com o ch’i do aumento, retirando os seus nutriente e forma o Jing, é a combinação que vai circular pelo corpo todo. Ao dá pra fazer um bom fluxo de energia se o seu organismo não está funcionando bem, se você não fizer um bom uso da respiração é tão importante quanto os outros tipos de ch’i.
Pratica ininterruptamente há 4 anos.
“É importante treinar o t’ai chi o dia todo...”
“O t’ai chi é o principio da natureza”
“Hoje eu uso a pratico o t’ai chi com foco central na sua filosofia”
Diego- Quais são as melhoras que você percebeu antes e depois de praticar t’ai chi?
Janina (praticante há um ano)- Principalmente na respiração, onde eu senti com mais efeito, isso d pra sentir antes e depois da aula, eu chego com a respiração atrapalhada e volto com a respiração mais assim... com ela na barriga, que é onde você aprende a respirar... Durante o dia quando eu entro em um estagio em que eu começo a sair de uma harmonia eu começo a utilizar a respiração que fizemos aqui... e o outro, eu acho que são os aspectos mais filosóficos que o Madson prega para nós, não que eu já tenha interiorizado, nada disso, a minha prática no dia-a-dia é super contraditória, mas assim, a mensagem na mente já chegou.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima Quinta Aula
Belém, 31 de Outubro de 2009
Hoje eu tinha marcado com a Iva. Ela iria tirar as fotos para a minha pesquisa sobre o t’ai chi, no caso seria a prática. Cheguei no horário combinado, 7h, bom, quando nos encontramos já eram 7:20h, levei ela para conhecer o grupo.
O Professor fez um alongamento, o qual ficamos nos balançando par um lado e para o outro, após este alongamento ele disse para que fizéssemos o alongamento e o aquecimento que achássemos necessário, coisa que nuca tinha acontecido.
Começamos andando para frente e para trás de olhos fechados, hoje eu me superei, em nenhum momento consegui manter o mínimo de direção reta possível.
O próximo passo foi ainda de olhos fechados, “fazer o movimento de aparar”, onde um braço desce e o outro sobe, “mãos de nuvem”, o que a palma da mão vem pela lateral e termina espalmando à frente. Em nenhum destes exercícios eu consegui seguir uma linha reta, mesmo eu pensando que tinha o maior controle das minhas caminhadas, é interessante que eu vendo não vendo o foco, e tentado me basear nele mesmo de olhos fechados, não faziam diferença nenhuma, ai percebi que o exercício é praticado dentro de mim mesmo, tem que se procurar a harmonia interna, internamente, não externamente, como eu tentava fazer.
Depois fizemos dois exercícios, os quais a Iva acabou participando, o primeiro era que uma pessoa tinha que tentar tocar a Iva, enquanto os iriam tentar bloquear. Neste exercício trabalhamos a adequação do nosso corpo com relação a intervenções externas, procuramos manter um equilíbrio enquanto estamos sendo proibidos de executar a ação, sendo que procuramos sempre um outro caminho, explorando as possibilidades. O segundo exercício foi o “João Teimoso”, exercício de confiança, tanto em nós mesmos quanto nos outros, tinha um praticante que falava enquanto os outros estavam de João Teimoso, isso atrapalhava a nossa atenção, já que ela também estava envolvida no exercício.
Terminamos o treino e fomos tomar café, enquanto tomávamos café eu comecei a fazer umas perguntas para o professor.
Belém, 31 de Outubro de 2009
Hoje eu tinha marcado com a Iva. Ela iria tirar as fotos para a minha pesquisa sobre o t’ai chi, no caso seria a prática. Cheguei no horário combinado, 7h, bom, quando nos encontramos já eram 7:20h, levei ela para conhecer o grupo.
O Professor fez um alongamento, o qual ficamos nos balançando par um lado e para o outro, após este alongamento ele disse para que fizéssemos o alongamento e o aquecimento que achássemos necessário, coisa que nuca tinha acontecido.
Começamos andando para frente e para trás de olhos fechados, hoje eu me superei, em nenhum momento consegui manter o mínimo de direção reta possível.
O próximo passo foi ainda de olhos fechados, “fazer o movimento de aparar”, onde um braço desce e o outro sobe, “mãos de nuvem”, o que a palma da mão vem pela lateral e termina espalmando à frente. Em nenhum destes exercícios eu consegui seguir uma linha reta, mesmo eu pensando que tinha o maior controle das minhas caminhadas, é interessante que eu vendo não vendo o foco, e tentado me basear nele mesmo de olhos fechados, não faziam diferença nenhuma, ai percebi que o exercício é praticado dentro de mim mesmo, tem que se procurar a harmonia interna, internamente, não externamente, como eu tentava fazer.
Depois fizemos dois exercícios, os quais a Iva acabou participando, o primeiro era que uma pessoa tinha que tentar tocar a Iva, enquanto os iriam tentar bloquear. Neste exercício trabalhamos a adequação do nosso corpo com relação a intervenções externas, procuramos manter um equilíbrio enquanto estamos sendo proibidos de executar a ação, sendo que procuramos sempre um outro caminho, explorando as possibilidades. O segundo exercício foi o “João Teimoso”, exercício de confiança, tanto em nós mesmos quanto nos outros, tinha um praticante que falava enquanto os outros estavam de João Teimoso, isso atrapalhava a nossa atenção, já que ela também estava envolvida no exercício.
Terminamos o treino e fomos tomar café, enquanto tomávamos café eu comecei a fazer umas perguntas para o professor.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima Quarta Aula
Belém, 29 de Outubro de 2009
Chegamos e começamos no horário certo.
Hoje iremos dar continuidade ao trabalho da percepção, fizemos os aquecimentos e alongamentos devidos e partimos para a prática.
Primeiro fizemos um exercício que consistia em; o professor apanhou um pedaço médio de galho e como se aquilo fosse uma espada tínhamos que nos desviar, sem desespero, sem preocupação, tínhamos que sair da direção em que estava vindo a “espada” com perfeita harmonia, é claro que quem estivesse com a “espada” não poderia seguir quem estava se desviando, a pessoa tinha que terminar o movimento para poder começar outro. Quando chegou a minha vez de esquivar, senti tudo aquilo que o professor pediu para não sentirmos, foi quando compreendi que o que ele tinha pedido não era que não sentíssemos, mas sim, que nós não deixássemos que estes sentimentos tomassem conta dos nossos movimentos, no caso ações e reações. O que ele dizia era “tomem o controle da situação, respirem constantemente, desviem-se em harmonia”, foi então que comecei a tentar a executar o que ele estava pedindo.
É muito difícil tentar controlar a ansiedade, quando têm algo que esta vindo em sua direção. Em momentos eu conseguia harmoniosamente me desviar, em outros eu travava sem saber o que fazer, eu tentava raciocinar qual movimento executar para sair da direção do galho, enquanto era apenas para eu sair da direção do galho. Esta foi a grande sacada deste exercício, já que você já tem um certo domínio da técnica, o que me impedia de me desviar? Na verdade era o próprio pensamento de ter que me desviar, logo, isso gerava uma ansiedade e junto disso vinha a preocupação. Quando o que tinha que fazer era apenas tentar seguir o fluxo dos movimentos, as esquivas iriam surgir por elas mesma, com a própria necessidade de esquivar-se, não com um pensamento de que eu teria que seguir a forma que foi treinada e ter que pensar em como me desviar a “espada” conforme a forma de t’ai chi mais adequada que eu apreendi.
O professor dizia “não se prenda á técnica, a técnica é só a técnica, a forma é só a forma, o verdadeiro sentido do t’ai chi está na harmonia, então tentem manter a harmonia, usado a respiração, foco, atenção e equilíbrio...”
No segundo passo fizemos um circulo no chão e de dois em dois, entravamos dentro do circulo para um tentar tirar o outro de dentro, para isso usando a técnica aprendida. O uso da base e percepção no outro são dois pontos importantíssimos neste exercício, levando em consideração que com uma boa base você dificilmente será desestabilizado pelo oponente, se você leva um tempo para achar a sua própria base, o segundo, a percepção no outro, é por motivos de que você tem que sentir o movimento do oponente para desestabilizá-lo, partindo do principio de que se o oponente avançar o praticante de t’ai chi recua e se o oponente recua o praticante avança, se o oponente vem rígido o praticante torna-se flexível e se o oponente vem flexível o praticante torna-se rígido, estes conceito foram retirados do livro “O Livro Completo do Tai Chi Chuan”, 3º edição, editora Pensamento do ano de 2006, tem como autor Wong Kiew Kit.
Finalizamos a aula com cada um executando o “exercício das oito formas” e o “exercício das vinte e quatro formas”, de olhos fechados é claro. Desta vez, não senti tanto quando da aula passada, do dia 27, onde pude ter melhor consciência dos meus movimentos.
Belém, 29 de Outubro de 2009
Chegamos e começamos no horário certo.
Hoje iremos dar continuidade ao trabalho da percepção, fizemos os aquecimentos e alongamentos devidos e partimos para a prática.
Primeiro fizemos um exercício que consistia em; o professor apanhou um pedaço médio de galho e como se aquilo fosse uma espada tínhamos que nos desviar, sem desespero, sem preocupação, tínhamos que sair da direção em que estava vindo a “espada” com perfeita harmonia, é claro que quem estivesse com a “espada” não poderia seguir quem estava se desviando, a pessoa tinha que terminar o movimento para poder começar outro. Quando chegou a minha vez de esquivar, senti tudo aquilo que o professor pediu para não sentirmos, foi quando compreendi que o que ele tinha pedido não era que não sentíssemos, mas sim, que nós não deixássemos que estes sentimentos tomassem conta dos nossos movimentos, no caso ações e reações. O que ele dizia era “tomem o controle da situação, respirem constantemente, desviem-se em harmonia”, foi então que comecei a tentar a executar o que ele estava pedindo.
É muito difícil tentar controlar a ansiedade, quando têm algo que esta vindo em sua direção. Em momentos eu conseguia harmoniosamente me desviar, em outros eu travava sem saber o que fazer, eu tentava raciocinar qual movimento executar para sair da direção do galho, enquanto era apenas para eu sair da direção do galho. Esta foi a grande sacada deste exercício, já que você já tem um certo domínio da técnica, o que me impedia de me desviar? Na verdade era o próprio pensamento de ter que me desviar, logo, isso gerava uma ansiedade e junto disso vinha a preocupação. Quando o que tinha que fazer era apenas tentar seguir o fluxo dos movimentos, as esquivas iriam surgir por elas mesma, com a própria necessidade de esquivar-se, não com um pensamento de que eu teria que seguir a forma que foi treinada e ter que pensar em como me desviar a “espada” conforme a forma de t’ai chi mais adequada que eu apreendi.
O professor dizia “não se prenda á técnica, a técnica é só a técnica, a forma é só a forma, o verdadeiro sentido do t’ai chi está na harmonia, então tentem manter a harmonia, usado a respiração, foco, atenção e equilíbrio...”
No segundo passo fizemos um circulo no chão e de dois em dois, entravamos dentro do circulo para um tentar tirar o outro de dentro, para isso usando a técnica aprendida. O uso da base e percepção no outro são dois pontos importantíssimos neste exercício, levando em consideração que com uma boa base você dificilmente será desestabilizado pelo oponente, se você leva um tempo para achar a sua própria base, o segundo, a percepção no outro, é por motivos de que você tem que sentir o movimento do oponente para desestabilizá-lo, partindo do principio de que se o oponente avançar o praticante de t’ai chi recua e se o oponente recua o praticante avança, se o oponente vem rígido o praticante torna-se flexível e se o oponente vem flexível o praticante torna-se rígido, estes conceito foram retirados do livro “O Livro Completo do Tai Chi Chuan”, 3º edição, editora Pensamento do ano de 2006, tem como autor Wong Kiew Kit.
Finalizamos a aula com cada um executando o “exercício das oito formas” e o “exercício das vinte e quatro formas”, de olhos fechados é claro. Desta vez, não senti tanto quando da aula passada, do dia 27, onde pude ter melhor consciência dos meus movimentos.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima Terceira Aula
Belém, 27 de Outubro de 2009
Cheguei bastante atrasado, o professor já tinha feito os exercícios que antecedem o momento em que fazemos a forma. Eu cheguei exatamente no horário em que eles já estavam fazendo as formas, fui direto para o “exercício das oito formas”, fiz um aquecimento bem rápido e dei pó isso, eu estava com uma tremenda dor de cabeça, tive mais uma noite mau dormida, diga-se de passagem, igual às outras, tínhamos que fazer o exercício de olhos fechados, eu percebi que ainda continuo tendo problemas de ansiedade quando pratico de olhos fechados, ao mesmo tempo em que eu tento arrumar os meus sentidos para que não perca o foco.
Executei varias vezes o “exercício das oito formas”, acho que quando já estava na terceira percebi que meus movimentos estavam mais lentos, e que estavam sendo feitos em um harmonia, seguiam-se em um fluxo que até então eu não tinha percebido, a respiração pulsava como uma cadência para que os meus movimentos tivessem um vigor preciso, nem tenso e nem frouxo.
Queria continuar fazendo o exercício mais vezes, mas fui interrompido, pois a aula tinha chegado ao fim.
Quando se pratica tanto o um movimento quanto uma seqüência de movimentos, é claro que está seqüência tem que está compreendida e assimilada como memória existente em nosso corpo, vamos com o decorrer das repetições tendo mais percepção do nosso corpo, isso só é possível é claro, que você estiver conectado, com a respiração no lugar correto, com a atenção bem dirigida e o foco em prontidão. Estes são os métodos para que possamos retirar do treinamento do t’ai chi os benefícios que ele gera.
Belém, 27 de Outubro de 2009
Cheguei bastante atrasado, o professor já tinha feito os exercícios que antecedem o momento em que fazemos a forma. Eu cheguei exatamente no horário em que eles já estavam fazendo as formas, fui direto para o “exercício das oito formas”, fiz um aquecimento bem rápido e dei pó isso, eu estava com uma tremenda dor de cabeça, tive mais uma noite mau dormida, diga-se de passagem, igual às outras, tínhamos que fazer o exercício de olhos fechados, eu percebi que ainda continuo tendo problemas de ansiedade quando pratico de olhos fechados, ao mesmo tempo em que eu tento arrumar os meus sentidos para que não perca o foco.
Executei varias vezes o “exercício das oito formas”, acho que quando já estava na terceira percebi que meus movimentos estavam mais lentos, e que estavam sendo feitos em um harmonia, seguiam-se em um fluxo que até então eu não tinha percebido, a respiração pulsava como uma cadência para que os meus movimentos tivessem um vigor preciso, nem tenso e nem frouxo.
Queria continuar fazendo o exercício mais vezes, mas fui interrompido, pois a aula tinha chegado ao fim.
Quando se pratica tanto o um movimento quanto uma seqüência de movimentos, é claro que está seqüência tem que está compreendida e assimilada como memória existente em nosso corpo, vamos com o decorrer das repetições tendo mais percepção do nosso corpo, isso só é possível é claro, que você estiver conectado, com a respiração no lugar correto, com a atenção bem dirigida e o foco em prontidão. Estes são os métodos para que possamos retirar do treinamento do t’ai chi os benefícios que ele gera.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Décima Segunda aula
Belém, 22 de Outubro de 2009
Começamos no horário, fizemos os alongamentos e aproveitamos para nos aquecer.
Fui direto para o “exercício das oito formas”, desta vez todos os movimentos foram feitos de olhos fechados, repeti inúmeras vezes, logo no inicio eu estava inseguro, mas com o passar da repetição fui percebendo mais ativos os meus movimentos, a leveza, a respiração, a atenção, me compliquei quando levantamos a perna, mas com firme fui repetindo este movimento foi ficando cada vez mais certo.
Praticar de olhos fechados têm me feito um bem danado, isto me deixa atento para cada gesto feito fora do objetivo que é harmonia e fluxo.
Sem mais anotações por hoje.
Belém, 22 de Outubro de 2009
Começamos no horário, fizemos os alongamentos e aproveitamos para nos aquecer.
Fui direto para o “exercício das oito formas”, desta vez todos os movimentos foram feitos de olhos fechados, repeti inúmeras vezes, logo no inicio eu estava inseguro, mas com o passar da repetição fui percebendo mais ativos os meus movimentos, a leveza, a respiração, a atenção, me compliquei quando levantamos a perna, mas com firme fui repetindo este movimento foi ficando cada vez mais certo.
Praticar de olhos fechados têm me feito um bem danado, isto me deixa atento para cada gesto feito fora do objetivo que é harmonia e fluxo.
Sem mais anotações por hoje.
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Décima Primeira aula
Belém, 20 de Outubro de 2009
Percepção
Alongamos, e partimos para o primeiro exercício, caminhar de olhos fechados para a frente e depois para a trás, eu tive muita dificuldade, me desequilibrava e saia do eixo em alguns momentos, em outros eu perdia a atenção.
O próximo foi ficarmos um de frente para o outro fazendo um exercício de empurrar com as mãos, ainda de olhos fechado, tínhamos que sentir o fluxo de energia que estava sendo despendido e não deveríamos tentar medir forças um com o outro e sim deixar fluir.
Fizemos um exercício de combate onde tínhamos que sentir a força que o oponente estava utilizando e para onde ele estava direcionando, isso iria nos dar oportunidades para conseguir um êxito na hora de atacar, usado a força do próprio oponente e sempre de lhos fechados.
Fomos para os exercícios das formas.
Eu fazendo o exercícios das “oito formas” de olhos fechados, senti muita insegurança, eu me perguntava por que esta insegurança? E tentava fazer normal como se eu estivesse de olhos abertos, mas não dava, eu tentava, principalmente na hora de levantar o pé. Não sei por que isso me afligia neste momento? Repeti diversas vezes e conclui que tenho que treinar de olhos fechados, este fechar dos olhos, proporciona um aguçamento maior de todas as partes do corpo, é como se cada músculo meu estivesse ativado.
Belém, 20 de Outubro de 2009
Percepção
Alongamos, e partimos para o primeiro exercício, caminhar de olhos fechados para a frente e depois para a trás, eu tive muita dificuldade, me desequilibrava e saia do eixo em alguns momentos, em outros eu perdia a atenção.
O próximo foi ficarmos um de frente para o outro fazendo um exercício de empurrar com as mãos, ainda de olhos fechado, tínhamos que sentir o fluxo de energia que estava sendo despendido e não deveríamos tentar medir forças um com o outro e sim deixar fluir.
Fizemos um exercício de combate onde tínhamos que sentir a força que o oponente estava utilizando e para onde ele estava direcionando, isso iria nos dar oportunidades para conseguir um êxito na hora de atacar, usado a força do próprio oponente e sempre de lhos fechados.
Fomos para os exercícios das formas.
Eu fazendo o exercícios das “oito formas” de olhos fechados, senti muita insegurança, eu me perguntava por que esta insegurança? E tentava fazer normal como se eu estivesse de olhos abertos, mas não dava, eu tentava, principalmente na hora de levantar o pé. Não sei por que isso me afligia neste momento? Repeti diversas vezes e conclui que tenho que treinar de olhos fechados, este fechar dos olhos, proporciona um aguçamento maior de todas as partes do corpo, é como se cada músculo meu estivesse ativado.
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Décima aula
Belém, 17 de Outubro de 2009
“O T’ai chi é a utilização do tempo e do espaço”
Hoje acordei mais cedo que de costume, estava animado para experimentar fazer a aula em outro local, marcamos lá no Ver-o—Rio, lugar aberto com vista para o rio, muito vento, com os raios solares incidindo diretamente sobre nós, coisa que no bosque é difícil por causa das árvores, aves sobrevoando e a presença constante de pessoas.
Começamos com todos e no horário.
O primeiro passo foi fixar o olhar em um ponto do rio e deixar que os pensamentos esvaziassem, eu tive muita dificuldade, não conseguia manter o foco nem a atenção, as preocupações existentes da noite anterior ainda se faziam presentes e eu não consegui me desvencilhar.
Segundo passo. Fazer o “chi kung da árvore” e em seguida a sua variação, que consiste em abrir mais a base e os braços direcionando a palma da mão para cima. Neste momento comecei a deixar de lado os pensamentos e entrar no “aqui e agora”, acho que o que me ajudou para eliminar os pensamentos foi o direcionamento da atenção no diafragma, pois já tínhamos o comando de focalizar algo.
O terceiro passo foi caminhar lateralmente executando o movimento “mãos de nuvem”. Neste exercício comecei a ativar a atenção, digo a atenção porque eu era capaz de ouvir as falas do professor, além do mais, eu estava consciente do meu corpo e do o que estava acontecendo ao redor, diferente de quando se está concentrado, que você se “desativa do mundo exterior”.
Quarto passo. Partimos para duas “formas de empurrar”, ainda em deslocamento. Começamos com a “posição de aparar”, onde um braço sobe e o outro desce, o outro movi mento foi o “girar o joelho e avançar o passo”, onde empurramos com a palma da mão para frente e a outra fica colada em nossa cintura.
No quinto passo o professor separou a turma, de um lado os alunos que já estavam executando o exercício das “24 formas” e do outro os que estavam executando o exercício das “oito formas”. O professor passou para mim as duas ultimas formas do exercício das “oito formas”.
O primeiro foi o “mover-se, interceptar e socar” em seguida o “agarrar o pardal pela cauda” e finalizando o exercício das “oito formas” com as “mãos cruzadas”.
Sexto passo. Todos em uma fila indiana para executar o “exercício das oito formas”.
Terminamos o treino de hoje com a massagem, nas mãos e nas costas.
Belém, 17 de Outubro de 2009
“O T’ai chi é a utilização do tempo e do espaço”
Hoje acordei mais cedo que de costume, estava animado para experimentar fazer a aula em outro local, marcamos lá no Ver-o—Rio, lugar aberto com vista para o rio, muito vento, com os raios solares incidindo diretamente sobre nós, coisa que no bosque é difícil por causa das árvores, aves sobrevoando e a presença constante de pessoas.
Começamos com todos e no horário.
O primeiro passo foi fixar o olhar em um ponto do rio e deixar que os pensamentos esvaziassem, eu tive muita dificuldade, não conseguia manter o foco nem a atenção, as preocupações existentes da noite anterior ainda se faziam presentes e eu não consegui me desvencilhar.
Segundo passo. Fazer o “chi kung da árvore” e em seguida a sua variação, que consiste em abrir mais a base e os braços direcionando a palma da mão para cima. Neste momento comecei a deixar de lado os pensamentos e entrar no “aqui e agora”, acho que o que me ajudou para eliminar os pensamentos foi o direcionamento da atenção no diafragma, pois já tínhamos o comando de focalizar algo.
O terceiro passo foi caminhar lateralmente executando o movimento “mãos de nuvem”. Neste exercício comecei a ativar a atenção, digo a atenção porque eu era capaz de ouvir as falas do professor, além do mais, eu estava consciente do meu corpo e do o que estava acontecendo ao redor, diferente de quando se está concentrado, que você se “desativa do mundo exterior”.
Quarto passo. Partimos para duas “formas de empurrar”, ainda em deslocamento. Começamos com a “posição de aparar”, onde um braço sobe e o outro desce, o outro movi mento foi o “girar o joelho e avançar o passo”, onde empurramos com a palma da mão para frente e a outra fica colada em nossa cintura.
No quinto passo o professor separou a turma, de um lado os alunos que já estavam executando o exercício das “24 formas” e do outro os que estavam executando o exercício das “oito formas”. O professor passou para mim as duas ultimas formas do exercício das “oito formas”.
O primeiro foi o “mover-se, interceptar e socar” em seguida o “agarrar o pardal pela cauda” e finalizando o exercício das “oito formas” com as “mãos cruzadas”.
Sexto passo. Todos em uma fila indiana para executar o “exercício das oito formas”.
Terminamos o treino de hoje com a massagem, nas mãos e nas costas.
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Nona aula
Belém, 15 de Outubro de 2009
Hoje acordei entusiasmado para a aula, depois de quase uma semana eu estava vindo novamente, cheguei meia hora antes e aos poucos eles foram chegando, Rose, Lorena, Janina que trouxe uma amiga para conhecer nosso treino e por ultimo o Madson.
Começamos com o aquecimento do Tícun da Árvore, depois demos andamos por um minuto e fomos para o treino.
Primeiro passo, tínhamos que focar em um ponto que estava a nossa frente, fechar os olhos e ir andando devagar em direção ao foco. Apesar de já ter feito diversas vezes este exercício, eu fiquei bem desnorteado, mas consegui manter uma linha reta, no final deste exercício, percebi que eu estava andando mais rápido que todos, na verdade eu e a Lorena, acho que a ansiedade fez com que eu de certa forma acelerasse o passo, ou será que isso era segurança? Eu interpretei que fizera o trabalho errado, pois o comando era de ir sentindo a sola do pé, perceber cada detalhe do corpo quando estou em movimento e também perceber como minha mente funciona quando não tenho os olhos para me guiar.
O próximo passo foi andarmos de costas com os olhos fechados, neste eu fui pior, em vez de andar em linha reta, eu fiz uma curva, sempre para o lado esquerdo, a Janina, tinha andado em curva no primeiro exercício e neste não foi diferente. Quando andei de costas, percebi que eu estava atento a todos os detalhes do meu corpo, acho que a insegurança provocou este estado, meus passos foram lentos e consegui perceber cada músculo se movendo. Nos dois exercícios eu utilizei muito da minha respiração para me acalmar e entrar em um estado maior de atenção.
Quando já tínhamos terminado esta série de andar com os olhos fechados veio uma ainda mais perceptível. Tínhamos que ficar de olhos fechados e parados, enquanto todos em nossa volta irão nos tocar e quem estiver no meio terá de perceber este toque e ter uma reação, no caso seria de desviar.
Chegou a minha vez e eu tentei me manter o mais neutro possível, sem nenhuma tensão. Percebi que consegui antecipar alguns toques, geralmente os que vinham em direção a minha cabeça, mas em compensação os que eram na minha perna eu não consegui antecipar nenhum, os que eram no meu abdômen, eu reagia com uma reação de espanto.
Depois fizemos o exercício de empurram com as mãos, um empurra o meu ombro e logo em seguida eu desvio a mão desta pessoa que empurrou e empurro o ombro dela, e assim prossegue o exercício. Só que desta vez fizemos de olhos fechados, foi bem diferente, quando eu fiz com o professor deu pra sentir o fluxo que existe neste movimento, pois esta “troca” de energia é feita de uma maneira adaptativa, o seu corpo vai se adaptando junto com o movimento mesmo de olhos fechados.
E por ultimo, mais uma vez aquele exercício de ter que tocar no poste. Desta vez tinham mais pessoas que a vez anterior, o comando era, “não medir forças com ninguém, e sim ser maleável, flexível”, era desta maneira que eu tentava alcançar o poste, quando alguém me empurrava eu deixava que a força desta pessoa passasse por mim, isso eu conseguia deixando o meu corpo flexível, então vinha um empurrão, e eu simplesmente deixava a parte do meu corpo que estava sofrendo este contato se moldar com a intenção.
E para finalizar a aula de hoje, fizemos a massagem na mão.
Belém, 15 de Outubro de 2009
Hoje acordei entusiasmado para a aula, depois de quase uma semana eu estava vindo novamente, cheguei meia hora antes e aos poucos eles foram chegando, Rose, Lorena, Janina que trouxe uma amiga para conhecer nosso treino e por ultimo o Madson.
Começamos com o aquecimento do Tícun da Árvore, depois demos andamos por um minuto e fomos para o treino.
Primeiro passo, tínhamos que focar em um ponto que estava a nossa frente, fechar os olhos e ir andando devagar em direção ao foco. Apesar de já ter feito diversas vezes este exercício, eu fiquei bem desnorteado, mas consegui manter uma linha reta, no final deste exercício, percebi que eu estava andando mais rápido que todos, na verdade eu e a Lorena, acho que a ansiedade fez com que eu de certa forma acelerasse o passo, ou será que isso era segurança? Eu interpretei que fizera o trabalho errado, pois o comando era de ir sentindo a sola do pé, perceber cada detalhe do corpo quando estou em movimento e também perceber como minha mente funciona quando não tenho os olhos para me guiar.
O próximo passo foi andarmos de costas com os olhos fechados, neste eu fui pior, em vez de andar em linha reta, eu fiz uma curva, sempre para o lado esquerdo, a Janina, tinha andado em curva no primeiro exercício e neste não foi diferente. Quando andei de costas, percebi que eu estava atento a todos os detalhes do meu corpo, acho que a insegurança provocou este estado, meus passos foram lentos e consegui perceber cada músculo se movendo. Nos dois exercícios eu utilizei muito da minha respiração para me acalmar e entrar em um estado maior de atenção.
Quando já tínhamos terminado esta série de andar com os olhos fechados veio uma ainda mais perceptível. Tínhamos que ficar de olhos fechados e parados, enquanto todos em nossa volta irão nos tocar e quem estiver no meio terá de perceber este toque e ter uma reação, no caso seria de desviar.
Chegou a minha vez e eu tentei me manter o mais neutro possível, sem nenhuma tensão. Percebi que consegui antecipar alguns toques, geralmente os que vinham em direção a minha cabeça, mas em compensação os que eram na minha perna eu não consegui antecipar nenhum, os que eram no meu abdômen, eu reagia com uma reação de espanto.
Depois fizemos o exercício de empurram com as mãos, um empurra o meu ombro e logo em seguida eu desvio a mão desta pessoa que empurrou e empurro o ombro dela, e assim prossegue o exercício. Só que desta vez fizemos de olhos fechados, foi bem diferente, quando eu fiz com o professor deu pra sentir o fluxo que existe neste movimento, pois esta “troca” de energia é feita de uma maneira adaptativa, o seu corpo vai se adaptando junto com o movimento mesmo de olhos fechados.
E por ultimo, mais uma vez aquele exercício de ter que tocar no poste. Desta vez tinham mais pessoas que a vez anterior, o comando era, “não medir forças com ninguém, e sim ser maleável, flexível”, era desta maneira que eu tentava alcançar o poste, quando alguém me empurrava eu deixava que a força desta pessoa passasse por mim, isso eu conseguia deixando o meu corpo flexível, então vinha um empurrão, e eu simplesmente deixava a parte do meu corpo que estava sofrendo este contato se moldar com a intenção.
E para finalizar a aula de hoje, fizemos a massagem na mão.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Oitava aula
Belém, 06 de Outubro de 2009
Esta noite tive sérios problemas com meus sonhos, vim para a aula de T’ai Chi, mas estava muito indisposto, procurei vários meios para conseguir me concentrar e estar com minha mente no “aqui e agora”, nada feito. Quase em todos os aplicativos eu perdia a concentração, e assim foi a te o final da aula.
Começamos com os alongamentos básicos, os mesmos de sempre, só que desta vez um era diferente, achei ótimo ele, o exercício consiste em bombear o ar para os pulmões e depois mandá-lo para o diafragma e em segui para o t’an t’ien (baixo ventre).
Após os alongamentos, fomos para as 8 formas. Percebi que estou na metade dela, e com os movimentos seguros, o que me deu uma satisfação maior. Partimos para as 24 formas, o inicio é igual, mas depois vai complicando, usamos neste o movimento da “cobra que rasteja”, e quase todos os movimentos se repetem.
Quando terminamos as formas, o próximo exercício foi: a transferência de poder empurrando com a mão, onde ficamos um de frente para o outro e um empurra o ombro do outro até que o outro tire a mão de quem empurra e este que tirou a mão será o que vai empurra, e assim por diante; depois, dois seguravam as mãos de um enquanto este que estava sendo segurado teria que se livrar sem usar a força, só a técnica, desde a base até aos movimentos; e pro ultimo, agora movendo-se, dois iam segurar um enquanto que este teria que antecipar ou intervir para que os que iriam prendê-lo, não conseguissem o seu objetivo.
Hoje foi uma aula da qual acabei fazendo os movimentos simplesmente, não exercitei, como é o objetivo.
O professor fala, que “temos que fazer os movimentos do T’ai Chi com todas as informações que nos foram passadas, senão acabamos perdendo o seu significado, que é o bem estar, o cultivo da energia interna e externa”. Quando ele disse isso, foi que percebi que eu simplesmente só estava me movimentando, completou ele “se você só se movimenta, você estará fazendo ginástica, que também é bom, mas o objetivo é trabalhar o conteúdo estracotidiano que exercitamos ao praticar o T’ai Chi”.
Mesmo sem estar totalmente conectado, enquanto praticávamos a “esquiva”, quando tínhamos que antecipar os movimentos dos que iam nos pegar, eu notei que eu não estava mais no meu estado normal, e sim em um estado de alerta, atenção, foco periférico, a respiração em outro formato, tudo isto se deu no simples exercício que fizemos, digo simples por não requerer atributos mais complexos, pois toda a suas complexidade está em perceber-se, seu corpo, os movimentos, tanto os seus quanto os dos outros praticantes, meus sentidos estavam em alerta.assim foi com todos, ninguém ficava no seu estado normal, cômodo.
Belém, 06 de Outubro de 2009
Esta noite tive sérios problemas com meus sonhos, vim para a aula de T’ai Chi, mas estava muito indisposto, procurei vários meios para conseguir me concentrar e estar com minha mente no “aqui e agora”, nada feito. Quase em todos os aplicativos eu perdia a concentração, e assim foi a te o final da aula.
Começamos com os alongamentos básicos, os mesmos de sempre, só que desta vez um era diferente, achei ótimo ele, o exercício consiste em bombear o ar para os pulmões e depois mandá-lo para o diafragma e em segui para o t’an t’ien (baixo ventre).
Após os alongamentos, fomos para as 8 formas. Percebi que estou na metade dela, e com os movimentos seguros, o que me deu uma satisfação maior. Partimos para as 24 formas, o inicio é igual, mas depois vai complicando, usamos neste o movimento da “cobra que rasteja”, e quase todos os movimentos se repetem.
Quando terminamos as formas, o próximo exercício foi: a transferência de poder empurrando com a mão, onde ficamos um de frente para o outro e um empurra o ombro do outro até que o outro tire a mão de quem empurra e este que tirou a mão será o que vai empurra, e assim por diante; depois, dois seguravam as mãos de um enquanto este que estava sendo segurado teria que se livrar sem usar a força, só a técnica, desde a base até aos movimentos; e pro ultimo, agora movendo-se, dois iam segurar um enquanto que este teria que antecipar ou intervir para que os que iriam prendê-lo, não conseguissem o seu objetivo.
Hoje foi uma aula da qual acabei fazendo os movimentos simplesmente, não exercitei, como é o objetivo.
O professor fala, que “temos que fazer os movimentos do T’ai Chi com todas as informações que nos foram passadas, senão acabamos perdendo o seu significado, que é o bem estar, o cultivo da energia interna e externa”. Quando ele disse isso, foi que percebi que eu simplesmente só estava me movimentando, completou ele “se você só se movimenta, você estará fazendo ginástica, que também é bom, mas o objetivo é trabalhar o conteúdo estracotidiano que exercitamos ao praticar o T’ai Chi”.
Mesmo sem estar totalmente conectado, enquanto praticávamos a “esquiva”, quando tínhamos que antecipar os movimentos dos que iam nos pegar, eu notei que eu não estava mais no meu estado normal, e sim em um estado de alerta, atenção, foco periférico, a respiração em outro formato, tudo isto se deu no simples exercício que fizemos, digo simples por não requerer atributos mais complexos, pois toda a suas complexidade está em perceber-se, seu corpo, os movimentos, tanto os seus quanto os dos outros praticantes, meus sentidos estavam em alerta.assim foi com todos, ninguém ficava no seu estado normal, cômodo.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Sétima aula
Belém, 01 de Outubro de 2009
Hoje eu acordei com bastante vigor, apesar de ter dormido apenas 3 horas de sono, não senti o cansaço que estava habituado a sentir.
Cheguei e já estavam a Janina e a Rose, encontrei o professor no caminho.
Começamos com os alongamentos; Primeiro com um em que juntasse as mãos e vamos fazendo um movimento circular , só a parte superior do corpo; Segundo, abrimos a base e flexionamos os joelhos, abrimos os braços e colocamos a palma das mãos para cima; Terceiro, o grande e maravilhoso “Tícun da Árvore”; O quarto passo foi, cada um fazendo do seu modo, eu já estava suando muito, gosto quando eu começo a suar, isso é um sinal de que eu estou com a atenção no lugar e de que o meu corpo por mais imóvel que pareça esta em movimento, “máximo de esforço para o mínimo de movimento”.
No aquecimento chegou a Jaqueline.
Depois do aquecimento o próximo passo foi fazermos “A Serpente que Rasteja” no mesmo lugar, senti mais dificuldade do que quando fazemos em movimento.
O próximo exercício foi ficarmos em equilíbrio só com uma perna, sendo que o resto do corpo estava trabalhando, uma perna levantada e um braço, o inicio da “Serpente que Rasteja”.
Mais uma vez, Eu e Jaqueline para um lado e Rose e Janina para o outro. Antes de qualquer nova informação ele sempre pede para que mostremos a ele como estamos e se temos alguma duvida.
Após varias repetições eis que recebemos o novo movimento:
12. O pé esquerdo move-se para a lateral esquerda, e logo após a mão esquerda sobe e a direita desce, elas passam bem juntas, a mão esquerda pára na altura do ombro e a direita na direção da cintura.
13. O pé esquerdo vira-se para onde era a frente antes, transfere-se o peso para a perna esquerda enquanto a perna direita junta-se com a esquerda, a mão vem em movimento circular, fazendo uma grande “bola” de energia, só que desta vez, a mão esquerda vem para cima, na altura do peito e a direita na altura da cintura.
14. O pé direito move-se para a lateral direita, e logo após a mão esquerda desce e a direita sobe, elas passam bem juntas, a mão direita pára na altura do ombro e a esquerda na direção da cintura.
Neste novo movimento eu não senti muita dificuldade.
Senti de imediato a energia “Ch’i” que flui do pé a ponta do dedo.
Eu estava suando muito, resultado do trabalho interno.
Obs: Sempre, em todas as aulas, após cada exercício, sempre caminhamos por pelo menos 1 minuto.
Belém, 01 de Outubro de 2009
Hoje eu acordei com bastante vigor, apesar de ter dormido apenas 3 horas de sono, não senti o cansaço que estava habituado a sentir.
Cheguei e já estavam a Janina e a Rose, encontrei o professor no caminho.
Começamos com os alongamentos; Primeiro com um em que juntasse as mãos e vamos fazendo um movimento circular , só a parte superior do corpo; Segundo, abrimos a base e flexionamos os joelhos, abrimos os braços e colocamos a palma das mãos para cima; Terceiro, o grande e maravilhoso “Tícun da Árvore”; O quarto passo foi, cada um fazendo do seu modo, eu já estava suando muito, gosto quando eu começo a suar, isso é um sinal de que eu estou com a atenção no lugar e de que o meu corpo por mais imóvel que pareça esta em movimento, “máximo de esforço para o mínimo de movimento”.
No aquecimento chegou a Jaqueline.
Depois do aquecimento o próximo passo foi fazermos “A Serpente que Rasteja” no mesmo lugar, senti mais dificuldade do que quando fazemos em movimento.
O próximo exercício foi ficarmos em equilíbrio só com uma perna, sendo que o resto do corpo estava trabalhando, uma perna levantada e um braço, o inicio da “Serpente que Rasteja”.
Mais uma vez, Eu e Jaqueline para um lado e Rose e Janina para o outro. Antes de qualquer nova informação ele sempre pede para que mostremos a ele como estamos e se temos alguma duvida.
Após varias repetições eis que recebemos o novo movimento:
12. O pé esquerdo move-se para a lateral esquerda, e logo após a mão esquerda sobe e a direita desce, elas passam bem juntas, a mão esquerda pára na altura do ombro e a direita na direção da cintura.
13. O pé esquerdo vira-se para onde era a frente antes, transfere-se o peso para a perna esquerda enquanto a perna direita junta-se com a esquerda, a mão vem em movimento circular, fazendo uma grande “bola” de energia, só que desta vez, a mão esquerda vem para cima, na altura do peito e a direita na altura da cintura.
14. O pé direito move-se para a lateral direita, e logo após a mão esquerda desce e a direita sobe, elas passam bem juntas, a mão direita pára na altura do ombro e a esquerda na direção da cintura.
Neste novo movimento eu não senti muita dificuldade.
Senti de imediato a energia “Ch’i” que flui do pé a ponta do dedo.
Eu estava suando muito, resultado do trabalho interno.
Obs: Sempre, em todas as aulas, após cada exercício, sempre caminhamos por pelo menos 1 minuto.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Sexta aula
Belém, 29 de setembro de 2009
Acordei muito indisposto, noite mal dormida, fome, preocupação, bom tudo resolveu aparecer hoje.
Começamos atrasados, ainda bem que sempre que começamos atrasados também terminamos atrasados.
Logo no começo eu tinha decidido que não iria fazer os movimentos e sim escrevê-los. O professor não gostou, mas depois de um tempo decidi que iria fazer.
Fizemos todos os alongamentos que estão catalogados aqui, fomos novamente separados Eu e Jaqueline da Janina e Rose, elas faziam os movimentos completos enquanto Eu e Jaqueline a seqüência que estamos aprendendo até os movimentos que nos foram repassados no dia 22 de Setembro.
Estava muito sujo o Bosque, então o professor decidiu que fossemos para a parte superior da gruta.
Chegamos lá e repassamos mais algumas vezes os movimentos, enquanto ele exigia um pouco mais das outras duas. Então ele chegou para nós e passou mais outra seqüência:
12. O pé direito fira-se para onde antes era a frente, transfere-se o peso para a perna direita, juntando a perna esquerda, ao mesmo tempo as mão em movimentos circulares (sempre amplos), fazendo uma grande “bola” de energia na frente da parte superior do corpo, a mão direita na altura do peito e a esquerda na altura da cintura.
Este simples trona-se complexo porque temos que fazer esta troca de peso com todo o cuidado de não tocarmos no chão com impacto.
Fazendo este exercício me senti muito melhor.
Gosto do ensinamento passado assim, com calma, sem presa, sem queimar etapas, degrau por degrau.
Com ele eu percebi que tenho que exigir mais do meu “centro”, de onde partem todos os movimentos.
Percebo que com o passar das aulas estou evoluindo, assim como todos. O que me deixa preocupado, é que poucas vezes ele vem me corrigir, penso que por eu ser novo nesta pratica, eu deva estar fazendo algum movimento errado, e ele deveria dar conselhos, mas acho que na verdade estou me empenhando ao máximo para não fazer nada as carreiras e acabar por fazer uma simples repetição.
Belém, 29 de setembro de 2009
Acordei muito indisposto, noite mal dormida, fome, preocupação, bom tudo resolveu aparecer hoje.
Começamos atrasados, ainda bem que sempre que começamos atrasados também terminamos atrasados.
Logo no começo eu tinha decidido que não iria fazer os movimentos e sim escrevê-los. O professor não gostou, mas depois de um tempo decidi que iria fazer.
Fizemos todos os alongamentos que estão catalogados aqui, fomos novamente separados Eu e Jaqueline da Janina e Rose, elas faziam os movimentos completos enquanto Eu e Jaqueline a seqüência que estamos aprendendo até os movimentos que nos foram repassados no dia 22 de Setembro.
Estava muito sujo o Bosque, então o professor decidiu que fossemos para a parte superior da gruta.
Chegamos lá e repassamos mais algumas vezes os movimentos, enquanto ele exigia um pouco mais das outras duas. Então ele chegou para nós e passou mais outra seqüência:
12. O pé direito fira-se para onde antes era a frente, transfere-se o peso para a perna direita, juntando a perna esquerda, ao mesmo tempo as mão em movimentos circulares (sempre amplos), fazendo uma grande “bola” de energia na frente da parte superior do corpo, a mão direita na altura do peito e a esquerda na altura da cintura.
Este simples trona-se complexo porque temos que fazer esta troca de peso com todo o cuidado de não tocarmos no chão com impacto.
Fazendo este exercício me senti muito melhor.
Gosto do ensinamento passado assim, com calma, sem presa, sem queimar etapas, degrau por degrau.
Com ele eu percebi que tenho que exigir mais do meu “centro”, de onde partem todos os movimentos.
Percebo que com o passar das aulas estou evoluindo, assim como todos. O que me deixa preocupado, é que poucas vezes ele vem me corrigir, penso que por eu ser novo nesta pratica, eu deva estar fazendo algum movimento errado, e ele deveria dar conselhos, mas acho que na verdade estou me empenhando ao máximo para não fazer nada as carreiras e acabar por fazer uma simples repetição.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Quinta aula
Belém, 26 de setembro de 2009
Sábado, estou eu cansado da semana que esta sendo uma bagunça lá na ETDUFPA, mas tudo bem, acabei chegando um pouco atrasado, mas mesmo assim cheguei junto com todos, estou começando a me acostumar com os meus atrasos, isso não é bom.
Começo a perceber movimentos que podem estar sendo introduzidos no treinamento do GITA e no meu treinamento, por exemplo, o “Tícum da Árvore”, essa imobilidade com excesso de energia, a atenção, o foco, a respiração, a postura, tudo esta contido nesta simples postura.
Fizemos mais uma vez o “Ticum da Árvore”, a “Serpente que Rasteja” e balançar o corpo com ele relaxado.
Tínhamos uma outra senhora que só vem aos sábados, esta era mais flexível.
Eu esta nova senhora ficamos atrás da Rose, e íamos seguindo seus movimentos sutis, estávamos acompanhando a Rose na pratica da sessão completa dos movimentos.
Fizemos incessantemente os movimentos completos.
Senti muita dificuldade, pois como não sei todos, haviam momentos em que eu mais prestava atenção na Rose do que nos meus movimentos.
Belém, 26 de setembro de 2009
Sábado, estou eu cansado da semana que esta sendo uma bagunça lá na ETDUFPA, mas tudo bem, acabei chegando um pouco atrasado, mas mesmo assim cheguei junto com todos, estou começando a me acostumar com os meus atrasos, isso não é bom.
Começo a perceber movimentos que podem estar sendo introduzidos no treinamento do GITA e no meu treinamento, por exemplo, o “Tícum da Árvore”, essa imobilidade com excesso de energia, a atenção, o foco, a respiração, a postura, tudo esta contido nesta simples postura.
Fizemos mais uma vez o “Ticum da Árvore”, a “Serpente que Rasteja” e balançar o corpo com ele relaxado.
Tínhamos uma outra senhora que só vem aos sábados, esta era mais flexível.
Eu esta nova senhora ficamos atrás da Rose, e íamos seguindo seus movimentos sutis, estávamos acompanhando a Rose na pratica da sessão completa dos movimentos.
Fizemos incessantemente os movimentos completos.
Senti muita dificuldade, pois como não sei todos, haviam momentos em que eu mais prestava atenção na Rose do que nos meus movimentos.
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Quarta aula
Belém, 24 de setembro de 2009
Hoje eu acordei cansado, acabei chegando atrasado, mas não ao ponto da aula já ter começado.
Iríamos terminar um pouco cedo hoje, devido um café da manhã que iríamos fazer depois do treino, não gostei da idéia de sacrificar o treino, mas tudo bem, foi maioria, diga-se de passagem que eu fui o único a ser contra.
Logo que começamos eu percebi que realmente seria um dia para não fazer nada, fomos direito para a pratica, sem alongamento, nem aquecimento. Fizemos juntos mais uma vez “A Serpente que Rasteja”, desta vez, senti que estava melhor com reação ao movimento, estava mais fluídico.
Por termos começado tarde, então terminamos mais cedo, até por causa do café, nada contra, mas sacrificar a aula, enfim.
O café foi legal. Eu aproveitei para falar a eles sobre o grupo, por em pratica minhas pesquisas sobre T’ai Chi.
Belém, 24 de setembro de 2009
Hoje eu acordei cansado, acabei chegando atrasado, mas não ao ponto da aula já ter começado.
Iríamos terminar um pouco cedo hoje, devido um café da manhã que iríamos fazer depois do treino, não gostei da idéia de sacrificar o treino, mas tudo bem, foi maioria, diga-se de passagem que eu fui o único a ser contra.
Logo que começamos eu percebi que realmente seria um dia para não fazer nada, fomos direito para a pratica, sem alongamento, nem aquecimento. Fizemos juntos mais uma vez “A Serpente que Rasteja”, desta vez, senti que estava melhor com reação ao movimento, estava mais fluídico.
Por termos começado tarde, então terminamos mais cedo, até por causa do café, nada contra, mas sacrificar a aula, enfim.
O café foi legal. Eu aproveitei para falar a eles sobre o grupo, por em pratica minhas pesquisas sobre T’ai Chi.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Terceira aula
Belém, 22 de setembro de 2009
Quando cheguei a rose já estava, não demorou muito e chegou o Madson. Então começamos a aula.
Fomos para os aquecimentos, deixar o corpo solto e balançar de um lado para o outro. Fora os alongamentos individuais de cada um.
Quando começamos chegou a Janina, o primeiro exercício foi “A serpente que Rasteja” (fomos e voltamos), fui fazendo, achei muito parecido com a “Serpente” que fazemos nos aplicativos do Kalarippayattu, fizemos o movimento de empurra apenas com uma mão (para frente e para trás) ida e volta, fizemos também o movimento em que um braço desce e fica na altura da cintura e o outro sobe na altura do ombro, e passam um perto do outro bem juntos.
Chegou a Jaqueline então ficou, Eu e Jaqueline para um lado e Rose e Janina para o outro.
Começamos a fazer o exercício, do qual o professor tinha nos passado, só que desta vez ele acrescentou mais uns movimentos:
7A mão esquerda vem na direção do cotovelo direito enquanto que a perna esquerda se une á direita.
8Quando a mão esquerda passa pelo cotovelo direito a perna esquerda vai para o lado e o tronco volta-se para o lado esquerdo, então a mão direita vem rente a orelha e espalma para frente, já a mão esquerda fica colada na cintura.
9Transfere-se o peso para a perna direita, o pé esquerdo volta-se para onde antes era a frente.
10Transfere-se mais uma vez o peso do corpo, só que agora para a perna esquerda, o braço esquerdo sobe em movimento circular e a perna direita se junta á esquerda. O braço direito continua no mesmo lugar, enquanto o braço esquerdo vê subindo.
11Quando o cotovelo do braço esquerdo chegar na mão direita a perna direita vai para a frente e a mão esquerda vem em direção á orelha seguindo empurrando para frente, enquanto a mão direita vai e fica na cintura.
Ficamos neste movimento ate o final da aula.
Percebi que o meu corpo todo entra em movimentação quando passo a não apenas fazer a forma, mas sim, perceba-la.
Belém, 22 de setembro de 2009
Quando cheguei a rose já estava, não demorou muito e chegou o Madson. Então começamos a aula.
Fomos para os aquecimentos, deixar o corpo solto e balançar de um lado para o outro. Fora os alongamentos individuais de cada um.
Quando começamos chegou a Janina, o primeiro exercício foi “A serpente que Rasteja” (fomos e voltamos), fui fazendo, achei muito parecido com a “Serpente” que fazemos nos aplicativos do Kalarippayattu, fizemos o movimento de empurra apenas com uma mão (para frente e para trás) ida e volta, fizemos também o movimento em que um braço desce e fica na altura da cintura e o outro sobe na altura do ombro, e passam um perto do outro bem juntos.
Chegou a Jaqueline então ficou, Eu e Jaqueline para um lado e Rose e Janina para o outro.
Começamos a fazer o exercício, do qual o professor tinha nos passado, só que desta vez ele acrescentou mais uns movimentos:
7A mão esquerda vem na direção do cotovelo direito enquanto que a perna esquerda se une á direita.
8Quando a mão esquerda passa pelo cotovelo direito a perna esquerda vai para o lado e o tronco volta-se para o lado esquerdo, então a mão direita vem rente a orelha e espalma para frente, já a mão esquerda fica colada na cintura.
9Transfere-se o peso para a perna direita, o pé esquerdo volta-se para onde antes era a frente.
10Transfere-se mais uma vez o peso do corpo, só que agora para a perna esquerda, o braço esquerdo sobe em movimento circular e a perna direita se junta á esquerda. O braço direito continua no mesmo lugar, enquanto o braço esquerdo vê subindo.
11Quando o cotovelo do braço esquerdo chegar na mão direita a perna direita vai para a frente e a mão esquerda vem em direção á orelha seguindo empurrando para frente, enquanto a mão direita vai e fica na cintura.
Ficamos neste movimento ate o final da aula.
Percebi que o meu corpo todo entra em movimentação quando passo a não apenas fazer a forma, mas sim, perceba-la.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Segunda aula
Belém, 19 de setembro de 2009
Cheguei cedo, mais uma vez começamos um pouco atrasados, nada de mal.
Aproveitei ter chegado mais cedo para me alongar bem e aquecer. Fiz um pouco o T’ai Chi que treinamos no GITA, fiz alguns dos aplicativos, com corpo acordado cedo, com a tranqüilidade do bosque me senti muito melhor, estava “memoricamente” zerado, sem nenhum estresse, rápido entrei na atenção.
Quando o professor chegou, fomos para a aula.
Tícun da arvore, é quando se fica parado com os braços como se estivesse carregando uma enorme “bola” de energia, o professor dizia “enraízem os pés no chão”. Existe outro movimento o qual ficamos como se estivéssemos tendo ligeiras quedas, isso ajuda a destravar o corpo.
Hoje começamos com o receber e passar o movimento. Um empurrava o ombro do outro em quanto que a pessoa que estava tendo o ombro empurrado tinha que deixar seu ombro ir, “tem que medir força” dizia o professor, “receba e deixe passar”, e logo em seguido o que estava tendo o ombro empurrado retirava a mão de quem empurrava e passava a empurrar, “não levem a costa para trás, apenas o ombro”, no inicio foi difícil para mim, tenho um sério problema de tencionar a parte superior do meu corpo, mas desta vez encontrei alguém que além de tencionar contraia, é uma senhora que só vem aos sábados.
Eu deixava-a bem livre para fazer os movimentos, tenta ao máximo não medir forças com ela, mas era uma tenção tamanha que ela parecia praticamente um robô, e o professor dizia “movimentem o corpo todo, não esqueçam que flexionar os joelhos, não empurrem até perder o desequilíbrio”. Neste momento percebi que era tudo vindo do “centro”, todos os comandos, estar flexível seria o mesmo que estar preparado, em prontidão para agir em cena. Até mesmo quando era para eu retirar a mão dela e empurrá-la ela não deixava, ela estava neste momento querendo medir forças comigo, esta senhora queria anular a minha ação, mesmo quando o comando era, “deixe que o outro lhe empurre, sinta a energia e depois passe ela”. Era como se no palco a outra pessoa com eu fosse contracenar não deixasse espaço, falasse o tempo todo, não deixando nem tempo para eu agir.
Terminado este exercício, fomos para um que consistia em que um do grupo queria que alcançar determinado lugar enquanto o resto não o deixaria passar, sendo que, essa pessoa não poderia medir forças com ninguém, sempre procurando uma maneira que achar uma lugar para passar, como se fosse uma água.
Teve gente que tentou na força, o professor tentou de u jeito que era bem paciente, mas ao mesmo tempo, quando chegávamos da bloqueá-lo ele conseguia sair de nossas mãos com se escorresse, teve gente que tentou correr. Quando chegou minha vez tentei ter o máximo de paciência, esperava sentir algum toque para que eu deixasse co meu corpo fosse se adaptando, lembrei do “corpo se órgãos” de Antonin Artud, por nosso corpo estar procurando uma flexibilidade fora no comum. Como que realmente não tivéssemos órgãos.
O Próximo passo foi um “combate”, Foi feito um pequeno círculo, pequeno mesmo, onde mal cabiam duas pessoas, é o objetivo era um tirar o outro de dentro daquele circulo, sempre usando a força do outro. Terminado este exercício o professor disse “o importante deste exercício é você controlar a sua mente, o objetivo não é tirar o outro de qualquer jeito, e sim usando as técnicas aprendidas aqui, sem força, se você foi tirado, não deve deixar a raiva de ter que tirar alguém seja maior que os seus idéias, sempre tentarem manter o máximo de harmonia possível”.
Terminamos com um massageando a mão do outro, achei isso maravilhoso, um gesto de respeito.
Belém, 19 de setembro de 2009
Cheguei cedo, mais uma vez começamos um pouco atrasados, nada de mal.
Aproveitei ter chegado mais cedo para me alongar bem e aquecer. Fiz um pouco o T’ai Chi que treinamos no GITA, fiz alguns dos aplicativos, com corpo acordado cedo, com a tranqüilidade do bosque me senti muito melhor, estava “memoricamente” zerado, sem nenhum estresse, rápido entrei na atenção.
Quando o professor chegou, fomos para a aula.
Tícun da arvore, é quando se fica parado com os braços como se estivesse carregando uma enorme “bola” de energia, o professor dizia “enraízem os pés no chão”. Existe outro movimento o qual ficamos como se estivéssemos tendo ligeiras quedas, isso ajuda a destravar o corpo.
Hoje começamos com o receber e passar o movimento. Um empurrava o ombro do outro em quanto que a pessoa que estava tendo o ombro empurrado tinha que deixar seu ombro ir, “tem que medir força” dizia o professor, “receba e deixe passar”, e logo em seguido o que estava tendo o ombro empurrado retirava a mão de quem empurrava e passava a empurrar, “não levem a costa para trás, apenas o ombro”, no inicio foi difícil para mim, tenho um sério problema de tencionar a parte superior do meu corpo, mas desta vez encontrei alguém que além de tencionar contraia, é uma senhora que só vem aos sábados.
Eu deixava-a bem livre para fazer os movimentos, tenta ao máximo não medir forças com ela, mas era uma tenção tamanha que ela parecia praticamente um robô, e o professor dizia “movimentem o corpo todo, não esqueçam que flexionar os joelhos, não empurrem até perder o desequilíbrio”. Neste momento percebi que era tudo vindo do “centro”, todos os comandos, estar flexível seria o mesmo que estar preparado, em prontidão para agir em cena. Até mesmo quando era para eu retirar a mão dela e empurrá-la ela não deixava, ela estava neste momento querendo medir forças comigo, esta senhora queria anular a minha ação, mesmo quando o comando era, “deixe que o outro lhe empurre, sinta a energia e depois passe ela”. Era como se no palco a outra pessoa com eu fosse contracenar não deixasse espaço, falasse o tempo todo, não deixando nem tempo para eu agir.
Terminado este exercício, fomos para um que consistia em que um do grupo queria que alcançar determinado lugar enquanto o resto não o deixaria passar, sendo que, essa pessoa não poderia medir forças com ninguém, sempre procurando uma maneira que achar uma lugar para passar, como se fosse uma água.
Teve gente que tentou na força, o professor tentou de u jeito que era bem paciente, mas ao mesmo tempo, quando chegávamos da bloqueá-lo ele conseguia sair de nossas mãos com se escorresse, teve gente que tentou correr. Quando chegou minha vez tentei ter o máximo de paciência, esperava sentir algum toque para que eu deixasse co meu corpo fosse se adaptando, lembrei do “corpo se órgãos” de Antonin Artud, por nosso corpo estar procurando uma flexibilidade fora no comum. Como que realmente não tivéssemos órgãos.
O Próximo passo foi um “combate”, Foi feito um pequeno círculo, pequeno mesmo, onde mal cabiam duas pessoas, é o objetivo era um tirar o outro de dentro daquele circulo, sempre usando a força do outro. Terminado este exercício o professor disse “o importante deste exercício é você controlar a sua mente, o objetivo não é tirar o outro de qualquer jeito, e sim usando as técnicas aprendidas aqui, sem força, se você foi tirado, não deve deixar a raiva de ter que tirar alguém seja maior que os seus idéias, sempre tentarem manter o máximo de harmonia possível”.
Terminamos com um massageando a mão do outro, achei isso maravilhoso, um gesto de respeito.
ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE
Primeira aula
Belém, 17 de setembro de 2009
Cheguei no Bosque Rodrigues Alves 15 minutos adiantado, O professor Madson chegou atrasado.
Começamos com um alongamento que consistia em imaginar estar segurando uma “bola” de energia na altura do peito, tínhamos que descer e subir lentamente agachando-se e levantando-se, a “bola” significava o fluxo da energia “Ch’i” que existe no nosso corpo, e este fluxo passaria de uma mão para outra, de um braço para o outro.
O próximo alongamento foi imaginar estar esticando um “arco”, sempre com movimentos bem suaves, invertendo de lado e trabalhando o foco (Concentração, respiração e atenção).
Após o alongamento, caminhamos um pouco, dizia ele “sintam o chão, levem toda tensão para o chão, não tencionem seu corpo, todos os movimentos são harmoniosos”.
Depois que caminhamos, fomos para o próximo passo, pois para mim a pratica do Tai Chi já havia começado há tempo. Primeiro uma moça (Janina) e uma senhora (Rose), elas já estão praticando a mais tempo e já sabem os movimentos. Enquanto elas faziam eu as observava, pode ver a utilização do nosso centro para locomover-se, o equilíbrio, a respiração, mesmo o professo ter dito que cada um respirasse conforme o eu ritmo. Elas entraram em um outro estado, um estado “extracotidiano”, senti ali a tão falada “pré-expressividade”. O controle de seus corpos era algo magnífico, até mesmo Rose que aparentava ter mais de 50 anos.
Fo quando chegou a minha vez.
Primeira frase:
1. Flexionar os joelhos, sendo que o pé esquerdo fica em meia ponta.
2. Depois abrir as pernas, sendo que a perna que se move é a esquerda, para o lado esquerdo.
3. Fazer o movimento “Padrão inicial do T’ai Chi” que é o subir e descer as mãos terminando com elas voltadas para cima.
4. A mão direita se move para o lado direto até ficar paralela ao corpo, enquanto a esquerda permanece na frente, a cabeça fica no meio das duas mãos.
5. A mão direita vem em direção à orelha direita e segue para frente, enquanto a esquerda vem para ficar junto da costela, as duas mãos passam uma rente a outra, a direita fica com a palma para frente.
6. Agora se faz o mesmo movimento com o lado esquerdo, a mão esquerda sobe esticada pela lateral, passa pela orelha e vai para frente passando rente a mão direita e terminando com a palma da mão para frente.
Por mais simples que pareça, quando você vai executar o movimento, a falta de coordenação motora, o perder a atenção em vários momentos e não ter foco, nos fazem perder qualquer controle de ritmo e harmonia. Enquanto repetíamos diversas vezes a mesma frase o professor dizia ”para que percebêssemos nosso corpo na natureza, que não prendêssemos o ar”, falava sobre os conceitos de harmonia do yin-yang, proveniente do equilíbrio.
Terminada a aula fui direto a ele tirar umas duvidas.
Fiquei contente quando perguntei a ele o que significava a palavra “Ch’uan”? Me respondeu ele que significava, combate, guerra, luta. Era exatamente o que eu havia pensado tempos antes. O T’ai Chi Ch’uan é a utilização do T’ai Chi para o combate.
Conversamos a respeito das aulas, disse-me ele que os estilos praticados aqui são o “Chen” e o “Yang”.
Percebi que quando usamos os termos que percepção de uma “bola” de energia por exemplo, consegui compreender melhor o objetivo, não parece que eu tenho que criar e imaginar um motivo para as formas.
Belém, 17 de setembro de 2009
Cheguei no Bosque Rodrigues Alves 15 minutos adiantado, O professor Madson chegou atrasado.
Começamos com um alongamento que consistia em imaginar estar segurando uma “bola” de energia na altura do peito, tínhamos que descer e subir lentamente agachando-se e levantando-se, a “bola” significava o fluxo da energia “Ch’i” que existe no nosso corpo, e este fluxo passaria de uma mão para outra, de um braço para o outro.
O próximo alongamento foi imaginar estar esticando um “arco”, sempre com movimentos bem suaves, invertendo de lado e trabalhando o foco (Concentração, respiração e atenção).
Após o alongamento, caminhamos um pouco, dizia ele “sintam o chão, levem toda tensão para o chão, não tencionem seu corpo, todos os movimentos são harmoniosos”.
Depois que caminhamos, fomos para o próximo passo, pois para mim a pratica do Tai Chi já havia começado há tempo. Primeiro uma moça (Janina) e uma senhora (Rose), elas já estão praticando a mais tempo e já sabem os movimentos. Enquanto elas faziam eu as observava, pode ver a utilização do nosso centro para locomover-se, o equilíbrio, a respiração, mesmo o professo ter dito que cada um respirasse conforme o eu ritmo. Elas entraram em um outro estado, um estado “extracotidiano”, senti ali a tão falada “pré-expressividade”. O controle de seus corpos era algo magnífico, até mesmo Rose que aparentava ter mais de 50 anos.
Fo quando chegou a minha vez.
Primeira frase:
1. Flexionar os joelhos, sendo que o pé esquerdo fica em meia ponta.
2. Depois abrir as pernas, sendo que a perna que se move é a esquerda, para o lado esquerdo.
3. Fazer o movimento “Padrão inicial do T’ai Chi” que é o subir e descer as mãos terminando com elas voltadas para cima.
4. A mão direita se move para o lado direto até ficar paralela ao corpo, enquanto a esquerda permanece na frente, a cabeça fica no meio das duas mãos.
5. A mão direita vem em direção à orelha direita e segue para frente, enquanto a esquerda vem para ficar junto da costela, as duas mãos passam uma rente a outra, a direita fica com a palma para frente.
6. Agora se faz o mesmo movimento com o lado esquerdo, a mão esquerda sobe esticada pela lateral, passa pela orelha e vai para frente passando rente a mão direita e terminando com a palma da mão para frente.
Por mais simples que pareça, quando você vai executar o movimento, a falta de coordenação motora, o perder a atenção em vários momentos e não ter foco, nos fazem perder qualquer controle de ritmo e harmonia. Enquanto repetíamos diversas vezes a mesma frase o professor dizia ”para que percebêssemos nosso corpo na natureza, que não prendêssemos o ar”, falava sobre os conceitos de harmonia do yin-yang, proveniente do equilíbrio.
Terminada a aula fui direto a ele tirar umas duvidas.
Fiquei contente quando perguntei a ele o que significava a palavra “Ch’uan”? Me respondeu ele que significava, combate, guerra, luta. Era exatamente o que eu havia pensado tempos antes. O T’ai Chi Ch’uan é a utilização do T’ai Chi para o combate.
Conversamos a respeito das aulas, disse-me ele que os estilos praticados aqui são o “Chen” e o “Yang”.
Percebi que quando usamos os termos que percepção de uma “bola” de energia por exemplo, consegui compreender melhor o objetivo, não parece que eu tenho que criar e imaginar um motivo para as formas.
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