domingo, 3 de janeiro de 2010

ANOTAÇÕES PESSOAIS AULAS DE T’AI CHI CH’UAN NO BOSQUE

Nona aula

Belém, 15 de Outubro de 2009

Hoje acordei entusiasmado para a aula, depois de quase uma semana eu estava vindo novamente, cheguei meia hora antes e aos poucos eles foram chegando, Rose, Lorena, Janina que trouxe uma amiga para conhecer nosso treino e por ultimo o Madson.
Começamos com o aquecimento do Tícun da Árvore, depois demos andamos por um minuto e fomos para o treino.
Primeiro passo, tínhamos que focar em um ponto que estava a nossa frente, fechar os olhos e ir andando devagar em direção ao foco. Apesar de já ter feito diversas vezes este exercício, eu fiquei bem desnorteado, mas consegui manter uma linha reta, no final deste exercício, percebi que eu estava andando mais rápido que todos, na verdade eu e a Lorena, acho que a ansiedade fez com que eu de certa forma acelerasse o passo, ou será que isso era segurança? Eu interpretei que fizera o trabalho errado, pois o comando era de ir sentindo a sola do pé, perceber cada detalhe do corpo quando estou em movimento e também perceber como minha mente funciona quando não tenho os olhos para me guiar.
O próximo passo foi andarmos de costas com os olhos fechados, neste eu fui pior, em vez de andar em linha reta, eu fiz uma curva, sempre para o lado esquerdo, a Janina, tinha andado em curva no primeiro exercício e neste não foi diferente. Quando andei de costas, percebi que eu estava atento a todos os detalhes do meu corpo, acho que a insegurança provocou este estado, meus passos foram lentos e consegui perceber cada músculo se movendo. Nos dois exercícios eu utilizei muito da minha respiração para me acalmar e entrar em um estado maior de atenção.
Quando já tínhamos terminado esta série de andar com os olhos fechados veio uma ainda mais perceptível. Tínhamos que ficar de olhos fechados e parados, enquanto todos em nossa volta irão nos tocar e quem estiver no meio terá de perceber este toque e ter uma reação, no caso seria de desviar.
Chegou a minha vez e eu tentei me manter o mais neutro possível, sem nenhuma tensão. Percebi que consegui antecipar alguns toques, geralmente os que vinham em direção a minha cabeça, mas em compensação os que eram na minha perna eu não consegui antecipar nenhum, os que eram no meu abdômen, eu reagia com uma reação de espanto.
Depois fizemos o exercício de empurram com as mãos, um empurra o meu ombro e logo em seguida eu desvio a mão desta pessoa que empurrou e empurro o ombro dela, e assim prossegue o exercício. Só que desta vez fizemos de olhos fechados, foi bem diferente, quando eu fiz com o professor deu pra sentir o fluxo que existe neste movimento, pois esta “troca” de energia é feita de uma maneira adaptativa, o seu corpo vai se adaptando junto com o movimento mesmo de olhos fechados.
E por ultimo, mais uma vez aquele exercício de ter que tocar no poste. Desta vez tinham mais pessoas que a vez anterior, o comando era, “não medir forças com ninguém, e sim ser maleável, flexível”, era desta maneira que eu tentava alcançar o poste, quando alguém me empurrava eu deixava que a força desta pessoa passasse por mim, isso eu conseguia deixando o meu corpo flexível, então vinha um empurrão, e eu simplesmente deixava a parte do meu corpo que estava sofrendo este contato se moldar com a intenção.
E para finalizar a aula de hoje, fizemos a massagem na mão.

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